quarta-feira, fevereiro 25, 2015


DA SÉRIE: HAPPYBIRTHDAY TO YOU



Lava-Jato: Youssef responsabiliza Dirceu e Vaccari Neto por receber propina
Diga lá Boechat


- Aliás, a cantilena enfadonha é a mesma do Mensalão!
PARA DIRCEU, CRISE PODE SER 'PÁ DE CAL' NA IMAGEM DA SIGLA
José Dirceu considera que a Operação Lava Jato, que apura a corrupção na Petrobras e seus braços no mundo político, poderá ser a "pá de cal" na imagem do PT se a sigla que ajudou a fundar em 1980 e que liderou no processo de chegada ao Palácio do Planalto em 2003 não reagir.
Condenado no processo do mensalão, o ex-ministro tem dito a interlocutores que o partido precisa se defender melhor e reorganizar sua Executiva. Ele defende, contudo, que o presidente Rui Falcão continue à frente do partido.
A Folha ouviu amigos de Dirceu que o visitaram recentemente na casa que alugou e onde mora, cumprindo pena de prisão domiciliar, com a mulher Simone e a filha de 4 anos do casal.
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- Imagem, fala sério o PT agora tem é retrato falado com uma capivara carregada de tintas fortes com a inestimável colaboração do companheiro!
AMENIDADES
O paraquedista pula do avião, puxa a primeira cordinha, mas o pára-quedas não abre. Então, puxa a cordinha de reserva, mas o pára-quedas continua sem abrir. Em plena queda livre, ele vê um homem que está subindo pelo ar. O paraquedista grita, desesperado: – Ei! Você conserta pára-quedas? E o outro: – Nãaaaaaaoooo! Eu só conserto bujão de gááááááááás!
TJ-RJ ARQUIVA AÇÃO CONTRA ACUSADO DE INTEGRAR MÁFIA DOS INGRESSOS
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro arquivou  as acusações contra o inglês Raymond Whelan, executivo da Match Services,  em decisão da 6ª Câmara Criminal, que seguiu voto do desembargador Luiz Noronha Dantas. O processo continuará contra os demais acusados, informou nesta terça-feira (10) o advogado de Whelan, Fernando Fernandes. A informação foi confirmada pelo TJ-RJ. O Ministério Público informou que ainda não foi notificado da decisão e não pode adiantar se recorrerá ou não.
“Decreto a inépcia material da denúncia, trancando-se a ação penal apenas quanto a este paciente, sem extensão a qualquer dos demais corréus”, afirmou o desembargador Luiz Noronha Dantas.
O arquivamento, segundo o advogado, confirma que não há indícios para sustentar as denúncias do Ministério Público contra o executivo. Fernandes explicou que tanto o MP quanto os policiais da 18ª DP (Praça da Bandeira) sustentaram à época da prisão do executivo que a prova contra ele seria a troca de 900 ligações telefônicas entre o inglês e o argelino Mohamadou Lamine Fofana.
“Foram, na verdade, 28 ligações, totalizando 17 minutos e 24 segundos”, afirma Fernando Fernandes. Raymond Whelan foi retirado do processo que prossegue em relação aos outros acusados.
"O Tribunal de Justiça somente reconheceu o que estava evidente: houve um erro em relação ao executivo, decorrente de açodamento da polícia", disse o advogado.
Em agosto de 2014, Raymond Whelan deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, onde estava preso desde 14 de julho. Ele foi beneficiado por uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). O executivo da Match Services, empresa licenciada pela Fifa para a venda de ingressos, foi citado pela Polícia Civil como integrante de uma máfia de cambistas. O argelino Mohamed Lamine Fofana e outros 10 integrantes também são réus no processo. 
Whelan teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio no dia 10 de julho de 2014, e passou a ser considerado foragido ao deixar o Hotel Copacabana Palace, onde estava hospedado. O executivo saiu por uma portaria destinada a funcionários, acompanhado do advogado Fernando Fernandes. No dia 14 de julho, ele se apresentou ao Tribunal de Justiça do Rio e foi levado para Bangu.
O esquema No dia 1º de julho, policiais da 18ª DP prenderam 11 pessoas na Operação Jules Rimet.  Segundo as investigações, três empresas de turismo localizadas em Copacabana, interditadas pela polícia, faziam contato com agências de turismo que traziam turistas ao país e vendiam ingressos para jogos da Copa do Mundo acima do preço. Eram ingressos VIPs, fornecidos como cortesia a patrocinadores, a Organizações Não Governamentais (ONGs) e também destinados à comissão técnica da Seleção Brasileira – desde bilhetes de camarotes até entradas de assentos superiores. Uma entrada para a final da Copa no Maracanã chegava a custar R$ 35 mil e a quadrilha faturava mais de R$ 1 milhão por jogo. Segundo a polícia, Fofana também conseguia entradas vendidas pelos agentes oficiais da categoria "hospitalidade", pacotes de luxo, controlados pela Match Hospitality. Até carro forte foi usado para abastecer a quadrilha que vendia entradas para todos os jogos da abertura à final do torneio. Segundo o delegado Fábio Barucke, responsável pelo caso, os presos já atuaram em pelo menos quatro mundiais e estimativas apontam que a quadrilha poderia movimentar cerca de R$ 200 milhões por Copa do Mundo.
- E viva o inacreditável Poder Judiciário da republiqueta onde a bandidagem nada de braçada!
PIZZOLATO TERÁ TRATAMENTO 'MELHOR' QUE DEMAIS PRISIONEIROS, PROMETE BRASIL
Para tentar convencer corte da Itália a extraditar ex-diretor do Banco do Brasil, condenado por envolvimento no mensalão, advogados falam em isolá-lo em ala destinada a estrangeiros na Papuda
ROMA - O Brasil garante à Itália que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, terá um tratamento "melhor" que os demais presos no País, assim como teria ocorrido com o restante dos condenados no julgamento do mensalão. O argumento será usado nesta quarta-feira, 11, quando a Corte de Cassação da Itália julgará o pedido de extradição do petista feito pelas autoridades brasileiras.
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- Será que a republiqueta vai alugar uma suíte presidencial em hotel cinco estrelas para custodiar Sua Excelência?!
- Esta republiqueta passa por cada vexame internacional que deixa qualquer brazuca envergonhado!
PEDIDA CPI PARA INVESTIGAR LIGAÇÃO DE COORDENADOR DO AFROREGGAE COM 'PLAYBOY'
'Me leva à certeza de tratar-se de desvio de recursos públicos e, no mínimo asssociação confessa ao tráfico do senhor José Júnior', acusou o psolista Paulo Ramos
Felipe Martins
Rio - O deputado estadual Paulo Ramos (Psol) protocolou, nesta terça-feira, um pedido de CPI, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para investigar o papel do coordenador do Afroreggae, José Júnior, nas negociações para a rendição do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, traficante mais procurado do Rio. O deputado quer, através da Comissão, apurar qual a real função de Júnior na política de Segurança Pública do Estado.
O coordenador do AfroReggae, José Júnior, confirmou no domingo a participação nas negociações para uma possível rendição do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o 'Playboy', no Morro da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte carioca. Em sua página no Facebook, o ativista postou uma foto com 'Playboy' e admitiu que intermediou a entrevista que o bandido mais procurado do país concedeu ao jornalista Leslie Leitão, da revista ‘Veja’.
"Temos que verificar a cumplicidade, a conivência, o trânsito que tem o senhor  José Júnior em várias esferas administrativas e investigar a ONG Afroreggae, pelos contatos sem licitação, que me leva à certeza de tratar-se de desvio de recursos públicos e, no mínimo associação confessa ao tráfico do  senhor José Júnior", disse Ramos. 
"Por que ele (José Júnior) só publicou a foto  (com Playboy) no domingo, depois de toda a repercussão? Por que não disse antes que foi ele o intermediador da entrevista? O que ele tem a esconder? Ele está autorizado pelas autoridades a negociar rendição de traficante ?", indagou o psolista. 
O deputado também quer saber sobre o que o coordenador do Afroreggae se referia quando citou no Facebook que havia feito contato com o Ministério Público e um delegado de polícia para  tratar do caso 'Playboy'. "Eu vou pedir uma audiência com o Marfan Vieira (procurador-geral do MP) e com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. É grave essa informação passada por ele e precisa ser investigada". 
O coordenador do Afroreggae foi procurado pela reportagem do DIA Online,  mas não foi encontrado para responder as acusações do deputado.
No domingo, José Júnior postou na rede social como foi seu encontro com 'Playboy, fato que gerou polêmica até mesmo entre seus seguidores. “Ele fez questão de focar nos erros que ele cometeu e nos seus problemas. Não sei o q vai acontecer com ele ou o q ele decidirá pra sua vida mas percebi que esse ‘veterano’ de 32 anos ta refletindo o que é melhor pro seu futuro. Eu dei a minha opinião só q a decisão é exclusivamente dele. Que venham os tempos de paz”, escreveu José Júnior.
Segundo o ativista, Playboy teria negado todas as histórias sobre corrupção policial, levantadas na entrevista. “Duas situações me impressionaram bastante, a história de um garoto da Zona Sul trabalhador, que virou o bandido mais procurado do Brasil e a sua lealdade nas relações estabelecidas não fazendo nenhum comentário que comprometa qualquer pessoa seja criminoso, policial ou morador da favela”, escreveu.
Parte da conversa, informou, foi registrada num vídeo, ainda não divulgado. Ao comentar o post, disse ter sido convocado para prestar depoimento na Polícia Civil.
Coordenador cita negociação envolvendo delegado e Ministério Público
Ao responder as críticas de uma usuária do Facebook, o líder do Afroreggae citou o envolvimento do Ministério Público e de um delegado em uma negociação. Tudo começou quando uma internauta criticou a atuação de Júnior em acordos com traficantes para uma eventual rendição.
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- Até tenho alguma simpatia pelo trabalho social que o José Junior faz, mas, são pertinentes estes questionamentos do deputado, pois, que história é essa de alguém que não tem função pública ficar intermediando e dando vez e voz a bandido da pior qualidade, servindo de intermediário entre o vagabundo e as autoridades constituídas?!
- Aliás, causa espécie não só a participação do Jose Junior como também dos nobres promotor e delegado que, igualmente, deveriam ser interpelados pra saber se o Estado constituído determinou tal atribuição!
- Em país sério, vagabundo que quer se entregar, não precisa de “negociações” ou de intermediários, procura a delegacia mais próxima, no máximo acompanhado de advogado, e se entrega ao delegado, simples assim!
- Fico imaginando o senhor José Junior abraçado com a escória entrando na Secretaria de Segurança passando por um corredor polonês formado por policiais, na frente do prédio, sendo aplaudido e recebido na porta pelo secretário de Segurança com direito reportagem “exclusiva” do Fantástico e, posteriormente, uma coletiva do vagabundo!
'CHOCADO', PLANALTO AVALIA REAÇÃO À QUEDA NA POPULARIDADE DE DILMA
- Pelas notícias que “chocam” a republiqueta ela ainda acaba se tornando um grande aviário!

