quinta-feira, janeiro 31, 2013






























VOTA BRASIL
- E ninguém vai pra cadeia. Isto não é prerrogativa de municípios de São Paulo, não, no Rio, várias prefeituras ficaram sucateadas, inclusive Duque de Caxias onde o cretino do prefeito, elemento de alta periculosidade,  não foi reeleito e deixou a cidade literalmente entregue a ratos e baratas, o lixo deixou de ser recolhido, vieram as fortes chuvas e arrasaram o município, sendo que, o mais atingido foi Xerém com desmoronamento de terra,  desabamentos, vitimas fatais e muitos desabrigados. Mas, fazer o quê, no próximo pleito o canalha volta com pose de santo, fazendo mil promessas e o povo vota do safado que deveria ficar na cadeia por crime contra a Humanidade.
- Ah, já ia me esquecendo, a maioria destes nobres alcaides da Baixada Fluminense mora em suntuosos apartamentos ou casa em luxuosos condomínios fechados da Barra da Tijuca, na Capital, a salvo de qualquer enchente, bairro preferido de 9 entre dez emergentes, sejam eles jogadores de futebol, pagodeiros, popstars, celebridades televisivas, ex-BBBs, bicheiros, contrabandistas, sonegadores e membros de quadrilhas de desvio de dinheiro público.


EM SÃO PAULO VIROU MODA E A REPUBLIQUETA CONTINUA CUSTODIANDO ARMAS NO FORUM


AMENIDADES
A professora pergunta para o Joãozinho:
— Qual o tempo verbal na frase ”eu procuro um homem fiel”?
E o Joãozinho:
— Tempo perdido.


O PRECEDENTE É PERIGOSO, O APLAUSO É TRÁGICO
A separação de poderes, desde Montesquieu, baseia-se, nas democracias representativas, como a brasileira, em dois pólos de difícil equilíbrio, pois, uma perna é a igualdade quimérica e outra é a assimetria real, derivada da fonte diversa da legitimidade de cada um.
Pelo menos na teoria, esses poderes, para serem iguais e interdependentes (e não independentes) precisam conviver num sistema de pesos e contra-pesos segundo o qual cada um, de per si, limita o arbítrio (e não o poder) do outro. Assim, o Executivo tem seus atos fiscalizados pelo Legislativo, e a legalidade desses atos é controlada pelo Judiciário, que, igualmente, controla a constitucionalidade das leis, cuja elaboração é prerrogativa exclusiva do Poder Legislativo. O Executivo por meio das Medidas Provisórias e o Judiciário brasileiro, principalmente na sua fase atual, rompendo com a formação positivista de nosso Direito, teima em legislar, assumindo poderes que lhe são vedados pela Constituição de que o Judiciário deve ser guardião.
O Judiciário, no Brasil, também foge à regra, por não conhecer controle externo.
Se não conhece a fiscalização a que são obedientes os demais poderes, a quem os atos judiciais estão submetidos? Quem lhe impõe limites? Não se diga que é a Constituição, pois que esta reina sobre todos.
Separando e distinguindo os poderes, e, consequentemente, impondo-lhes limitações, há, ainda e principalmente, a origem de cada um. Ao contrário do Executivo e do Legislativo, o Judiciário, no Brasil, é o único dos poderes republicanos que desconhece a única legitimidade conhecida pela democracia, aquela derivada da soberania popular. Em vez de mandatários da vontade da cidadania, expressa em eleições periódicas das quais derivam mandatos certos, os membros do Judiciário – agora me refiro aos Tribunais superiores, a começar pelo STF –, são nomeados pelo Presidente da República; em vez de exercerem mandatos a termo (como os titulares dos poderes Executivo e Legislativo em todas as instâncias) suas investiduras relembram a monarquia, pois são vitalícias.
Ao contrário de governantes e legisladores, são inalcançáveis, o Judiciário como instituição e os ministros como juízes, livres daquele controle externo que eles próprios exercem sobre o Executivo. São como o rei na monarquia: irresponsáveis, isto é, não respondem pelos seus atos.
Açulado por uma direita impressa inconsequente, vem, de uns tempos até aqui, o TSE e, principalmente, o STF, exorbitando de seus poderes, seja julgando para além da lei, seja criando direito novo, construindo a instabilidade jurídica que afeta a segurança dos cidadãos, pois todo o direito vigente pode ser alterado, de cabo a rabo, numa simples assentada – seja a presunção da inocência nos julgamentos criminais, seja o direito de defesa, institutos que nos separam da barbárie.
Sem discutir o mérito das decisões, o fato é que as recentes sessões da Suprema Corte (refiro-me especificamente à novela do “mensalão”) se transformaram em lamentável reality show, donde a espetacularização do julgamento, cada juiz procurando desempenhar seu papel como ator preocupado com as câmeras e a audiência, embora não recebam cachê nem concorram a prêmios. Louvo a transparência para lamentar o conteúdo.
O juiz isento, sereno, incumbido pela sociedade (pela sociedade?) de, em seu nome, julgar, transfigura-se em promotor raivoso, e raivosos, os julgadores se desentendem. No mesmo diapasão das agressões aos réus, desrespeitados, desrespeitam-se e agridem-se entre si.
O que foi feito da liturgia da função nobilíssima?
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), durante reunião de líderes partidários no começo de dezembro. Ele considerou “ingerência” do Judiciário a decisão de cassar mandatos dos condenados no “mensalão.
Tenho para mim que na raiz do empobrecimento do Supremo – que já teve Adauto Lúcio Cardoso, Ribeiro da Costa, Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva – para não falar em Orozimbo Nonato, está a ausência de biografia de seus titulares. Assim, pobres, tentam, cada um a seu modo, construir sua história no exercício da judicatura, e às custas dela; desatentos aos Anais da Justiça, estão voltados para a glória fugaz dos refletores, a confirmar o dito célebre segundo o qual todo anônimo tem direito a dez minutos de fama.
Tudo isso encanta a direita impressa e seu encantamento seduz os atores. Autoritária, preconceituosa e racista, nossa direita não admite a emergência das massas. Isto é o que está na raiz da crise que se procura criar, artificialmente, para deter o avanço social, ainda que seu preço seja a fragilização das instituições democráticas. Nas vezes anteriores, bradando o mesmo cantochão, essa mesma direita (ela não muda) trouxe para as ruas os tanques e, sempre que pode, golpeou a democracia, em nome dela. Foi assim na segunda deposição de Getúlio, em 1954, e na deposição de Jango em 1964. Presentemente, os tanques estão indisponíveis e as baionetas ensarilhadas, e a chefe do Poder Executivo se encontra protegida por inédito apoio popular. Na ausência de outra alternativa, desmoralize-se a essência da democracia, a política e os políticos, judicialize-se a política, e destrua-se o Poder Legislativo, o mais vigiado de todos os poderes, o mais desarmado de todos os poderes. Destrua-se a política e a derrocada democrática virá por consequência. Essa é a ordem. E foi sempre assim.
Se não é mais possível a ditadura da japona, que venha o autoritarismo da toga.
Ébrios de vaidade, nossos ministros – na sua maioria (louvem-se as poucas exceções) – não se dão conta de que os elogios fáceis são igualmente fugazes e falsos.
Sabe o STF que não lhe cabe decretar a perda de mandato de representante eleito, pois esse mandato foi outorgado pela soberania popular. A perda de mandato é decreto político privativo da instância política. No caso de parlamentar, é prerrogativa e dever da Casa à qual pertença o imputado. Mas, provocando a dignidade de outro Poder, insiste-se em feri-lo e para fazê-lo atropelam a Constituição:
“Art. 55 – Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
…
VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
…
§ 2º – Nos casos dos incisos I, II e VI a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de Partido Político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa”.
O fato, inquestionável, de que o STF é o último intérprete da Constituição, não o autoriza a reescrevê-la, para dar sustentação jurídica a uma aberração. Insaciável, Poder que procura crescer alimentando-se do poder dos outros poderes, o mesmo STF decide interferir na domesticidade do Congresso Nacional, quando liminar suprema de um ministro, determina a alteração da pauta de votações, impedindo a apreciação de veto da Presidente da República.
Essas considerações me vêm à consideração após ver e ouvir o voto do nobre e ilustre ministro Celso de Mello, decano da Casa. Sua Excelência não se conteve com o seu voto puro e simples. Resolveu recheá-lo com um discurso inapropriado de admoestações e ameaças ao Poder Legislativo e ao seu presidente.
A quais forças está servindo quem persegue um conflito institucional?
Roberto Amaral
- Belo discurso do “socialista”, um dos expoentes máximos do PSB que já teve em suas fileiras outro “socialista”, no caso, o camarada Paulo Skaf (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0110200914.htm) grande líder do empresariado “socialista” nacional, concentrado na FIESP que até hoje preside!
- Causa espécie que, somente agora, o nobre e ilustre “socialista” se insurja contra as decisões da Suprema Corte do país, a qualidade intelectual e o critério de escolha de seus membros, mas, como diria o nosso velho amigo Jacck, o Estripador, vamos por parte.
- Inicialmente, respondendo as primeiras perguntas do camarada “socialista”, qualquer apedeuta jurídico, como este humilde blogueiro, responderia que os atos judiciais e seus limites estão submetidos ao livre convencimento dos magistrados, as leis e, acima de tudo, à Constituição Federal, pelo menos, é assim que funciona em democracias clássicas sérias, ou será que o nobre
“socialista” pretende que algum outro Poder revise as decisões judiciais?
- Se no Brasil, como em muitos outros países, “o Judiciário é o único dos poderes republicanos que desconhece a única ‘legitimidade’ conhecida pela democracia, aquela derivada pela tal “soberania popular” de que agora tanto se fala e propala-se para amparar a impunidade de políticos corruptos e a escolha de seus membros de instâncias inferiores é apurada, POR MÉRITO, através de concurso público é porque assim o quiseram os constituintes, mandatários da “soberania popular, que elaboraram a Constituição Federal e, felizmente é desta forma, pois, não consigo imaginar magistrados chafurdando na mesma lama do submundo da política brasileira disputando uma vaga na magistratura, já bastam os membros dos tribunais superiores que Deus sabe o que são capazes de ter que fazer para serem idicadoss pelo rei de plantão. Aliás, neste aspecto, o nobre “socialista” se contradiz quando valoriza a tal “soberania popular” e questiona a escolha dos membros de tribunais superiores indicados pelo mandatário-mor da tal da “soberania popular”, diga-se de passagem, segundo se noticia, um até foi indicado por ser filho da amiga da mulher do rei de plantão e outro por ter sido advogado do partido do mesmo rei de plantão.
- O nobre ”socialista” em seu discurso enfadonho afirma que o TSE e o STF vêm sendo açulado pela “direita”, mas eles, atualmente, são compostos, em sua
maioria por membros indicados pelo rei e pela rainha de plantão, tidos e havidos como de “esquerda”, como se justiça e aplicação de leis vigentes dependesse de ideologias!
- E de que julgamento fala o nobre “socialista” quando se refere a “presunção de inocência” e do “direito de defesa”? Com certeza, com seu aguçado espírito de imparcialidade, não seria o do mensalão, já que provas robustas não faltaram para a condenação dos quadrilheiros e, muito menos, direito de defesa (e bota direito de defesa nisto que contou até com o “contraponto” do voto do revisor que não passou de um belo voto de defesa, de certo modo, melhor até de que muita defesa de constituintes de alguns réus), visto que, bastavam os ministros interromperem as Sessões para lancharem e lá vinham calhamaços de Memoriais, até durante a dosimetria das penas, coisa nunca vista no mundo!
- Epa, quanto ao “empobrecimento” do Supremo, conclamo o nobre “socialista” a sairmos Brasil afora numa cruzada colhendo assinaturas para entrarmos com uma medida judicial responsabilizando o rei e a rainha de plantão nos últimos dez anos por tal “empobrecimento”, haja vista que, entre atuais e aposentados, onze deles foram indicados por Suas Majestades, a saber: Eros Grau (aposentado),  Carlos Alberto Direito (falecido), Cesar Peluso (aposentado), Carlos Aires Britto (aposentado),  e na ativa Joaquim Barbosa,  Ricardo Lewandowiski Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zawaski. A propósito, vale outro registro da contradição do nobre e ilustre camarada “socialista”, segundo o qual, até 2003, com a “direita” no poder, inclusive em períodos ditatoriais, o STF era “rico biográfica e intelectualmente”, posteriormente, com a “esquerda” no poder foi “empobrecido”!
- Quem é mesmo que desmoralizada a democracia é o Judiciário ou os sanguessugas, os mensaleiros petistas, demistas e tucanos, o toma lá da cá, a troca de partidos como se bebe água, as candidaturas de bandidos com extensas folhas penais, os Paulos Malufs, os
Valdemares da Costa Neto, os Pedros Correas, os Joaquins Roriz, os Arrudas, os Gim Argellos, os Renans Calheiros, os Jader Barbalhos, as compras de votos, dentro e fora do Parlamento, sejam para votar a reeleição de um presidente da República, sejam para apoiar o governo, a falta de decoro, a violação do Painel Eletrônico do Senado, os Anões do Orçamento da União, a farsa da CPMI do Cachoeira, a farsa da votação de três mil vetos presidenciais em um dia (PARADOS HÁ 20 ANOS “NA CASA DO POVO”), com cartas marcadas, descumprindo o Regimento Interno do Congresso, as nomeações secretas de apadrinhados, a fraude no pagamento de horas extras de funcionários do Parlamento, as notas frias para justificar o gasto das verbas públicas concedidas aos parlamentares. Quem é mesmo que desmoraliza a democracia e a tal “soberania popular”, hein?!
- Faz-me rir quando o ilustre camarada  “socialista” fala em “judicialização” da política, como se algum ministro por iniciativa própria fosse ao respeitabilíssimo Congresso Nacional para bisbilhotar o que os nobres “representantes do povo” estão fazendo e suas tenebrosas transações. Será que o camarada “socialista” ignora que o Judiciário só se manifesta quando PROVOCADO e, quando provocado, não pode se omitir, tem que tomar decisão?
- Por fim, quando a “liminar suprema de um ministro, determina a alteração da pauta de votações, impedindo a apreciação de veto da Presidente da República”, melhor dirão os artigos que se seguem.

