quinta-feira, maio 28, 2015






IH, MAIS UM QUE A REPUBLIQUETA, ONDE SÃO ASSASSINADAS 56 MIL PESSOAS AO ANO, MUITO HUMANITÁRIA, COMOVIDA PEDIRÁ CLEMÊNCIA!
DEPUTADOS QUEREM BARRAR NOVO MANDATO DE PROCURADOR-GERAL
Deputados pretendem apresentar nesta semana emenda que proíbe a recondução ao cargo do procurador-geral da República –incluindo o atual ocupante do posto, Rodrigo Janot, responsável por inquéritos contra políticos na Operação Lava Jato.
O deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP) já iniciou a coleta de assinaturas para a apresentação da emenda, que será incluída na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que fixa o mandato dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Câmara e Senado acordaram votar essa PEC antes do segundo semestre. Assim, o texto com a emenda pode ser aprovado a tempo de inviabilizar a recondução de Janot, cujo mandato termina em setembro. Se reconduzido pela presidente Dilma Rousseff, ele teria direito a mais dois anos.
No momento, Janot está no início das investigações contra os congressistas suspeitos de participar do esquema de corrupção na Petrobras.
"A recondução de um procurador-geral já viciado não é boa para o Ministério Público. É importante que haja uma oxigenação", disse Paulinho.
Segundo o deputado, a emenda tem o apoio do bloco liderado pelo PMDB na Câmara, formado também por PP, PTB, PSC, PHS e PEN.
...
- Ainda bem que temos um ilibado e respeitável Congresso, acima de qualquer suspeita, senão daria até pra pensar tratar-se de intimidação e retaliação dos maiores clientes da Suprema Corte!
- Diga lá eminente decano:
- Diga lá Boechat
- Pensando bem, se o Ministério Público precisa de oxigenação, o idôneo Congresso precisa de dedetização e haja creolina!
AMENIDADES
O sujeito vê uma placa: “Precisa-se de assistente de Ginecologista”. Ele entra e pede mais informações. A atendente explica: – É muito simples. O trabalho consiste em preparar as pacientes para o exame. Você deverá ajudá-las a se despir, fazer uma depilação nos pelos púbicos com gilete e depois passar um creme suavizante. O salário é de R$ 3.000,00, com carteira assinada e benefícios, mas você vai ter que ir até Santos. O sujeito fica todo animado: – Puxa, que legal! E Santos fica só a 80 km. de São Paulo. O emprego é lá? – Não. Lá é onde está o fim da fila.
DOCUMENTOS MOSTRAM COMO A CBF 'VENDEU' A SELEÇÃO BRASILEIRA
A seleção brasileira virou uma mina de ouro para empresários e CBF. Contratos secretos obtidos pelo Estado revelam, de forma inédita, como a entidade leiloou a seleção em troca de milhões de dólares em comissões a agentes, cartolas, testas de ferro e empresas em paraísos fiscais, longe do controle da Receita Federal brasileira.
Pelos acordos, a lista de jogadores convocados precisa atender a critérios estabelecidos pelos parceiros comerciais e qualquer substituição precisa ser realizada em "mútuo acordo" entre CBF e empresários. O contrato deixa claro: o jogador que substituir um "titular" precisa ter o mesmo "valor de marketing'' do substituído.
As condições fazem parte de minutas de contratos secretos obtidos pelo Estado e que revelam, de forma inédita, como a CBF leiloou a seleção brasileira, em troca de milhões de dólares em comissões a agentes, cartolas, testas de ferro e o envolvimento de empresas em paraísos fiscais, longe do controle da Receita Federal brasileira.
Desde 2006, a CBF mantém um contrato com a companhia ISE para a realização dos amistosos da seleção. O acordo foi mantido em total sigilo por quase dez anos. Documentos obtidos pelo Estado revelam agora que a ISE é uma empresa de fachada com sede nas Ilhas Cayman. Não tem escritório nem funcionários. É mera Caixa Postal, número 1111, na rua Harbour Drive, em Grand Cayman. A ISE é apenas uma subsidiária do grupo Dallah Al Baraka, um dos maiores conglomerados do Oriente Médio, com 38 mil funcionários pelo mundo.
Em 2011 esse contrato de 2006 foi renovado por dez anos pelo então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em um encontro em Doha, no dia 15 de novembro. Ele seria oficializado no dia 27 de dezembro daquele ano. Entre 2006 e 2012, a ISE sublicenciou a operação para a Kentaro, companhia que passou a implementar cada partida da seleção com base no acordo.