terça-feira, fevereiro 24, 2015



PENSAMENTO DO DIA
O Brasil não existe. Nosso carnaval virou uma indústria, uma plataforma de celebridades. A Beija-Flor vendeu seu prestígio para um ditador africano. (antropólogo Roberto DaMatta – O Globo – 19.02.2015)


PÉROLAS
Não nos preocupamos mais com esse tipo de notícia (de violações de direitos humanos). Quando o nosso povo era oprimido no tempo da escravidão, ninguém falava nada. (nobre embaixador da Guiné Equatorial no Brasil Benigno Pedro Matute Tang – O Globo – 20.02.2015)

“Se não fosse a contravenção meter a mão no bolso, organizar, ainda estaria naquele negócio de armar e desarmar, arquibancada caindo, desfile terminando às 14h. Cada escola desfilando 2 ou 3 horas, a hora que quer. Se temos hoje o maior espetáculo do planeta, agradeça à contravenção” (nobre intérprete Neguinho da Beija-Flor - http://alalao.blogfolha.uol.com.br/2015/02/19/dinheiro-sujo-tornou-o-carnaval-um-espetaculo-diz-neguinho-da-beija-flor/)

No tempo em que eu estava lá, não fiquei sabendo nada disso. A população adora o presidente, já está há mais de 30 anos no poder. Não consegui perceber se era ditadura ou não. Ficava muito ligado no futebol. Fui para lá para trabalhar. E só.
- Pra futeboleiro tem que desenhar, se bem que eles não ligam muito pra este negócio de dinheiro sujo, seja de lama ou de sangue, desde que a grana seja alta e paga em dia, a origem pouco importa, assim como outros respeitáveis profissionais, se é que me entendem!

"To nem aí! Tenho a certeza de que fizemos um trabalho maravilhoso. As vaias são intrigas da oposição. A Tijuca falou da Suíça, sem citar que é um grande paraíso fiscal para a roubalheira. A Portela sobre o Rio, mas não lembrou das balas perdidas, de hospitais sem leitos. Por que a Beija-Flor tinha que abordar a ditadura? Não se pode julgar a parte política e sim o que é apresentado na Avenida", ressaltou o carnavalesco Fran Sérgio.

É um povo (da Guiné) que sofreu muito e que, através do seu presidente, está construindo um país novo, que pensa em saúde, infraestrutura, saneamento básico. O povo é superfeliz com isso, então não importa o regime. (nobre carnavalesco Fran-Sergio, respeitável membro da Comissão de Carnaval da Beija-Flor – O Globo – 20.02.2015)
- A propósito, vejamos como é o país deste povo “superfeliz”!
RIQUEZA DO DITADOR OBIANG CONTRASTA COM MÁS CONDIÇÕES DE VIDA DA POPULAÇÃO DO PAÍS
Enquanto mais metade dos habitantes da Guiné Equatorial vive abaixo da linha da pobreza, ele ostenta palácio de luxo
BRASÍLIA — A fortaleza onde vivem Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, presidente da Guiné Equatorial, e sua família é um conglomerado de mansões e um palácio digno de um rei. Revestimentos de mármore, tapetes persas e aposentos luxuosamente decorados se destacam. Visitantes, como aconteceu com o ex-presidente Lula, são recebidos com limusines. Nos suntuosos banquetes de Obiang, é comum ser servido champanhe Dom Pérignon, o preferido do ditador.
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EXPECTATIVA DE VIDA: 53,1 ANOS
Embora tenha elevado o IDH em 16,8% desde 2000, quando o índice era de 0,476, a Guiné Equatorial mantém uma realidade marcada pelo atraso. A expectativa de vida, por exemplo, é de 53,1 anos. A média de escolaridade está estacionada desde 2000 em 5,4 anos.
Segundo estimativas da ONU, menos da metade da população, de aproximadamente 750 mil pessoas — um pouco menor que a da cidade de Nova Iguaçu —, tem acesso a água potável e 10% das crianças morrem antes de completar 5 anos. Além disso, a ONG Transparency International colocou a Guiné Equatorial no top 12 da sua lista de estados corruptos.