TRÊS MIL VETOS E UMA GRANDE OMISSÃO
Por Alberto Dines em 24/12/2012 na edição 726
Quando há duas semanas descobriu-se que havia mais de três mil vetos presidenciais na fila para serem examinados pelo Congresso – alguns datados de 1994! – flagrou-se a natureza e dimensões do leviatã burocrático nacional.
A surpresa foi geral, mas a reação do responsável por este formidável atentado ao Estado de Direito foi kafkiana. Para permitir a urgência na apreciação do veto de Dilma Rousseff à distribuição dos royalties do petróleo, o chefe de Legislativo, o inventivo e sempiterno José Sarney, determinou que os vetos fossem examinados simultaneamente: mandou imprimir um catatau de quase 500 páginas para ser distribuído a cada um dos deputados e senadores onde seriam anotados os respectivos votos, item por item, e depois depositados em “urnas” de madeira, verdadeiras caçambas que os funcionários carregariam nos ombros.
A farsa merecia ser incluída numa novela em quadrinhos sobre a República dos Equívocos. Não deu tempo: os chargistas estão assoberbados, nossos melhores satiristas já se foram, outros estão de licença médica e o recesso natalino não pode ser atrasado. Fica para a próxima.
Escancarou-se simultaneamente a incapacidade da nossa mídia em exercer a sua função fiscalizadora. Aquele que foi chamado de Quarto Poder e hoje se comporta como se fosse o undécimo, não conseguiu enxergar a gigantesca ilegalidade que está sendo praticada consecutivamente há 18 anos. Nem se esforçou.
Ícones da inépcia
Três mil vetos presidenciais pendurados, sem solução, constituem uma aberração institucional que não pode ser varrida para debaixo do tapete. Se nossos repórteres políticos já não cobrem o Congresso, por que continuam ser credenciados para esta missão?
É óbvio que há em Brasília profissionais conscientes, ansiosos para exercer a vigilância sobre um poder que no passado foi o principal aliado da imprensa na denúncia de abusos. Os porteiros das redações é que desistiram do jornalismo de formiguinha, teimoso, tinhoso, anônimo e eficaz.
Os editores querem aparecer, brilhar, produzir manchetes espetaculosas, de preferência sopradas ou vazadas pelas autoridades ou arapongas. Não têm tempo nem ânimo para estimular as novas gerações de repórteres a meter a mão na papelada, devassar os “atos secretos” e driblar os arrogantes assessores de imprensa a serviço do mau jornalismo.
Não se cobrem as sessões, não se cobra assiduidade dos representantes do povo, não se examinam os relatórios produzidos pela descomunal burocracia a serviço das duas casas do Parlamento.
Os três mil vetos em suspenso são os ícones de um Legislativo inepto e viciado. São também um atestado de uma imprensa desnorteada, desfibrada, alheia ao seu compromisso de servir a sociedade e a democracia.
AÇÕES DE MARGINAL
Fraude da apreciação dos 3.059 vetos é o escancaramento, pelo próprio Congresso, de sua marginalidade constitucional
O CONGRESSO está em situação inconstitucional há mais de dez anos e, com isso, fora do Estado de Direito.
O golpe legislativo planejado entre suas lideranças, para votar por meio fraudulento 3.059 vetos presidenciais, não é causa, é apenas efeito e confirmação da proposital marginalidade do Congresso em relação à Constituição.
Foi o Congresso mesmo que, em 2001, desgastado pelas gritantes trapaças com vetos e medidas provisórias, durante o governo Fernando Henrique aprovou a inovação constitucional de 30 dias de prazo para apreciar os vetos presidenciais em parte ou no todo de projetos aprovados pelo Legislativo. O não cumprimento do prazo exige a paralisação automática da pauta de votações.
Desde que se negou a apreciar vetos e ao consequente "trancamento da pauta" -há vetos com 12 anos de espera-, o Congresso optou pela inconstitucionalidade.
Tornada o seu estado permanente, com a continuada deliberação de relegar os vetos até este imoral acúmulo de 3.059. Os vetos sem decisão legislativa incluem inúmeros casos que se traduzem como traições congressistas a ansiedades da população e necessidades da vida nacional.
A fraude da apreciação conjunta dos três milhares de vetos pendentes é o escancaramento, pelo próprio Congresso, de sua marginalidade constitucional. Já à primeira vista, por tratar como normalidade do Poder Legislativo a recusa sistemática e cumulativa de cumprir o preceito constitucional relativo aos vetos.
Também por propor-se a uma represália ao reconhecimento pelo ministro Luiz Fux, do Supremo, de que o artigo 66 da Constituição induz a apreciação de vetos presidenciais em sua ordem cronológica, não permitindo que os vetos de Dilma Rousseff, no caso dos royalties do petróleo, passassem à frente dos milhares estagnados. Por fim, obra ainda da marginalidade, o golpe legislativo como solução.
A fraude da votação conjunta dos 3.059 vetos pendentes mostrou-se já no catálogo que os juntou, a título de cédula, para marcações com "x" por cada congressista em aprovação, recusa ou abstenção. Quem teria tempo de examinar cada uma das 463 páginas impressas desse catálogo de vetos, refletir sobre assuntos muitos deles inertes há anos, e registrar suas 3.059 opções? Tudo em menos de um dia.
Além disso, as normas regimentais do Congresso exigem que a votação dos vetos a cada projeto seja precedida de um parecer próprio, elaborado por comissão específica. Logo, indispensável a votação em separado. Mas, tratando-se esta de mais uma norma a ser descumprida, o deputado Paulo Cesar Lima, piauiense da patota de Gilberto Kassab, recebeu a incumbência de dar a cara para o papel de relator dos 3.059 vetos de uma só vez, considerando todos aprovados com exceção, apenas, do que manteve os royalties do petróleo em conformidade com os contratos vigentes. Mais uma contribuição do PSD de Kassab à degradação política.
Cada catálogo é, inteiro, o voto a ser posto em um dos caixotes feitos para passar por urna. Mas qual era a garantia de não haver trocas por catálogos impressos a mais, para tramoias? Nenhuma. Congressistas informavam que outros estavam recebendo catálogos já marcados, segundo determinados interesses, para trocar pelo seu. Indicação de que havia catálogos em excesso para possíveis trocas entre a votação e o final da apuração.
Apuração? Isso exigiria a verificação de 1.817.040 quadrinhos de "xis", considerando-se as opções (ainda que em branco) dos 594 congressistas multiplicados por 3.059 vetos. Mais uma colaboração da fraude para o golpe legislativo.
Não por acaso, o motivo da combinação de golpe e fraude, no Congresso que renegou sua legitimidade e portanto o Estado de Direito, é dinheiro. (jornalista Jânio de Freitas – Folha – 20.12.2012)
CONGRESSISTAS RECEBERAM CADERNO COM CÉDULAS PREENCHIDAS
O governo comandou ontem a distribuição no Congresso de cédulas de votação já preenchidas para parlamentares com o objetivo de evitar que, em meio aos milhares de medidas analisadas, acabassem sendo derrubados vetos presidenciais que trariam insegurança jurídica ao país.
A Folha teve acesso a uma cópia do material distribuído na base aliada e testemunhou funcionários da Câmara preenchendo os papéis. A assessoria do Ministério de Relações Institucionais negou ter qualquer relação com isso.
...
O CONGRESSO É QUE JUDICIALIZA
À deriva no deserto de ideias e iniciativas que caracterizou a legislatura de 2012, lideranças parlamentares decidiram eleger o Judiciário como causa da incapacidade de fazer política. Decisões do Supremo Tribunal Federal, decorrentes de provocações dos próprios congressistas, passaram a ser traduzidas como interferência na soberania do Poder Legislativo.
Nada mais falso. Os recursos ao STF, por lideranças ou partidos, refletem o fracasso do processo de negociação intrínseco ao sistema político democrático, com origem na supremacia avassaladora de uma base governista absolutamente servil às vontades do Executivo. Este manda, o outro obedece.
Tem sido assim há bastante tempo, o suficiente para que o fenômeno da judicialização da política já tenha produzido literatura específica por estudiosos. Em legítima defesa, minorias recorrem ao STF, fazendo deste seu instrumento de defesa, o que torna artificial o movimento pela reafirmação de independência por setores majoritários.
Nem sempre são as minorias formais, mas também as formadas por dissidências nas bancadas majoritárias, caso mais recente envolvendo a questão dos royalties do petróleo, que levou dois deputados do PT e um do PMDB, sem apoio de seus partidos, a tentar impedir judicialmente a apreciação do veto presidencial ao projeto que contraria os interesses do Estado pelo qual se elegem.
O mérito da consulta parlamentar ao STF escancara o desequilíbrio de forças entre Executivo e Legislativo, com este acumulando mais de 3 mil vetos daquele a propostas aprovadas em plenário. Não conseguiu dizer não sequer a um.
Aprovação em massa
O governo cogita patrocinar uma proposta de emenda constitucional para aprovar de uma só vez os 3.059 vetos que aguardam votação e trancam a pauta do Congresso. O argumento é de que o silêncio das duas Casas sobre os vetos, no prazo legal de 30 dias, significa anuência dos congressistas aos atos presidenciais. Com isso, o Planalto excluiria da lista vetos cruciais, como o do Código Florestal e o do fator previdenciário. Restaria apenas a questão dos royalties. A decisão tem origem numa conta otimista de que a análise dos mais de 3 mil votos poderia levar 160 dias, com o direito a discursos de até 5 minutos para dez parlamentares por cada veto. (João Bosco Rabello – Estadão – 23.12.2012)
- Dito isto, me poupe nobre, ilustre e ínclito companheiro camarada “socialista”!


APÓS DENÚNCIAS, HENRIQUE ALVES RECEBE APOIO DE DEPUTADOS DO RIO
RIO - Em meio a denúncias envolvendo seu nome, o líder do PMDB na Câmara e candidato à presidência da Casa, Henrique Eduardo Alves, esteve no Rio nesta quinta-feira, onde recebeu apoio de deputados da bancada fluminense durante almoço em uma churrascaria na Zona Sul. Ao chegar ao evento, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu o colega de partido e ressaltou seu apoio à candidatura de Alves.
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HENRIQUE ALVES RECEBE EM SP APOIO DE ALCKMIN E MALUF
SÃO PAULO - Em périplo em São Paulo, o deputado federal Henrique Eduardo Alves reuniu-se com lideranças do PSDB da Câmara dos Deputados e recebeu o apoio do governador Geraldo Alckmin e do deputado federal Paulo Maluf (PP), entre outros. Em encontro, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo municipal, os tucanos cobraram do candidato que coloque em pauta, caso assuma a Presidência da Casa, temas como o novo pacto federativo, a reforma política, o fundo de participação dos estados e a redistribuição do ICMS. Ao todo, participaram da reunião dirigentes do PSDB de São Paulo, Pernambuco, Acre e Rio Grande do Norte. Em sua passagem por São Paulo, Henrique Eduardo Alves teve como cicerone o vice-presidente Michel Temer, principal padrinho da sua candidatura.
- Bom, com Maluf não é apoio é solidariedade!