É UM DINHEIRO QUE O PRESIDENTE E SUA FAMÍLIA ROUBARAM DO POVO’, DIZ VÍTIMA DE DITADOR
Tutu Alicante é o principal crítico do regime, tendo feito denúncias que levaram a investigação nos EUA e na Europa
Isso é um insulto para o povo da Guiné Equatorial, porque é um dinheiro que o presidente e sua família roubaram da população. É um governo que trata os recursos naturais do país e o lucro que vem deles como se fossem dinheiro privado, deles. Esse dinheiro deveria ir para as coisas mais básicas, como tratamento de água, creches, hospitais, casas para os mais pobres. Em vez disso, o presidente doa os recursos para o samba brasileiro. Ele não dá a mínima para o samba, na verdade. A Beija-Flor foi só mais uma peça de propaganda da ditadura dele.
O presidente Obiang tem pelo menos 17 palácios. O país tem o maior PIB per capita da África, por conta do petróleo. Mas pelo menos 75% da população não têm onde morar, não estuda, não têm água limpa. Se ficar doente, morre. Medicamentos mais básicos, como os de malária, são inacessíveis. E as epidemias, constantes. Eles vivem de refeição em refeição. A cada dia precisam lutar para conseguir os dois dólares com os quais poderão comer no dia seguinte, e assim sucessivamente. Há uma única universidade no país, a Universidade Nacional, em que não há alunos porque os prédios não têm eletricidade, não há livros nem recursos para fazer a universidade funcionar.
Enquanto conversamos agora há alguém sendo torturado na Guiné Equatorial. Não sabemos quantas vítimas em 35 anos. Mas nos últimos dois ou três anos, pelo menos 60 mil pessoas foram sequestradas, executadas ou torturadas. Todo dia alguém tem seus direitos violados, sobretudo nas prisões. E o país mantém a pena de morte, contrariando promessa que fez aos países de língua portuguesa. A pena de morte pode ser imposta a qualquer um que cometa um crime capital. O tribunal de Justiça também está sob jugo de Obiang, então, no limite, morre quem ele decidir que deve morrer.
Todos os membros da família Obiang ocupam cargos no governo: filhos e filhas, sobrinhos e sobrinhas, cunhados e cunhadas. É um sistema nepotista de lavagem de dinheiro. Os casos mais notórios envolvem o confisco de uma mansão em Malibu, avaliada em US$ 100 milhões. Essa mansão teria sido comprada com o dinheiro depositado por empresas que exploram os recursos do petróleo em uma conta do Tesouro Nacional da Guiné Equatorial. O presidente, seu filho Teodorín e um sobrinho fizeram depósitos da conta do Tesouro para suas contas bancárias pessoais. Cada membro da família possui uma empresa. São quase todas de fachada. Mas são elas que prestam serviços para o governo.
Eles têm mansões nos EUA, navios no Panamá, recentemente tentaram comprar o iate mais caro do mundo, na Alemanha. Além disso, possuem propriedades em Cingapura, França, Espanha, China, África do Sul, Marrocos e algumas no Brasil.
- E tem mais, segundo o correspondente em NY da GloboNews Jorge Pontual informou no Programa Em Pauta da emissora (19.02.2014) há muito tempo a ONU vem denunciando que as mães das crianças meninas daquele povo “superfeliz” incentivam suas filhas a se prostituir em troca de ... COMIDA!
- Enquanto isso...
GOVERNO BRASILEIRO PERDOA DÍVIDAS DE DITADURAS AFRICANAS
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Um deles, o senhor Omar al-Bashir, já leva 24 anos no cargo de presidente do Sudão. Tem dois mandados internacionais de prisão e, segundo um promotor do Tribunal Penal Internacional, acumula US$ 9 bilhões de recursos próprios em paraísos fiscais. Outro, o senhor Teodoro Obiang, que comanda a Guiné-Equatorial, adquiriu em 2010 um apartamento na Av. Vieira Souto, no Rio de Janeiro, naquela que foi até então a maior transação da história da cidade envolvendo um imóvel residencial. O pequeno refúgio carioca do ditador é um tríplex com 2 mil metros quadrados. O patrimônio pessoal do bilionário ditador do Congo-Brazaville, Denis Sassou Nguesco, proprietário de algumas dezenas de imóveis na França é superior à dívida do país perdoada pelo Brasil (US$ 352 milhões). E por aí vai. Em maio deste ano, numa única tacada, a presidente Dilma anunciou perdões, abatimentos e novos parcelamentos para dívidas de uma dúzia redonda de nações africanas, algumas delas ditaduras africanas.
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O CRIME COMPENSA NA SAPUCAÍ
BRASÍLIA - Não basta reclamar da Beija-Flor, que levantou o troféu com patrocínio do sanguinário ditador da Guiné Equatorial. Uma conversa a sério sobre o financiamento do Carnaval do Rio precisa discutir os repasses de verba pública às escolas de samba e o controle da festa mais popular do país por uma entidade ligada ao crime, com as bênçãos do Estado e da prefeitura.
A escola campeã, comandada há décadas por um contraventor de Nilópolis, está longe de ser exceção. A simpática Portela tem como patrono um miliciano, a Mocidade Independente pertence a um capo dos caça-níqueis, a Imperatriz Leopoldinense está nas mãos de um ex-torturador que virou bicheiro.
Os quatro já estiveram presos e continuam a reinar na Marquês de Sapucaí, onde têm livre acesso aos camarotes e são reverenciados por artistas e políticos. Eles mandam na Liesa, a liga que organiza os desfiles na Marquês de Sapucaí.
Em 2008, uma CPI da Câmara Municipal do Rio concluiu que a entidade deveria disputar licitação se quisesse continuar à frente do Carnaval. O então prefeito Cesar Maia foi contra. Os postulantes à sua cadeira evitaram o assunto. Eduardo Paes venceu a eleição, e pouca coisa mudou no Sambódromo.
A prefeitura continuou a injetar dinheiro nas escolas até 2010, quando o Ministério Público mandou suspender os repasses. A verba direta foi substituída por patrocínios a eventos paralelos. Os conselheiros do Tribunal de Contas do Município, que deveriam coibir a farra, assistiam a tudo em quatro camarotes na avenida, depois devolvidos por ordem judicial.
Paes já ensaiou licitar o desfile, mas desistiu alegando falta de interessados. Em 2012, quando concorria à reeleição, foi cobrado em sabatina do jornal "O Globo" sobre a permanência dos bicheiros. "Chato é, mas vou fazer o quê? Acabar com o Carnaval?", perguntou o prefeito. Aí está um bom tema para os candidatos à sua sucessão no ano que vem.
Bernardo Mello Franco é jornalista
- A campeoníssima sempre foi íntima de ditaduras e cresceu a partir dos anos de chumbo da republiqueta com seus enredos ufanistas pra agradar os ditadores de plantão, em 1973 veio com Educação para o Desenvolvimento, em 1974 com Brasil Ano 2000 e em 1975 com o Grande Decênio, a bem da verdade ela e suas co-irmãs!
- A promiscuidade é geral nesta republiqueta amoral e aética!
- A propósito:
15 UM DELEGADO LINHA-DURA QUE SE ALIOU AO BICHO
Mauro Magalhães chefiou delegacia de Petrópolis, é acusado de proteger bicheiros, teve nome na lista de Castor, mas nega saber de torturas
RIO — No início dos anos de chumbo, em 1969, quando as Forças Armadas desencadearam uma guerra sangrenta contra as organizações da esquerda armada, os militares formaram as primeiras equipes de repressão recrutando agentes nas delegacias e nos quartéis da Polícia Militar. Essa aliança, que tornaria a tortura uma política de governo, construiu também a ponte que ligaria mais tarde os porões do regime ao crime organizado. Pelo menos dois policiais civis envolvidos na repressão, o delegado Mauro Magalhães e o detetive Fernando Gargaglione, foram investigados por receber propina da contravenção. Além disso, Magalhães, como chefe da Delegacia de Buscas e Capturas (Polinter), foi acusado de facilitar a vida dos bicheiros presos pela juíza Denise Frossard.
Nos primeiros dias após o golpe de março de 1964, Mauro Magalhães atuou, como delegado de Ordem Política e Social, no interrogatório de presos confinados no estádio Caio Martins. Seu papel mais importante, contudo, foi desempenhado em 1971, quando assumiu a titularidade da Delegacia de Petrópolis. Na época, a unidade serviu de base para a “Casa da Morte”, um aparelho clandestino de tortura montado na cidade serrana pelo Centro de Informações do Exército (CIE). Um dos agentes identificados como torturador da casa, Luís Cláudio Azeredo Vianna, codinome “Laurindo”, era o segundo da hierarquia da delegacia. E o terceiro na linha de comando, era o inspetor Joel Crespo. Luís Cláudio e Joel eram ligados ao bicheiro Aniz Abrahão David, o Anísio de Nilópolis; Joel, parceiro de Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães.