quarta-feira, janeiro 30, 2013



SANTA MARIA, BRASIL: CRÔNICA DE UM CRIME ANUNCIADO



PENSAMENTO DO DIA
"Basta passar a comoção inicial que os erros se repetem. O que mais impressiona é que parece que essas tragédias ocorrem em vão. (...) Naquela ocasião, foram mais de 500 vítimas. As autoridades não aprenderam nada nos últimos 52 anos. Sempre se fala em fatalidade, que é uma palavra muito cômoda para esconder os problemas", disse.
"Conforme o tempo passa, a memória das pessoas vai se apagando, as regras vão se afrouxando e a impunidade continua". (jornalista Mauro Ventura autor do livro “O espetáculo mais triste da Terra: o incêndio do Gran Circo Norte-Americano” – 29.01.2013 - http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/29/basta-passar-a-comocao-inicial-que-os-erros-se-repetem-diz-autor-de-livro-sobre-maior-incendio-do-brasil.htm)


BRASIL NÃO TEM LEI NACIONAL COM REGRAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
No RS, dispositivos de extração e detector de fumaça não são obrigatórios.
Veja quais são os recursos de segurança para combater fumaça e chamas.
“Nossa legislação é uma colcha de retalhos”, afirma o engenheiro e especialista em combate a incêndio Telmo Brentano. Segundo ele, há oito anos uma legislação nacional é elaborada, mas não sai do papel.  A concessão de alvarás de funcionamento para estabelecimentos como casas noturnas  no país hoje é feita pelos bombeiros e autoridades locais, baseados em normas estaduais.
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- Só poderia dar no que deu a tragédia de Santa Maria, né!
CONGRESSO QUER ACELERAR PROJETOS SOBRE BOATES E NORMAS ANTI-INCÊNDIO
Deputada informou que apresentará requerimento de urgência em plenário.
Medidas devem ser tomadas após incêndio que matou ao menos 231 no RS
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- São muito cínicos estes parasitas, passam a legislatura toda preocupados com as maracutaias, seus interesses pessoais e querendo fraudar a votação dos vetos presidenciais para tungar o Rio de Janeiro nos royalties e, agora, estão preocupatíssimos!
- Parece que não aconteceu nada no circo de Niterói, no edifício Joelma, no edifício Andorinhas e tantos outros!
- Agora, para perpetuar o grande latifúndio temos a bancada dos ruralistas; para dar seqüência ao desmatamento desenfreado, temos a bancada do agronegócio; para brecar o avanço da ciência e a manutenção de açougues clandestinos de abortos; temos as bancadas católicas e evangélicas; para legalização da jogatina que ludibria incautos, temos a bancada do jogo; para evitar-se qualquer investigação de dirigentes esportivos corruptos, podemos contar com a bancada da bola; para bloquear investigação de fraudes e superfaturamentos em licitações, temos a bancada dos empreiteiros; para garantir o corporativismo policial e a aprovação da excrescência que é a tal da PEC 37 que tira do MP a competência para investigar, temos a bancada da bala, bancada da cidadania, da segurança e do interesse público que é bom, nem pensar!
- A propósito, antes mesmos da tal “aceleração dos projetos”, já estou até vendo o surgimento da bancada dos mafuás com a intenção de brecar qualquer proposta de lei que venha moralizar, um pouquinho só, claro, o funcionamento das casas de shows!
PRESIDENTE DA CÂMARA QUER LEI FEDERAL COM REGRAS MÍNIMAS DE SEGURANÇA
O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (PT-RS), afirmou, nesta segunda-feira (28/1, que o Brasil pode ter uma legislação federal estabelecendo regras mínimas que deverão ser cumpridas por todos os municípios, embora a questão de segurança nas casas de espetáculos seja uma questão definida por legislações municipais. Maia determinou à assessoria da Câmara um levantamento de toda a legislação existente sobre segurança em casas de shows, boites e casas de espetáculos.
“A minha intenção é olhar toda a legislação existente e propor que exista também uma legislação única em nível de Brasil com as regras mínimas que devem ser seguidas por todos os estados e municípios na área de segurança”.
Maia também anunciou a criação, até esta terça-feira (29/1), de uma comissão externa de deputados para acompanhar de perto as investigações sobre o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS). A comissão será coordenada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que é de Santa Maria.
- Sei, e o que Sua Excelência fez até agora nestes anos todos de mandato, inclusive dois como presidente da respeitabilíssima “Casa do Povo”!
- Me poupem de tanta demagogia, omissão e irresponsabilidade!



'GOLPE DO SEQUESTRO' É ADAPTADO EM TRAGÉDIA DE SANTA MARIA

Na contramão da solidariedade demonstrada com doações e trabalho voluntário, golpistas tentam ganhar R$ 1,5 mil em uma ligação

SÃO PAULO - A comoção provocada pela tragédia de Santa Maria está sendo usada por criminosos em uma adaptação do "golpe do sequestro", no qual a vítima recebe por telefone um pedido de depósito de um resgate em troca da libertação de um parente que, na verdade, não está sequestrado. Na versão aplicada no Rio Grande do Sul, o golpista tenta convencer por telefone a vítima de que é um "sobrinho" a caminho de Santa Maria, para o enterro de um conhecido morto no incêndio da boate Kiss.
...
- Pra variar, os descendentes de Macunaíma não perdem a oportunidade!
 












CENAS DE UMA REPUBLIQUETA “GENOINAMENTE” PARAÍSO DA IMPUNIDADE
- Conta pra um dinamarquês que no seu país a Suprema Corte condenou três parlamentares por formação de quadrilha, peculato e corrupção passiva, determinando a perda de mandato, mas, em vez dos três parlamentares irem pra cadeia, outro contando vai assumir como parlamentar, depois sai correndo pra ele não te pegar e jogá-lo numa daqueles ilhas desabitadas de lá e cercá-la de tubarões pra você nunca mais sair!
- A propósito:
CASA DA MÃE JOANA
O deputado José Genoino (PT-SP), que assumiu ontem, não é o único condenado no exercício do mandato na Câmara. Além dos condenados no processo do mensalão João Paulo (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), há muito tempo Natan Donadon (PMDB-RO) protela, usando recursos e artifícios jurídicos, o cumprimento de sua pena.
Varredura
Por medo de ser surpreendido com um pedido de prisão, o deputado Natan Donadon só aparece na Câmara depois que sua equipe faz uma vistoria pelos corredores e gabinete para checar se não há policiais ou oficial de Justiça à sua espera.   (coluna Panorama Político – O Globo – 04.01.2012)
FAVORITO PARA COMANDAR cÂMARA DIZ QUE DESOBEDECERÁ AO stf
Considerado favorito para chefiar a Câmara dos Deputados a partir do próximo mês, o líder da bancada do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), afirmou na quinta-feira que, se eleito, não pretende cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) pela cassação automática do mandato dos condenados no julgamento do mensalão.
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ACUSADO DE ASSASSINATOS TOMA POSSE NA CÂMARA E NINGUÉM DÁ BOLA
Delegado alagoano Francisco Tenório (PMN) voltou ao Congresso após ter passado um ano na prisão e afirmou ser inocente
BRASÍLIA - Três minutos antes de o ex-presidente do PT José Genoino entrar na sala da Presidência da Câmara para tomar posse, o delegado alagoano Francisco Tenório passou pelo mesmo corredor sem ser notado pelo batalhão de jornalistas e curiosos. Chico Tenório, como é conhecido, voltou nessa quinta-feira, 3, à Casa após ter passado um ano na prisão e outros sete meses com um tornozeleira eletrônica de monitoramento, por causa de dois processos em que é acusado de encomendar assassinatos. No caminho e durante a solenidade de posse, nenhuma pergunta foi lhe dirigida.
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Tenório exerceu mandato de deputado na legislatura passada. Assim que deixou a Câmara, em fevereiro de 2011, teve prisão preventiva decretada pela Justiça estadual. Segundo a acusação do Ministério Público, ele teria, na "posição de líder de uma organização criminosa atuante em Alagoas", ordenado a ação que resultou na execução de duas pessoas em 2005. Ele também é processado como autor intelectual do assassinato de um ex-policial militar nos anos 90.
Tenório passou o Natal de 2011 na cadeia. Dois meses depois, a Justiça alagoana revogou a prisão, substituindo-a pelo monitoramento eletrônico com tornozeleira - ele não poderia deixar Maceió e deveria estar em casa antes das 20 horas. Foi liberado do equipamento em setembro, por ordem do Tribunal de Justiça de Alagoas.
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- Nesse pique, a respeitabilíssima Casa do Povo vai virar um anexo da Papuda!
- Mas, por favor,  não conta nada disto pro dinamarquês, não, que ele pode ter um infarto fulminante e você ser acusado de homicídio doloso!


 A NOBRE EDIL COMEÇOU BEM E JÁ DISSE AO QUE VEIO!
PT PODE EXPULSAR VEREADORA DE PONTA GROSSA SUSPEITA DE FORJAR SEU SEQUESTRO
Justiça do Paraná decretou nesta sexta a prisão preventiva de Ana Maria Branco de Holleben
CURITIBA - A vereadora Ana Maria Branco de Holleben (PT), de Ponta Grossa, interior do Paraná, presa desde o dia 2 sob a suspeita de simular o próprio sequestro, corre o risco de ser expulsa do partido caso não peça seu afastamento.
Em uma reunião do diretório municipal do PT, na noite de quinta-feira, 3, em Ponta Grossa, o partido decidiu que irá ouvir a vereadora no Conselho de Ética e não descarta a expulsão da legenda. Já a Câmara fará uma reunião extraordinária na próxima semana para definir que ação tomará a respeito.
- Partido estranho este, sai em solidariedade de quadrilha de mensaleiros condenados em última instância na Suprema Corte, pugnando aos brados pela presunção de inocência até o trânsito em julgado de decisão definitiva, ataca ministros e já que expulsar a nobre edil cuja investigação policial ainda está em curso!


AMENIDADES
O bêbado chegou na igreja e viu todos chorando, berrando e cantando no maior escândalo. Curioso, ele perguntou a um homem:
- Por que todos estão chorando?
E o homem responde:
- Jesus está operando.
- Mas ele não usa anestesia?


COM MENOS ARMAS, BRASIL TEM 3 VEZES MAIS MORTES A TIRO QUE EUA
Apesar do número bem inferior de armas de fogo em circulação na população do que nos Estados Unidos, o Brasil registrou, em 2010, 36 mil vítimas fatais de tiros. O montante é 3,7 vezes o registrado pelos americanos, que tiveram 9.960 mortes, colocando o país no topo dos que mais registram óbitos por arma de fogo no mundo.
Os números oficiais foram recolhidos por um relatório do Escritório da ONU contra Drogas e Crimes (UNODC, na sigla em inglês). Os dados do Brasil foram fornecidos pelo Ministério da Saúde. Nos Estados Unidos, o debate sobre o porte de armas voltou à tona após o massacre em uma escola no Estado americano de Connecticut que resultou na morte de 20 crianças e 6 adultos.
O acesso a armas de fogo no país é bem mais fácil; é possível comprar armas em vários Estados sem a necessidade de registro ou autorização de autoridades - e o direito à posse é determinado pela própria Constituição. No Brasil, a posse de armas de fogo é permitida, após registro e análise de antecedentes, mas o porte de armas de fogo é proibido, salvo em casos excepcionais.
Baseado em estimativas colhidas em 2007, o relatório do UNODC diz que, nos Estados Unidos, havia 270 milhões de armas em posse da população, contra 15 milhões no Brasil.cNão fica claro, entretanto, se os números são apenas de armamentos registrados, ou também se englobam estimativas de armas ilegais. O que fica claro é que os americanos vivem bem mais "armados" do que os brasileiros.cMas enquanto nos EUA a taxa de óbitos por arma de fogo é de 3,2 por 100 mil habitantes, no mesmo ano, em 2010, os brasileiros contavam 19,3 mortos por 100 mil.
Na América do Sul o Brasil só perde para a Venezuela, com 39 mortes por 100 mil habitantes (2009 - último dado) e para a Colômbia, com 27,1 mortes por 100 mil habitantes (2010). O México, que vive uma epidemia de violência, viu seu índice de mortalidade saltar de 2,9 por 100 mil em 2003 para 10 para 100 mil em 2010.
Impunidade
Especialistas ouvidos pela BBC Brasil veem diferenças nos graus e na forma como a violência é tratada por americanos e brasileiros. Para o sociólogo Guaracy Mingardi, ex-secretário de Segurança de Guarulhos (SP) e atual assessor da Comissão Nacional da Verdade, "Brasil e EUA tem culturas diferentes de violência".
"A principal questão é a Justiça. Nos Estados Unidos a probabilidade de levar um homicida para a prisão é muito maior que no Brasil", afirma. Segundo ele, a impunidade abre caminho para a violência no país. A natureza dos crimes também é diferente. "No Brasil, a violência interpessoal, que engloba briga de bar, de vizinho, marido e mulher, responde por mais da metade das mortes", diz.
Para José dos Reis Santos Filho, sociólogo e professor da Unesp de Araraquara, existe uma cultura de violência no país. "No Brasil ainda há a tendência de se resolver as coisas de maneira imediata, ir rápido às vias de fato", diz. "Nos Estados Unidos, a ofensa à integridade física é um tema sensível", diz, observando que é possível com muito mais facilidade conseguir indenizações na Justiça em casos de agressões.
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- Por quê será? Agora, pergunta qual a pena para homicídio lá e no país com “as leis mais avançadas do mundo”!
- A propósito, um dos policiais bandidos que assassinaram covardemente a juíza Patrícia Accioli, dos 21 tiros que ela levou, a escória deu 15, confessou o crime pegou 21 um aninhos que com a progressão de regime vai acabar cumprindo 6, tendo direito a sair pra ver o Papai Noel e o Coelho da Páscoa. Seu nobre advogado ainda teve a coragem de dizer que “assim não vale a pena confessar”! Pois bem, no dia anterior a noticia desta estatística, estava vendo um programa no Discovery Channel que noticiava a história de um predador sexual que matou e ocultou o cadáver de uma jovem universitária. Preso em outra cidade, por TENTATIVA de estupro pegou 18 ANOS, as investigações sobre o sumiço da universitária o levaram a ele que fez acordo com a Promotoria e pra não pegar pena de morte disse onde havia ocultado o cadáver. Resultado, além dos 18 aninhos pela TENTATIVA vai apodrecer na cadeia, com uma perpeuazinha de leve por ter feito acordo!
- Republiqueta hipócrita esta, vive em guerra em tempo de paz e se choca com o que aconteceu nos EUA!
- A propósito:
TAXA DE ASSASSINATOS SOBE EM QUATRO REGIÕES DO PAÍS EM NOVE ANOS
São Paulo – Das cinco regiões do país, quatro registraram alta na Taxa de Mortalidade por Homicídio (TMH) entre 2000 e 2009. No Norte, a taxa cresceu 82,3%, passando de 18,5 mortes por assassinatos para 33,8 mortes a cada 100 mil habitantes. No Nordeste, a alta foi 72,6% (19,4 para 33,5); no Sul, subiu 57,4% (15,5 para 24,4); e no Centro-Oeste, 10,6% (29,3 para 32,4). Os dados integram o 5º Relatório Nacional sobre Direitos Humanos no Brasil, divulgado hoje (19) pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP).
Apenas o Sudeste apresentou queda de 40,4%. O número de mortes na região recuou 36,6 mortes para 21,8 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, conforme o levantamento do núcleo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera zonas epidêmicas aquelas com mais de dez assassinatos por 100 mil habitantes. Em todo o Brasil, a taxa subiu 1,6% no período pesquisado, de 26,7 mortes para 27,2 mortes por 100 mil habitantes.
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- Me poupe!