Já o detetive civil Fernando Próspero Gargaglione de Pinho era regularmente acionado pelos centros de repressão para ocultar os corpos de vítimas dos porões. Gargaglione teria contribuído para os principais centros de repressão do Exército — DOI-Codi/RJ, Dops/RJ e Quartel da Vila Militar/RJ —, envolvendo-se no desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva em 1971.
Dois detalhes se repetem nas carreiras de Magalhães e Gargaglione: ambos tiveram os nomes incluídos na lista de torturadores divulgada pelo projeto Brasil Nunca Mais e figuraram também na contabilidade apreendida na fortaleza de Castor de Andrade em 1994, junto a políticos, advogados e outros policiais que receberiam propina.
Magalhães assumiu a Delegacia de Petrópolis em março de 1971, um mês depois do desaparecimento de Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, provavelmente a primeira vítima da Casa da Morte. Embora Luís Cláudio, ou “Laurindo”, fosse o único policial vinculado diretamente ao CIE, responsável pela masmorra de Petrópolis, uma fonte militar afirma que todos na delegacia sabiam e eram coniventes com o que acontecia dentro da casa.
Um documento guardado pelo Arquivo Nacional reforça a atuação de Mauro Magalhães na repressão política. Em dezembro de 1971, o delegado encaminhou para o Exército uma suposta carteira de identidade falsa, que alegou pertencer ao advogado goiano Paulo de Tarso Celestino. Magalhães teria recebido o material, alegou, das mãos de uma prostituta de Juiz de Fora. Dirigente da Ação Libertadora Nacional (ALN), Paulo de Tarso teria desaparecido em julho daquele ano. Inês Etienne, que seria a única militante de esquerda sobrevivente da Casa da Morte, teria ouvido dos seus carcereiros que o dirigente fora assassinado.
Delegado diz que desconhecia casa da morte
Hoje, aos 80 anos e aposentado, Magalhães reconhece que a delegacia de Petrópolis era frequentada por agentes da repressão, sugerindo “que eles faziam algo por lá”, mas assegura que nunca soube da existência da casa e de torturas.
— Só soube da existência da Casa da Morte pelos jornais. Era até perigoso se meter com os assuntos da repressão — afirma.
Magalhães também nega a relação com a contravenção, embora admita conhecer Anísio e Capitão Guimarães desde os anos 60, quando comandou delegacias na Baixada Fluminense.
Outra acusação que pesa contra Magalhães foi a de facilitar com regalias, em 1993, a vida dos bicheiros presos na Polinter, da qual era diretor. Castor teria bancado uma reforma na carceragem da delegacia, onde também estavam presos Paulo de Andrade (filho de Castor), Capitão Guimarães e José Petrus, o Zinho, condenados pela juíza Denise Frossard por formação de quadrilha. Magalhães negou as regalias e disse que a obra era paga com dinheiro público.
Sobre a presença de seu nome na lista de Castor, Magalhães foi inocentado pela Justiça em primeira instância, e o Ministério Público recorreu. O delegado diz que, na época, não apenas ameaçou fisicamente como investigou a vida pessoal de dois membros do MP, responsáveis pela investigação da propina, o promotor José Carlos Cáffaro e o então procurador-geral de Justiça Antônio Carlos Biscaia. Ele diz que foi perseguido e que o objetivo dos integrantes do MP e do Judiciário era político.
- E quem quiser saber mais sobre o submundo político-jurídico-mafioso-carnavalesco da republiqueta basta acessar as ótimas reportagens do jornal O Globo que descrevem com riqueza de detalhes esta promiscuidade:
CASTOR DE ANDRADE: DE PRESO A ALIADO DOS MILITARES
Negócios Metalúrgica de bicheiro, endividada, foi adquirida pelo grupo Coroa-Brastel por pressão do governo militar
TENTATIVA DO REGIME DE REPRIMIR JOGO DO BICHO NAUFRAGOU EM 76
BICHO CRESCEU NO RIO COM AJUDA DE TORTURADORES
Aliança militares e policiais migraram dos porões para a contravenção e levaram a guerra às ruas do Rio
NOS PORÕES DA CONTRAVENÇÃO: ‘IRMÃOS’ NA GUERRA DO JOGO
Amigos, Capitão Guimarães e o coronel Freddie Perdigão Pereira mantiveram os laços ao atuarem no bicho
GUIMARÃES, ‘O COMANDANTE’ NA LIGA DAS ESCOLAS DE SAMBA
Mesmo sem aparecer, Capitão é quem dá as cartas nos desfiles de carnaval
AMIZADE DE GUIMARÃES COM TIO PATINHAS ABRIU AS PORTAS DO BICHO
Sem espaço após acusações de contrabando, Guimarães deixou o Exército, dominou territórios de bicheiros e chegou à cúpula da contravenção
TROPA DE ANIZ ABRAÃO DAVID CONTOU COM TORTURADOR DA CASA DA MORTE
CONTROLE DA BEIJA-FLOR GARANTIU INFLUÊNCIA E PODER AO BICHEIRO
Escola de Samba de Nilópolis ficou marcada por enredos a favor do regime militar na primeira metade dos anos 1970
FAMÍLIA ABRAÃO DINIZ TEVE INFORMANTE LIGADO À POLÍCIA DO EXÉRCITO
Perseguição a adversários levou ao domínio político de Nilópolis
TORTURADOR DO DOI-CODI CHEFIAVA BARRACÃO DA BEIJA-FLOR
Sargento Torres, acusado do desaparecimento de Rubens Paiva, virou segurança de Anísio
BEIJA-FLOR RECEBE HOMENAGEM NA ALERJ
STF MANDA SOLTAR BICHEIROS PRESOS NO RIO
GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL VAI DAR R$ 5 MILHÕES PARA ESCOLAS DE SAMBA DO GRUPO DE ESPECIAL E ACESSO
VERBA DA EDUCAÇÃO PAGOU CONTAS DE ESCOLAS DE SAMBA
Rio -  Um total de R$ 46 milhões que deveria ter sido investido nas escolas do município do Rio foi usado para pagar dívidas de água e esgoto de seis escolas de samba, da Liga Independente (Liesa), do Sindicato de Empresas de Ônibus (Rio Ônibus), do Riocentro e da própria Prefeitura.
A constatação está na avaliação feita pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre a gestão do prefeito Eduardo Paes no ano de 2011.
ANTÔNIO CARLOS BISCAIA: JOGO LONGE DE ESTAR ENFRAQUECIDO
Para ex-procurador de Justiça, contraventores continuam tentando cooptar autoridades
RIO — O assessor especial do Ministério Público Antônio Carlos Biscaia, ex-procurador-geral de Justiça do Rio, afirma que o jogo do bicho insiste até hoje em estabelecer pontes com o poder público, em busca de proteção e negócios. Biscaia foi o responsável pela operação que estourou a fortaleza do bicheiro Castor de Andrade, em Bangu, em 1994, descobrindo nomes de políticos e policiais que receberiam propinas. Para ele, a contravenção, “longe de estar enfraquecida, continua rendendo lucros elevados”. A diferença, segundo ele, é que, ao contrário dos capos de duas décadas atrás, as novas gerações estão em confronto.
Biscaia revelou que, como deputado federal do PT, impediu que a cúpula da escola de samba Beija-Flor — da qual o bicheiro Aniz Abraão David, o Anísio, é o patrono — fosse recebida pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, num ano em que se consagrou campeã. Ele convenceu o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a adiar o evento, que acabou não acontecendo. Mas Biscaia não teve a mesma chance na primeira viagem de Lula à China, logo depois que assumiu a Presidência, em 2003:
— Foi uma surpresa encontrar no avião o deputado federal Simão Sessim, membro do clã de Anísio. Comecei a me desiludir com o PT nesta viagem, ao descobrir que até o meu partido dava espaço para essa gente.
O ex-procurador confirmou ter sofrido ameaças durante as investigações sobre a lista de propinas de Castor de Andrade, como disse o delegado Mauro Magalhães, que confessa ser um dos autores dessas pressões.
— Não pouparam o meu motorista. Ele recebeu uma ligação dizendo que teria de abandonar o carro porque seria explodido. Essa foi uma das muitas ameaças, algumas sérias, outras não. Isso é uma situação comum nas grandes investigações contra o crime organizado. Primeiro, tentam te corromper; se não conseguem, passam a ameaçar. E, se até isso fracassar, eles tentam nos desmoralizar — afirma.
Biscaia disse que os acusados de corrupção tentaram de fato investigar sua vida pessoal e a do promotor Luiz Carlos Cáffaro. Evita, contudo, entrar em detalhes para não “bater boca”.
A lista do bicho foi descoberta em março de 1994, em operação do Ministério Público. Nos livros-caixa, a contravenção anotava as propinas e os nomes dos beneficiados. Entre eles, policiais, juízes, advogados e políticos. Dos cerca de 300 nomes, 120 foram denunciados, incluindo os bicheiros José Carlos Escafura, o Piruinha; Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho; Carlos Teixeira Martins, o Carlinhos Maracanã; e Castor.