JORNAL: JUVENAL ACIONA GOVERNO FEDERAL PARA LIBERTAR BRENO DE PRISÃO
Com contrato registrado com Breno até outubro de 2015, o São Paulo agora corre atrás da libertação do zagueiro, que está preso na Alemanha. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do clube tricolor, Juvenal Juvêncio, chegou até a pedir para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, envolver o governo federal no caso e agilizar a soltura do jogador, que está na cadeia desde julho do ano passado. Breno foi preso por provocar um incêndio na própria casa em setembro de 2011, quando defendia o Bayern de Munique e passava por uma série de problemas pessoais e profissionais.
Além do contato com Rebelo, Juvenal mantém conversas constantes com a embaixada brasileira na Alemanha para tentar na Justiça local a libertação do zagueiro. A intenção do dirigente é ter Breno à disposição para jogar ainda no primeiro semestre, formando a defesa ao lado do experiente e recém-contratado Lúcio. Atualmente, o contrato do atleta com o São Paulo tem um "salário módico, a título de ajuda e reconhecimento", nas palavras do vice-presidente administrativo Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Com a camisa tricolor, o zagueiro, hoje com 23 anos, foi campeão brasileiro em 2007.
- Veja a que ponto chega uma republiqueta amoral e aética que despreza as instituições republicanas, um presidentezinho de clube de futebol recorre ao Poder Executivo para interceder em decisões do Poder Judiciário!
- Um sem noção destes nem sabe porque nasceu e, muito menos, porque  está vivo!

PREFEITO ELEITO DE CURITIBA COLOCA MULHER E IRMÃ EM SECRETARIAS
Eleito numa chapa de oposição e com um discurso que pregava a mudança no comando da capital paranaense, que estava há mais de 20 anos nas mãos do mesmo grupo político, o futuro prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), começará sua administração com uma velha prática, comum de seus antecessores. Ele anunciou nesta segunda-feira 20 nomes para seu secretariado e nomeou a mulher, Márcia Fruet, para a Fundação Social de Curitiba, a FAS, entidade remunerada que tem status de secretaria e que hoje é comandada por Marry Ducci, mulher do prefeito Luciano Ducci (PSB), e também já teve à frente Fernanda Richa e Fanny Lerner, entre outras primeiras-damas.
Fruet também nomeou sua irmã, Leonora Fruet, para o primeiro escalão do governo. Ela, que foi secretária de Educação em boa parte dos governos Beto Richa (PSDB) e Luciano Ducci (PSB), será, a partir de janeiro de 2013, secretária municipal de Finanças. "São posições estratégicas na nossa administração e preciso de pessoas de extrema confiança. Elas têm formação para o cargo que vão ocupar e serão cobradas como todos os outros secretários", disse o prefeito eleito.
"Quanto a nepotismo, a súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal já deixou bastante clara essa possibilidade. Secretarias municipais são cargos políticos, mesmo que, no nosso governo, sejam ocupados por técnicos", ressaltou Fruet, que nomeou vários professores universitários e técnicos da própria prefeitura para o seu primeiro escalão.
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- Ah bom!
- Este aí, pouco antes de virar “companheiro”, era um tucano contestador do aparelhamento petista do Estado brasileiro, com discursos cívico-patrióticos em defesa da moralidade pública e da probidade administrativa!
- Aliás, se até hoje, na secretaria de Finanças municipal não tem ninguém de carreira competente o suficiente para assumir a chefia, seria o caso de se promover uma exoneração em massa e abrir-se um concurso público!

NOVO PRESIDENTE DA OAB-SP QUER 'CNJ ESTADUAL'
Marcos da Costa assumiu a presidência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo defendendo a criação de um órgão estadual para realizar um controle externo sobre o Judiciário paulista, nos moldes do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
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- Bobagem pura, será mais uma conta nas costas do contribuinte, quando na verdade o que deve acabar é o corporativismo negativo nas Corregedorias e o resto fica por conta do CNJ que já vem dando conta do recado!

QUASE 3 ANOS APÓS TRAGÉDIA NO RIO, FAMÍLIAS USAM ALUGUEL SOCIAL PARA VIVER EM CASAS INTERDITADAS
RIO - Faltava só um dia para Eldicleudes dos Santos Oliveira, hoje com 29 anos, se mudar para a casa nova, no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Mas um deslizamento de terra durante um temporal, no dia 6 de março de 2010, acabou com o sonho dela. O imóvel foi condenado e teve de ser derrubado. Restou a ela, então, receber R$ 400 de aluguel social mensalmente da prefeitura. Mas o dinheiro, diz Eldicleudes, só deu para pagar por outra casa condenada pelo município (na própria comunidade), alugada pelos donos após terem sido indenizados para desocupá-la. Desde então, a dona de casa se angustia cada vez que cai uma chuva forte, pois nos fundos há uma ribanceira e escombros de casas vizinhas demolidas.
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- Liga não, coisas da Terra de Macunaíma, onde a única lei que pegou foi a Lei de Gerson e a cretinice e o cinismo do povo e dos governantes se misturam!
- Novas enxurradas virão, junto com promessas de governantes, pagamentos de “aluguéis sociais” e casas interditadas serão alugadas!

NO MAIS
Pergunta que não quer calar: o secretário José Mariano Beltrame vai resistir à tentação de entrar na política na eleição de 2014? (coluna Ancelmo Góis – O Globo – 03.01.2013)
- Esta gente tem mania de ficar instigando gente séria para se imiscuir na lama da política brasileira. Fala sério, política no Brasil é coisa pra delinqüente e os raríssimos que ousam se aventurar ficam acuados e, diria até, envergonhados!

AJUDA, SÃO PEDRO!
Nosso Dom Orani João Tempesta tem feito algumas orações a São Pedro. Pede que não chova em julho, durante a Jornada Mundial da Juventude, que vai atrair milhões de pessoas ao Rio.
Tempesta reparou que em julho de 2012 choveu, contrariando as previsões iniciais. (coluna Ancelmo Góis – O Globo – 01.01.2013)
- Não sei não, mas acho que neste assunto Sua Eminência não está com esta bola toda, não, quem dá as cartas por aqui é o Cacique Cobra Coral prefeito de nove entre dez prefeitos do Rio!



SEGURANÇAS À PAISANA ESCOLTAM TURISTAS NO GUARUJÁ (SP)
Assim que se aproxima do final da rodovia Cônego Domênico Rangoni (Piaçaguera-Guarujá) em direção ao litoral, o turista aciona um número ao telefone.
Minutos depois, seguranças à paisana começam a segui-lo, de carro, por cerca de 3 km, até uma das avenidas próximas à praia.
Condomínios de luxo no Guarujá estão criando sistemas de informações de trânsito e de escolta a veranistas que querem aproveitar a temporada perto do mar.
No Jardim Acapulco, na praia de Pernambuco, que tem 1.500 casas, o esquema começou após o Natal e continua nesta semana. A ideia é prevenir roubos nas principais vias de acesso à cidade.
"As pessoas estavam deixando de vir por medo de assalto", conta a publicitária Gisele Nascimento, 28, uma das moradoras do conjunto.
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- Enquanto a bandidagem vai recebendo indultos e benesses, não está longe o dia em que nós, do regime fechado, teremos que sair de casa no caveirão!

terça-feira, janeiro 29, 2013






AS ACUSAÇÕES DE PAGAMENTO DE PROPINA CONTRA RENAN CALHEIROS E HENRIQUE EDUARDO ALVES
Distinto público: abrem-se nesta semana as cortinas para o mais bufo dos espetáculos políticos deste ano. A partir da sexta-feira, os parlamentares escolherão os presidentes do Legislativo. O voto deles é livre e secreto. Ao que tudo indica, duas estrelas da política subirão ao palco sob unânime aplauso. Na Câmara, será eleito presidente o deputado Henrique Eduardo Alves, do PMDB do Rio Grande do Norte, que há 42 anos engrandece o Parlamento brasileiro. No Senado, após cinco anos de ensaios forçados na coxia, voltará à presidência da Casa Renan Calheiros, também do PMDB, este por Alagoas. Henrique e Renan – ou Renan e Henrique, conforme pareça melhor à plateia – têm o mesmo estilo de atuação: gestos contidos, expressão ladina e repertório riquíssimo. Nos cofres da Polícia Federal, onde se encontram vários registros do trabalho dos dois, ÉPOCA descobriu uma pequena e inédita obra-prima, estrelada por ambos, mas que ficara esquecida por não tão misteriosas razões. Trechos dela também podem ser encontrados no Superior Tribunal de Justiça. Trata-se da íntegra da Operação Navalha, que, em 2007, revelou ao país a existência de um esquema comandado pelo empreiteiro Zuleido Veras, da construtora Gautama, que pagava propina a políticos e burocratas em troca de contratos com ministérios de Brasília e governos estaduais. Apenas uma minúscula fração da enorme quantidade de provas produzidas pela PF veio a público naquele momento. Na papelada, há evidências fortes de pagamentos de propina para Renan e Henrique. Ou Henrique e Renan.
As provas constituem-se de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, relatórios de vigilância dos assessores de Renan e Henrique Alves, recibos bancários, anotações em agenda – e até uma contabilidade de caixa dois, preparada pelo tesoureiro de Zuleido. Entre a miríade de episódios de corrupção, conta-se aqui o que envolveu a construção da barragem Duas Bocas/Santa Luzia, no Rio Pratagy, em Alagoas, para ampliar o abastecimento da região metropolitana de Maceió. A busca de Zuleido para liberar dinheiro para a obra mobilizou tanto Renan quanto assessores de Henrique Alves. Era uma obra de R$ 77 milhões que, depois de receber R$ 30 milhões, está parada. Nada mudou. Assim como nada mudou em Brasília, onde os personagens envolvidos nesse desvio continuam em seus cargos. E, agora, subirão a seu derradeiro e consagrador ato final. Ao espetáculo:
I – O homem está cobrando
Para levar a cabo a obra do Pratagy, Zuleido precisava da influência, entre outros, de Renan. Segundo a PF, Zuleido comprara essa influência por meio de Everaldo Ferro, assessor de estrita confiança do senador. Os contatos eram invariavelmente discretos, como manda a boa etiqueta nesse tipo de negócio. Numa das conversas captadas pela PF, ainda em junho de 2006, a secretária de Zuleido lhe informa que é aniversário de Renan. “Mande um telegrama”, diz o empreiteiro. A secretária se mostra cautelosa: “Ah, mas ele não gosta muito, né? De notícia... Eu ia sugerir que o senhor ligasse para o Everaldo e transmitisse e tal”. Zuleido acata a sugestão da secretária e, minutos depois, liga para o assessor de Renan. O que segue é uma conversa de dois amigos. Diz Zuleido: “Disseram que vão resolver neste final de semana, até segunda, aquele negócio, tá?”. “Negócio” seria propina, segundo a PF. Everaldo não se contém: “Você é um irmão, rapaz!”. O empreiteiro encerra o telefonema amistosamente, sem se esquecer de Renan: “Tem de ter calma... Transmita os parabéns ao nosso amigo!”. Nas provas obtidas pela PF, constam registros de pagamentos a Everaldo, que continua despachando em Brasília, no gabinete de Renan.
Zuleido precisava também de Henrique Alves. Nesse caso, aproximou-se de Francisco Bruzzi, assessor e braço direito do deputado, que era líder do PMDB na Câmara. Bruzzi é o maior especialista do Congresso em emendas parlamentares. Em março de 2007, intensificam-se as cobranças de propina. Zuleido precisava obter a liberação do dinheiro para a obra que tocava em Alagoas. Recebe pedidos de todos os lados: de gente ligada a Renan, de gente ligada a Henrique Alves. Às 8h43 do dia 9 de março, Zuleido liga para o celular de Bruzzi. Tenta tranquilizá-los. “O material está chegando hoje à tarde.” Bruzzi fica aliviado: “Ainda bem, porque o homem está me cobrando”. Quem seria esse “homem”? Não fica claro no diálogo. Mas o único chefe de Bruzzi era o deputado Henrique Alves. Horas depois, às 13h29, Zuleido telefona a Tereza, uma de suas assessoras, e explica que o dinheiro da propina estava a caminho de Brasília. Segundo a PF, parte (R$ 100 mil) do butim foi entregue a Ivo Costa, assessor do então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau – quando se descobriu esse pagamento, ainda em 2007, Rondeau foi demitido. Mas o restante do pagamento (R$ 20 mil) ficou em segredo. Esses R$ 20 mil, diz Zuleido nas gravações, cabiam a Bruzzi: “Tá indo aí (o dinheiro)… Você vai passar pra Bruzzi, tá?”. Tereza confirma: “Ok… Esse outro (Bruzzi) é só ligar para ele e ele passa aqui, né?”. “É”, diz Zuleido. Às 16h56, Zuleido, temendo possível confusão na entrega do dinheiro, pede a um funcionário que reforce com Tereza qual é a correta distribuição da propina: “100 para Ivo e 20 para Bruzzi”. Dois minutos depois, Florêncio Vieira, o tesoureiro da empreiteira, liga para Zuleido. O chefe o orienta a entregar o dinheiro: “Leva 120 para lá (para Brasília). É 20 de Bruzzi e 100 de Ivo. Entendeu?”. Florêncio confirma – e embarca com o dinheiro para Brasília. Estava sendo seguido pela PF.
Florêncio chega à capital às 21h30. Bruzzi e Tereza, a assessora de Zuleido, o aguardam no salão. Eram observados por agentes da PF. Bruzzi está de calça jeans azul e camisa branca social, com as mãos cruzadas para trás. As imagens produzidas pela PF mostram o desembarque de Florêncio, carregando uma mala marrom. Ele entrega um envelope pardo para Tereza, que, momentos depois, ainda no saguão do aeroporto, vai ao encontro de Bruzzi – e joga o envelope numa sacola de plástico que ele segurava.
II – O Pacotão do Rei Leão
Ainda no dia 9, a PF seguiu Zuleido do aeroporto de Salvador, onde um tesoureiro da Gautama lhe entregara R$ 145 mil, até Maceió. Segundo a polícia, Zuleido entregou o dinheiro a Adeílson Bezerra – secretário de Infraestrutura de Alagoas e presidente do diretório municipal do PMDB em Maceió, indicado para ambos os cargos por Renan – no escritório particular deste.
Levava o pacote de dinheiro dentro de uma bolsa preta. Zuleido ficou cerca de 40 minutos no escritório. Voltou a Salvador na mesma noite. No dia seguinte, às 10h45, Adeílson diz a um amigo: “Nós tamos descendo lá para a casa do Renan para conversar com ele rápido, porque ele vai viajar, vai para a fazenda. Aí eu vou conversar com ele, dar um pacotão do Rei Leão”. Os delegados da PF suspeitam que o tal pacotão contivesse os R$ 145 mil entregues por Zuleido a Adeílson, descontada a comissão retida pelo secretário. Dias depois, Adeílson, também preso na operação, foi a Brasília se encontrar com Renan. Enquanto isso, no dia 14, dois integrantes do esquema mostram-se preocupados com a liberação do dinheiro do governo. Nas gravações, eles confirmam que Adeílson virou secretário do governo de Alagoas “porque Renan o colocou lá”. E, para garantir a liberação do dinheiro de emendas, combinam falar com Everaldo Ferro.
As propinas de Zuleido surtiram efeito. No dia 23 de março, conforme já veio a público, a PF captou uma conversa de Renan com Flávio Pin, diretor da Caixa que acabara sendo preso na operação. Na conversa, Renan diz a Pin, cuja função no esquema era facilitar o repasse de recursos públicos à Gautama, que pedira à então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que o governo liberasse dinheiro para as obras da barragem do Rio Pratagy – justamente as que eram tocadas pela Gautama de Zuleido. “Liguei para a ministra Dilma e vou também falar com o presidente, para ver qual é a solução”, diz Renan. Pin conta estar se esforçando. Diz Renan: “Ótimo. Muito obrigado mesmo e vamos trabalhar nessa construção aí”.