PRÓXIMO ENREDO DA BEIJA-FLOR VAI HOMENAGEAR O ESTADO ISLÂMICO
Depois de ser campeã homenageando uma ditadura, a Beija-Flor de Nilópolis já prepara seu futuro enredo. No páreo estão o Estado Islâmico, o Taliban e até mesmo o Boko Haram. “Deu certo e vamos seguir na mesma linha”, disse um dos diretores da escola.
A escola discute ideias. Se der Estado Islâmico, na comissão de frente a ideia é decapitar 20 cristãos na avenida. O nome do samba deverá ser “Deu Estado Islâmico na cabeça”, misturando bicho com decapitação. Com todo este sucesso, há até quem queira mudar o nome da escola de Beija-Flor para “Urubu de Nilópolis”, “já que o urubu é um bicho que se alimenta basicamente de cadáveres”.
A apuração foi marcada pela troca de acusações entre bicheiros patronos de escola. Um contraventor passou dos limites e xingou o outro de honesto. Um jurado foi jurado de morte.
Na Guiné a população comemorou o título. “já temos esperança de que mês que vem vamos ter também comida no prato”, disse um habitante.
Já a passista de uma escola de samba foi duramente repreendida por aparecer vestida demais. O estandarte de ouro de maior mico ficou com Cláudia Leitte.
Enquanto isso no carnaval de São Paulo… Ah, quem quer saber do carnaval de São Paulo?


segunda-feira, fevereiro 23, 2015




ALÔ COMUNIDADE, A MAIS COMPLETA TRADUÇÃO DO BRASIL VARONIL


- Tremenda injustiça não ter ganho o Estandarte de Ouro, aliás, poderia até substituir o Ouvirundum!
- A propósito:
FAMÍLIA DE BICHEIRO VOLTA AO CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO
Quem entra na quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel e olha para o alto logo percebe que o escudo, iluminado por várias lâmpadas, agora vem acompanhado por um castor.
O animal, que nos anos de 1980 e de 1990 era símbolo de poder do bicheiro Castor de Andrade, “capo” do jogo e do samba, agora volta à escola pelas mãos de seu sobrinho Rogério de Andrade, 51.
Ele tenta deixar para trás os processos a que respondeu na Justiça, acusado de patrocinar mortes na guerra pelo controle do caça-níquel, e dar fôlego ao domínio dos bicheiros ao Carnaval.
Afinal, os colegas de Castor que comandam hoje a festa estão octogenários e sem sucessores estabelecidos. Entre as 12 escolas que desfilam no Grupo Especial do Rio, domingo (15) e segunda (16), apenas outras três terão enredos pagos pelos bicheiros: Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor e Grande Rio.
No período pré-Carnaval, Andrade fez silêncio: “Ele não tem cargo na escola e não tem interesse em aparecer na mídia”, informa a assessoria de imprensa da Mocidade.
“A presença de um patrono é importante. Ele faz parte de uma equipe onde todas as decisões são em conjunto”, afirma Rodrigo Pacheco, vice-presidente da escola.
Em 1997, após o infarto que matou Castor de Andrade, a Mocidade, bem como o espólio do bicheiro, passou a ser disputado pelos herdeiros. O filho Paulo Andrade, o Paulinho, foi assassinado em 1998.
Rogério de Andrade foi apontado como o mandante. Em 2014, o Tribunal de Justiça do Rio o inocentou.
Em meio ao processo, em 2002, Paulo Vianna ganhou a eleição para a presidência e afastou a família Andrade do controle da escola. Até que, em 2008, Diogo, filho de Rogério, pediu ao pai a volta do clã ao Carnaval.
Em 2010, uma bomba colocada sob a Toyota Hilux de Rogério explodiu, em plena Barra da Tijuca, matando Diogo, então com 17 anos.
No ano passado, ao ser procurado por um grupo de fãs da escola, Rogério decidiu homenagear o filho e retornar à Mocidade.
Faltando 27 dias para o Carnaval de 2014, ele e um grupo de seguranças se trancaram numa sala com a diretoria. Presidente havia 12 anos, Vianna foi afastado.
RESGATE
A escola ficou em nono lugar. Já na Quarta-feira de Cinzas começou o planejamento para 2015. A primeira medida foi contratar o carnavalesco Paulo Barros, campeão pela Unidos da Tijuca.
Depois, colocou em dia os salários. Em julho, se reuniu com os diretores de ala e avisou: “Vou dar o que vocês precisarem. Agora, quero nota dez. Quem tirar 9,9 está fora da escola em 2016″, disse.
Todas as decisões da escola passam por Rogério. Aprovou a contratação da cantora Cláudia Leitte como rainha de bateria e o aumento da participação da comunidade no desfile deste ano.
Das 32 alas, só 13 são comerciais, nas quais as fantasias são vendidas para indivíduos ou empresas. Em 2014, eram 25.
“Viemos resgatar a Mocidade”, diz Pacheco.
Dinheiro e poder dão o tom do enredo de Rogério de Andrade
Rio - Dinheiro e poder eram os principais temas do enredo pessoal do bicheiro Rogério de Andrade, patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel, terceira escola a entrar na Marquês de Sapucaí no primeiro dia do Grupo Especial. Debutante na Avenida ano passado, ele dobrou a sua cota de quatro camarotes para oito este ano. Cada um custou R$ 75 mil, que, somados, saíram a R$ 600 mil. Para receber bem os 120 convidados, foram investidos mais R$ 400 mil, com decoração, bufê e um dos 50 DJs mais bem pagos do mundo. O português Antônio Pedro, conhecido como Pete Tha Zouk, de 35 anos, foi contratado para tocar na pista muita música eletrônica, uma das paixões do contraventor, frequentador de festas em Ibiza, balneário espanhol.
Na escola de Padre Miguel, especula-se que Rogério de Andrade tenha garantido mais de R$ 10 milhões para este Carnaval. O bicheiro, porém, não abre o jogo sobre os valores. “Tive ajuda de muitas empresas. O balanço não foi fechado”, afirmou.
Se os negócios na agremiação vão de vento em popa, na vida pessoal, ele também garante ser um empresário bem-sucedido.
“Tenho várias empresas em diferentes ramos. Tenho estaleiro, fazenda de café, imobiliária, tenho uma vida empresarial”, afirmou.
Ao pisar na pista do Setor 1 à frente da escola, mostrou logo quem manda no pedaço. “Quero a Claudia Leitte aqui agora”, ordenou.
A rainha de bateria foi chamada imediatamente. Ainda de roupão, ela reverenciou o público na arquibancada. E logo recebeu outra ordem: “Vai trocar de roupa”.
Ainda na concentração, ele anunciou que o carnavalesco Paulo Barros vai continuar na agremiação. “O contrato já foi renovado. Paulo Barros é 100% Mocidade”, garantiu o manda-chuva.
Rogério, sempre acompanhado do filho Gustavo, de 23 anos, não deu um passo na Sapucaí sem estar cercado por seguranças. No comando da escola, chegou a ter escolta de 12 homens. Para muitos era quase impossível chegar perto do bicheiro. Não foi o caso do presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe (PMDB), que deu abraço fraterno em Rogério na concentração. A empatia do bicheiro com o político não foi a mesma dele com o público. Embora o chefão da Mocidade acenasse com frequência para os espectadores, houve indiferença por parte da plateia.
A alegria do contraventor só ganhou contorno triste quando, após o desfile, ele lembrou do filho Diogo. O jovem morreu em outubro de 2010, aos 17 anos, em um atentado contra o pai. Eles estavam num Toyota Corolla blindado do bicheiro que explodiu na Barra da Tijuca.
“Nunca ia fazer uma homenagem dessas a ele. É uma dor grande que sinto. Cada vez que deito a cabeça numa cama, eu me lembro disso e choro”, afirmou, referindo-se a um carro alegórico que veio com as frases ‘Dinamitava o meu carro. Parava o tráfego e ria’, versos da música ‘O Último Dia’, de Paulinho Moska, inspiração do enredo da Verde e Branca.
Em 2009, Rogério foi condenado pela 4ª Vara Federal Criminal por formação de quadrilha, corrupção ativa e contrabando a 18 anos de prisão. Há recurso contra a sentença no Superior Tribunal de Justiça. A mesma corte concedeu um habeas corpus que garante a liberdade do bicheiro desde 2012.
Na Justiça Federal, ele ainda responde a dois processos: por lavagem de dinheiro e uso de moeda falsa. Ambos estão em segredo de Justiça. No 4º Tribunal do Júri, ele foi absolvido em processo no qual era acusado de ser o mandante da morte do primo Paulo de Andrade, o Paulinho, em 1998.
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- “empresário” é ótimo, tem mais é que curtir com a cara da republiqueta, aliás, fosse Sua Excelência escolheria como próximo enredo homenagearia o inacreditável Poder Judiciário, como carnavalesco gosta de nome pomposo pra enredo sugiro “Themis na terra dos Guardiões da Constituição ‘Cidadã’”, com a criatividade de Paulo Barros a performance de Themis seria inesquecível, como uma comissão de frente fantasiada de guardiões puxadas pelo ministro da Justiça pedindo aplausos e mandando
beijinhos para os pigmeus do bulevar nas arquibancadas!
PRESIDENTE DA GUINÉ EQUATORIAL DÁ R$ 10 MILHÕES PARA DESFILE DA BEIJA-FLOR QUE EXALTA O PAÍS