No dia 10 de abril, um dos operadores do esquema, que não é identificado pela PF, diz a Deníson Tenório, que trabalhava com o secretário Adeílson, que conversara com Renan – e que os recursos para as obras saíram “por interferência” do senador. “Obra para sair no retrato, né?”, diz Deníson. No dia 11 de abril, Zuleido teve uma reunião com Bruzzi. Dois dias depois, Bruzzi mostra seu empenho: diz a Zuleido que foi ao Ministério da Integração tentar liberar o dinheiro da obra – mas o governo de Alagoas estava com uma pendência junto à Pasta. Semanas depois, no dia 25 de abril, Zuleido encontra-se com Bruzzi, que lhe dá as boas-novas: conseguiu liberar a restrição que constava no Ministério da Integração. O dinheiro do governo federal, oxigênio financeiro da turma, poderia voltar a cair nas contas da empreiteira de Zuleido.
Em Brasília, é difícil saber quais políticos têm poder real sobre a liberação de dinheiro
Entre os dias 13 e 16 de abril, Adeílson esteve hospedado num hotel em Brasília, a negócios. Numa batida na casa de Adeílson, a PF encontrou o extrato da conta dessa estadia. Quem pagara a conta? Cláudio Gontijo, amigo de Renan e lobista da construtora Mendes Júnior – que também tinha contrato com o governo de Alagoas, firmado com burocratas apadrinhados por Renan, e pagava contas pessoais do senador. No dia 1o de maio, Adeílson, segundo este confidenciou a Zuleido num telefonema, estava embarcando de Maceió rumo a Brasília, num avião particular, ao lado de Renan. Horas antes, Adeílson avisara ao governador de Alagoas, Teotônio Vilela, que iria conversar com o senador: “Tô lhe ligando porque eu quero a sua permissão para (ir) a Brasília hoje com Renan”. “Tudo bem”, diz o governador.
Em 16 de maio, um dia antes de a PF pôr na rua a Operação Navalha, os diálogos revelam que havia uma disputa no governo e no Congresso pelas propinas do esquema – algo comum em Brasília, em razão da quantidade de burocratas e lobistas que concentram o poder de liberar ou travar recursos. Para empreiteiros como Zuleido, que vivem de obras públicas, é díficil saber com exatidão quais políticos e burocratas controlam, e em qual proporção, o poder de liberar os recursos públicos. Naquele dia, Zuleido recebe uma ligação de Ernani Soares, um dos operadores do empreiteiro em Brasília. Ernani diz ter recebido uma reclamação do ministro Silas Rondeau – e culpa Bruzzi, que, para faturar mais, estaria tentando resolver a vida de Zuleido nas camadas intermediárias do Ministério de Minas e Energia, sem que o chefe tivesse de depender de Rondeau. Ernani transmite a Zuleido o “recado” de Rondeau: “Diga a Zuleido que agora tem dono essa p... Se ele (Zuleido) acertou comigo, está acertado. Não mexa embaixo (no ministério). Quem foi que mexeu?’”. Ernani põe a responsabilidade em Bruzzi. “Não, não, de jeito nenhum. Bruzzi está fora, totalmente fora”, diz Zuleido, e acrescenta que não autorizou Bruzzi a negociar por ele no ministério.
III – O jardim de inverno do PMDB
Bruzzi não estava tão por fora. No dia seguinte, a PF apreendeu, na sede da Gautama em Brasília, cópias de recibos de depósito em nome de Bruzzi. Ele aparece como beneficiário de dois depósitos que somam R$ 16 mil, realizados em agências de dois bancos diferentes. Existe ainda um terceiro depósito no valor de R$ 34 mil, em que a titular da conta é a mulher de Bruzzi, Maria Lúcia. As operações bancárias são de outubro de 2003. Bruzzi era um operador fundamental no esquema de Zuleido – e de quem quer que se disponha a obter recursos de emendas parlamentares por meio do PMDB. Ele trabalha numa sala minúscula, dentro do conjunto ocupado pela liderança do PMDB na Câmara dos Deputados. Fica atrás do jardim de inverno que orna o Salão Verde, a poucos passos do plenário. Economista de 64 anos, Bruzzi tem um espaço físico muito menor que seu poder. Pelas mãos de Bruzzi passam sugestões de gastos do PMDB que ultrapassam R$ 1 bilhão por ano. Ele é paparicado pelos deputados porque ajuda a emplacar emendas para dirigir parte desses recursos públicos a suas regiões. Mas Bruzzi não cuida apenas disso. Um deputado quer ser membro de determinada comissão? Chame o Bruzzi. Notícias sobre vagas em cargos comissionados na Esplanada? Bruzzi terá a resposta. Empresários ou lobistas querem conversar? É com Bruzzi. Junto com a confiança dos chefes, Bruzzi conquistou o poder de indicar a eles os apaniguados políticos adequados para ocupar determinados cargos.
Cópias de recibos de pagamentos da Gautama para Francisco Bruzzi, assessor do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB). Bruzzi recebeu R$ 50.000 em três depósitos feitos pela Gautama.
Há dois anos, os contatos de Bruzzi e suas sugestões para o Orçamento fizeram parte de outro escândalo. A Operação Voucher, da Polícia Federal, prendeu 35 pessoas suspeitas de participar de um esquema de desvio de R$ 4 milhões em recursos públicos. Parlamentares dirigiam emendas para o Ministério do Turismo, mas parte do dinheiro era encaminhada para empresas e entidades ligadas aos políticos e a funcionários do ministério. O principal algemado na ocasião foi o secretário executivo Frederico Silva Costa, o número dois na hierarquia da Pasta na ocasião. E quem colocara Fred, como era conhecido, num cargo tão bom? O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Por sugestão de quem? De seu assessor Francisco Bruzzi. E de onde Fred e Bruzzi se conheciam? De tanto tratar de emendas com Fred, quando este ocupava outro cargo no Turismo durante o governo Lula, Bruzzi achou que promovê-lo a secretário executivo no governo Dilma seria uma mão na roda para anteder aos anseios político-financeiros do PMDB. “Ele (Frederico) sempre atendeu com eficiência às demandas do PMDB e às solicitações da liderança”, afirma Bruzzi. Bruzzi convenceu o deputado Henrique Eduardo Alves a bancar Fred. Em troca, Fred prestava contas a Bruzzi do que se passava no ministério. Apesar de ser o número dois da Pasta e ostentar uma sala grandiosa, quando Bruzzi o chamava, Fred ia até a apertada sala de Bruzzi. A confiança de Henrique Eduardo Alves em Bruzzi é absoluta. É certo que, com a ascensão de Henrique à presidência da Câmara, o poder de Bruzzi crescerá junto. As filas vão aumentar, a agenda vai ficar lotada e a salinha será insuficiente. Ah, quantos Freds eles não poderão fazer?
Procurado por ÉPOCA, Bruzzi disse não se lembrar a que se referem os depósitos. “Não sei do que se trata.” Bruzzi afirmou que era amigo de Zuleido Veras, o empreiteiro dono da construtora Gautama, pivô do escândalo. Mas relutou em contar detalhes sobre a amizade. Bruzzi disse que ajudou o empresário. “Naquela época, eu sugeri algumas ideias. Posso ter ajudado em orientações técnicas do que fazer aqui e ali. Eu posso ter feito alguma coisa em termos de captação de recursos externos, mas não me recordo exatamente o quê. É muito tempo atrás. Mas foi só isso. Foi um determinado serviço, em determinada época. Acabou. Nunca mais.” Procurado por ÉPOCA, Renan Calheiros não quis conversa: “Obrigado pela cobertura. Obrigado por tudo. Obrigado”. O deputado Henrique Eduardo Alves também não quis se pronunciar.
Por que, diante de provas tão contundentes, a PF não pediu investigação específica à Justiça em relação aos próceres do PMDB? Em Brasília, a resposta apenas se sussurra. Mas o diretor de Inteligência da PF no momento das investigações, delegado Renato Porciúncula, a quem os delegados do caso remetiam as provas, tinha parentes próximos com cargos de confiança no Senado. A mulher e o enteado de Renato Porciúncula eram funcionários comissionados do Senado. A mulher estava na presidência da Casa desde 2004, quando José Sarney era o presidente, e o enteado fora nomeado para um setor administrativo em agosto de 2006, já com Renan na presidência. Procurado por ÉPOCA, o delegado Renato Porciúncula afirmou desconhecer qualquer interferência de políticos no andamento das investigações da Operação Navalha. Ele afirmou ainda não se recordar das pessoas mencionadas pelo repórter. “Só os delegados da investigação tinham o domínio dos detalhes da apuração”, afirmou. Aplausos, por favor. 
- Palmas para eles e para a republiqueta amoral, aética e desavergonhada!
CORDAR É VIVER
Operação Navalha

- Haja bocas!
- E o que aconteceu?
- SOLUTAMENTE NADA, A ROUBALHEIRA CONTINUA E OS HOMENS DE HONRA CADA VEZ MAIS FORTES E PODEROSOS!