RIO — O que Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, de 72 anos, ditador há 35 anos da Guiné Equatorial, o chefe de Estado há mais tempo no poder na África, e o oitavo governante mais rico do mundo, segundo a revista “Forbes”, tem a ver com o Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, campeã 12 vezes do Grupo Especial do carnaval carioca e a maior campeã da era do Sambódromo?
Confira na próxima segunda-feira quando a escola entrar na avenida às 23h40 em ponto, depois da Portela e antes da União da Ilha, com o enredo “Um griô (homem sábio) conta a História: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade”. Nunca antes no carnaval do Rio uma escola recebeu tanto dinheiro de patrocínio — R$ 10 milhões, injetados por Obiang, que assistirá ao desfile no Sambódromo.
Capricho de um ditador que governa por decreto um pequeno país localizado na África Ocidental, formado por duas ilhas e um pedaço estreito de continente, e habitado por escassas 700 mil pessoas? Sim. Mas ele pode agir assim. A Guiné Equatorial é um país miserável, mas é também o terceiro maior produtor de petróleo da África. Só perde para a Nigéria e Angola. Obiang concentra em suas mãos todos os poderes e governa por decreto. Faz o que quer.
FREQUENTADOR DISCRETO DO SAMBÓDROMO
Ai de quem o desafie. Seu tio, Francisco Macías, ditador anterior a ele, desafiou Obiang que o ajudava a governar. Pois acabou deposto no segundo semestre de 1979 e fuzilado pelo sobrinho. Foi um dos golpes mais sangrentos da África. Desde então o medo se abateu sobre o país. A ponto de as pessoas fugirem se alguém lhes aponta uma inocente máquina fotográfica. Receiam estar sendo alvo da curiosidade do serviço de espionagem do governo.
Há pelo menos 10 anos que Obiang frequenta com discrição o carnaval do Rio e assiste ao desfile das escolas. Ora se hospeda em um apartamento luxuoso de Ipanema comprado à vista. Ora na suíte mais cara do Copacabana Palace. Vem sempre acompanhado de parentes — entre eles seu primogênito Teodoro Nguema Obiang Mangue, conhecido por Teodorin, um dos vice-presidentes do país. O mais forte deles, escolhido para suceder ao pai um dia.
Foi em um desses carnavais que Teodorin convenceu o ditador a pagar caro por um show particular contratado à Beija-Flor. Um grupo de músicos e de passistas se exibiu no camarote de Obiang no Sambódromo. Ali nasceu a ideia de patrocinar um desfile da escola.
No ano passado, a Beija-Flor teve prejuízo com o enredo que homenageou José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Teodorin soube e ofereceu o patrocínio do seu governo.
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De princípio, nada demais. O patrocínio de escolas de samba tornou-se comum. Em 1985, pela primeira vez, uma entrou na avenida com o enredo pago — Império Serrano, com “Samba, suor e cerveja”. Cervejarias meteram a mão no bolso. Em 1994, o governo do Ceará pagou o desfile da Imperatriz Leopoldinense, que cantou as belezas daquele estado. Em 2006, a estatal venezuelana de petróleo bancou o enredo da Vila Isabel. Este ano, além da Beija-Flor, Salgueiro, Unidos da Tijuca e Portela desfilarão com carnavais patrocinados.
Fundada como bloco em 1948, promovida a escola em 1953, a Beija-Flor carrega duas marcas — uma boa, a outra ruim. A ruim: exaltou as realizações da ditadura militar de 64 durante os carnavais de 1973, 1974 e 1975 (“Educação para o desenvolvimento”, “Brasil ano 2000” e “Grande decênio”). Era a época do Milagre Brasileiro, do “Ame-o ou deixe-o”. O general Garrastazu Médici presidia o país. Que colecionava casos tenebrosos de torturas e assassinatos.
A marca boa: foi na Beija-Flor que Joãosinho Trinta promoveu a maior revolução do carnaval carioca. Ele havia sido bicampeão em 1974 e 1975 com Salgueiro (“O Rei de França na Ilha da Assombração” e “O Segredo das Minas do Rei Salomão”). Em seguida foi tricampeão com a Beija-Flor (“Sonhar com Rei dá Leão”, Vovó e o Rei da Saturnália na Corte Egipciana” e “A criação do mundo na tradição nagô”).
A revolução: o desfile das escolas passou a privilegiar o luxo, a ostentação, os gigantescos carros alegóricos em detrimento do samba no pé. Os puristas subiram nas tamancas, mas de nada adiantou. Hoje, para manter aberto seu barracão durante o ano inteiro e entrar no Sambódromo com chances de vencer o desfile, uma escola gasta, por baixo, algo como R$ 5,5 milhões. Graças a Obiang, a Beija-Flor espera ir para a cabeça.
O samba dos compositores J.Velloso, Samir Trindade, Jr Beija Flor, Marquinhos Beija Flor, Gilberto Oliveira, Elson Ramires, Dílson Marimba e Silvio Romai não parece destinado a se destacar de outros sambas deste ou de anos passados. Foi pensado para em mais de uma ocasião dar espaço à virtuosidade da bateria nota 10 da escola. Em compensação... Quem teve acesso aos segredos da escola garante que ela arrancará da multidão o grito de campeã. A ver.
Carnaval patrocinado não quer dizer necessariamente carnaval chapa-branca, um tributo a quem paga as despesas. O carnavalesco dá corda à imaginação e explora o que pode render de mais atraente. Uma vez a prefeitura de Campos pagou para que a Imperatriz exaltasse suas realizações. A carnavalesca Rosa Magalhães falou dos índios Goitacazes que viveram em Campos. Teve gente na prefeitura que queria o dinheiro de volta. Depois desistiu.
Para escapar da acusação de ter feito um carnaval financiado por uma das mais cruéis ditaduras do mundo, conforme relatório de 2013 do Departamento de Estado do governo americano, o carnavalesco da Beija-Flor preferiu elogiar belezas e lendas da África. Somente em duas passagens, o samba enredo fala diretamente da Guiné. Uma quando a chama de Guiné, rima mais fácil. Outra quando se refere a ela como Guiné Equatorial.
VERSO MUDADO POR EXIGÊNCIA DO DITADOR
Versão do samba gravada em agosto do ano passado não tem referência ao nome completo do país de Obiang. Por exigência do ditador, mudou-se um verso para chamar Guiné de Guiné Equatorial. Há na África mais duas Guinés — a Bissau e a somente Guiné. As duas são vizinhas. A Guiné é vítima de um surto de ebola. Obiang não quer que a sua Guiné Equatorial seja confundida com a Guiné do ebola. Faz sentido.
Não pense que o ditador descerá do seu camarote no sambódromo para beijar o estandarte da Beija-Flor à passagem da escola. A segurança dele não permitiria. Obiang infunde pavor aos seus governados que acreditam na lenda de que ele descende de canibais. Em 2003, a rádio estatal declarou que Obiang é um deus sempre em contato com “Deus todo poderoso”. E que "pode decidir matar sem ninguém o chamar a prestar contas e sem ir para o inferno".
O medo que emana dele no seu país também o apavora lá e em qualquer parte. Obiang convive com o pesadelo de um dia ser vítima de sua própria maldade. É por isso que seus opositores estão presos ou no exílio. E que parte de sua fortuna está em outros países para se um dia ele precisar fugir. Em 2003, Obiang depositou meio bilhão de dólares em contas controladas por ele mesmo e por sua família no Banco Riggs, em Washington. Um trocado perto do que tem.
ELITE POLÍTICA DA GUINÉ EQUATORIAL VAI ASSISTIR AO DESFILE DA BEIJA-FLOR NA SAPUCAÍ
RIO — Quando a Beija-flor entrar na Marquês de Sapucaí, na segunda-feira à noite, com o enredo em homenagem à Guiné Equatorial, seus integrantes estarão sendo observados pela elite política do país africano. Segundo a embaixada guine-equatoriana em Brasília, uma comitiva com cerca de 40 autoridades está conhecendo Salvador e deve chegar ao Rio neste fim de semana. O ditador Teodoro Obiang, que pagou R$ 10 milhões à escola, não confirmou sua vinda, mas é provável que seu filho e vice-presidente do país, Teodoro Obiang Mangue (conhecido como Teodorín), prestigie o desfile. Nesta quinta-feira, a possível vinda do ditador era assunto na quadra da Beija-Flor, que fez seu último ensaio técnico. Pai e filho são acusados por organizações internacionais de violações aos direitos humanos. O vice-presidente também é investigado na França e nos EUA por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O embaixador do país no Brasil, Benigno-Pedro Matute Tang, estará no último carro alegórico da escola. Artistas das diferentes etnias que compõem o país estão ensaiando há algumas semanas com os integrantes da Beija-flor — eles apresentaram uma dança típica na quadra da escola, em Nilópolis, no ensaio da quinta-feira da semana passada. A embaixada negou que outras autoridades pretendam desfilar, mas integrantes da escola suspeitam que Teodorín arriscará alguns passos na avenida. Após a festa, a comitiva irá para um luxuoso hotel, onde já reservou dois andares.
As relações entre a Beija-Flor e Obiang são antigas. Há pelo menos quatro anos o presidente reserva um camarote em frente ao da escola de Nilópolis para assistir ao desfile do Grupo Especial no Sambódromo. Quem já esteve no local conta que o ditador costuma assistir ao desfile sentado em uma poltrona de couro, enquanto bebe taças de champanhe. Em 2011, o camarote foi todo revestido em tecido vermelho, e a principal parede ostentava uma foto do presidente. Já em 2013, a Beija-flor fez uma apresentação para a elite guine-equatoriana em uma festa no país africano. As negociações para o patrocínio milionário teriam começado ali.
EXTRAVAGANTE, FILHO DE DITADOR DA GUINÉ EQUATORIAL TRAZ AO RIO COMITIVA DE 40 PESSOAS
RIO - Uma vida de luxo, muitos caprichos e alguns problemas com a Justiça. Essa é a rotina de Teodoro Obiang Mangue, o Teodorín, vice-presidente da Guiné Equatorial e filho do presidente Teodoro Obiang. Idealizador do patrocínio de R$ 10 milhões à escola de samba Beija-Flor, Teodorín, de 45 anos, é presença quase certa na comitiva de 40 autoridades guine-equatorianas que ficará hospedada nos dois últimos andares do Copacabana Palace durante o carnaval. Ele teria desembolsado do caixa do governo cerca de R$ 77 mil por noite só para reservar as sete suítes da cobertura do hotel.
Teodorín está habituado a lidar com cifras milionárias. Dono de uma mansão avaliada em 110 milhões de euros (R$ 355 milhões), localizada próximo ao Arco do Triunfo, em Paris, o primogênito do ditador é famoso por esbanjar com carros, viagens e noitadas. Por isso, há uma grande curiosidade em torno de como vai se comportar durante sua estada por aqui. Os gastos colossais lhe renderam uma investigação na França por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo policiais, ele tem negócios nos Estados Unidos e no Brasil.
Os números parecem altos mesmo para a fatia dos milionários do mercado imobiliário brasileiro. Documentos da polícia francesa, obtidos pelo GLOBO, revelam que Teodorín possui dois imóveis em São Paulo avaliados em US$ 180 milhões (R$ 510 milhões), além de um apartamento no Rio que vale cerca de US$ 40 milhões (R$ 113 milhões). Testemunhas ouvidas pela investigação afirmam que o filho do ditador teria ainda um imóvel em Salvador e uma ilha, que estariam em nome de empresas de fachada. Notas fiscais apreendidas mostram que a decoração de um dos imóveis de São Paulo, um triplex no bairro dos Jardins, custou 3 milhões de euros — o equivalente ao patrocínio dado à escola de samba.
Entre os caprichos mais caros de Teodorín, está uma luva usada pelo cantor Michael Jackson na turnê “Bad tour”, no final dos anos 80, que teria sido arrematada em um leilão por US$ 482 mil (R$ 1,366 milhão). De acordo com uma antiga governanta de sua mansão em Malibu, na Califórnia, avaliada em US$ 30 milhões (R$ 85 milhões), Teodorín não tem cartões de crédito e costuma pagar suas despesas em dinheiro. Sempre bem alinhado nas aparições públicas, o filho do ditador africano é fã de Dolce & Gabanna e Louis Vuitton.
BENS CONFISCADOS NOS EUA
Em 2014, a Justiça americana determinou que os bens de Teodorín no país fossem confiscados. Na França, o playboy teve 17 carros de luxo apreendidos. Em 2013, quando passava o carnaval no Brasil, Teodorín teve prisão e extradição requeridas pela França, mas deixou o país antes que o habeas corpus fosse julgado. Segundo a investigação francesa, os gastos do vice-presidente não são compatíveis com o salário recebido no governo, e haveria indícios suficientes de que os recursos têm origem em propinas.
MEU GAROTO, MEU PAI PAI...
A delegação que vem de Guiné Equatorial, que está injetando na Beija-Flor R$ 10 milhões, dinheiro do povo pobre e osprimido daquele pequeno país africano, fechou os dois últimos andares do Copacabana Palace, no carnaval.
Segue...
Quem organiza toda esta farra é o playboy Teodorin Mangue, 43 anos, vice-presidente e filho do ditador Teodoro Obiang, 72 anos.
Teodorin já foi visto atracado a uma conhecida estrela da escola.
Em tempo
Ele que tem um apartamento triplex em São Paulo orçado em UR$ 15 milhões, conseguiu, em 2013, junto ao STF, um hábeas corpus para evitar ser preso e repatriado à França, onde é considerado fugitivo por desvio de dinheiro público. (coluna Ancelmo Góis – O Globo – 13.02.2015)
- Fico imaginando se estes canalhas fossem brancos o escarcéu que a turminha da patrulha não estaria fazendo!
- E a incrível instância maior do inacreditável Poder Judiciário sempre prestando seus relevantes e imprescindíveis serviços!
- Como diria o magistrado Renato Soares de Melo Filho, TJSP (http://blogdofred.blogfolha.uol.com.br/2013/05/29/brasil-o-lugar-para-onde-vale-a-pena-fugir/), “Não é à toa que, do ponto de vista de persecução criminal, nosso país é uma piada no mundo todo. Afinal, esse é – como nos filmes – o lugar pra onde vale a pena fugir.”
'Não fazemos política', diz Anísio Abraão David
Último remanescente da velha-guarda da contravenção no Carnaval, Aniz Abraão David, o Anísio, fez questão de desfilar pela Beija-Flor para mostrar que o rei pode andar com dificuldades, mas não está morto. Numa cadeira de rodas elétrica para ajudá-lo na locomoção — prejudicada por recente cirurgia no joelho —, o bicheiro foi o antônimo do colega do jogo Rogério de Andrade, da Mocidade Independente.
Discreto e sem o exército de seguranças exibido pelo chefão de Padre Miguel no domingo, Anísio foi reverenciado pelo público nos setores populares, percorreu a escola inteira na concentração e posou para fotos com políticos e artistas no tradicional beija-mão.
A ironia e acidez dos velhos tempos ficaram restritas às explicação do enredo da Beija-Flor, patrocinado pelo ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang. “Teve escola (Vila Isabel) que falou sobre a Venezuela e ninguém falou nada. Não fazemos política, fazemos Carnaval”, disparou o bicheiro, já na dispersão, quase explodindo ao ver a escola ser obrigada a correr para não estourar o tempo de desfile.
...
- Então, tá!


AMANHÃ A COMEMORAÇÃO DO APOTEÓTICO CAMPEONATO, PÉROLAS, NOTÍCIAS SOCIAIS DO DITADOR PATROCINADOR DURANTE SUA ESTADA NO BRASIL VARONIL E COMO VIVE AQUELE POVO “FELIZ” DE GUINÉ EQUATORIAL!