Em 2012, o contrato de operação passou para as mãos da Pitch International, depois de uma negociação com a ISE e a CBF que continua em vigência.
Nos primeiros acordos e emendas entre a CBF e a ISE, os termos não faziam qualquer menção às regras para a convocação de jogadores. Tudo mudaria em 2011. Os aspectos esportivos foram colocados em segundo plano. Trata-se, acima de tudo, de um esquema para explorar a marca da seleção em todos os seus limites, independentemente do resultado em campo ou do significado de uma partida para a preparação do time.
Convocados
Pelo acordo secreto, ficou estipulado que a seleção deveria entrar em campo sempre com seus principais jogadores, sem qualquer possibilidade de testar jovens promessas ou usar amistosos para preparar o grupo olímpico. "A CBF garantirá e assegurará que os jogadores do Time A que estão jogando nas competições oficiais participarão em qualquer e toda partida", diz o artigo 9.1.
Qualquer violação desse acordo significa pagamento menor de cota. "Se acaso os jogadores de qualquer partida não são os do Time A, a taxa de comparecimento prevista nesse acordo será reduzida em 50%", estipula o contrato. Por jogo, a CBF sai com US$ 1,05 milhão (R$ 3,14 milhões) se seguir o acordo.
Caso um jogador seja cortado por contusão, por exemplo, a CBF precisa provar com um certificado médico aos empresários da ISE que o atleta não tem condições de jogar. "Qualquer alteração à lista será comunicada por escrito à ISE e confirmada por mútuo acordo. Nesse caso, a CBF fará o possível para substituir com novos jogadores de nível similar, com relação a valor de marketing, habilidades técnicas, reputação.''
Para deixar claro o que significa "Time A", a ISE alerta que não aceitaria o que ocorreu em novembro de 2011 quando o Brasil foi ao Gabão e depois a Doha para enfrentar o Egito. Na época, o então treinador, Mano Menezes, não contou com Neymar, Ganso, Lucas, Marcelo, Kaká e Leandro Damião, nomes da lista original para os amistosos.
No novo contrato (o que passou a valer em dezembro daquele ano e vai até 2022) a empresa deixou claro que tal situação passaria a ser punida com uma redução em 50% do cachê pago.
Além disso, todos os direitos de transmissão, copyright ou qualquer outro aspecto ficam sob controle total da empresa de fachada registrada nas Ilhas Cayman. Num dos artigos do contrato, fica ainda estipulado que, mesmo que o acordo for suspenso, os direitos de copyright são mantidos sem data para acabar. Qualquer violação significa que a CBF teria de pagar uma multa de US$ 1 milhão.
O contrato ainda prevê que os períodos de preparação da seleção brasileiras para as Copas de 2018 e 2022 também serão de exploração exclusiva da ISE.
O acordo ainda termina com termo bem claro: confidencialidade. "Todos os termos e condições deste acordo serão tratados pelas partes como informações confidenciais e nenhuma das partes os divulgará".
Guerra
Os documentos também revelam uma guerra interna na CBF pela fatia mais importante dos lucros. Quando Ricardo Teixeira assinou o novo acordo com a empresa de Cayman (em 15 de novembro de 2011), ele já planejava sua saída da entidade, passando o controle para José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Mas o que se viu na transição de poder dentro da CBF foi um braço de ferro que, ao final, seria vencido por Teixeira, mesmo já fora da entidade.
E-mails confidenciais obtidos pelo Estado revelam que Marin e Del Nero, o atual presidente da CBF, estavam negociando um novo contrato com a Kentaro, que oferecia aos parceiros valores superiores aos que estavam sobre a mesa, deixados por Teixeira.
Quem convenceu Marin e Del Nero a se lançar na ofensiva foi o Grupo Figer, que não poupou recursos e viagens para garantir o que seria um negócio da China. Documentos mostram que a família Figer, atuando apenas como intermediadora na assinatura de um contrato entre Kentaro e CBF, ficaria com US$ 132 milhões por permitir mais de cem jogos da seleção entre 2012 e 2022 - valor superior ao que a CBF levaria com base no contrato da ISE.
Todos os detalhes fazem parte de uma ação judicial. De acordo com o relato dos fatos, documentos e e-mails juntados no processo, a renegociação dos acordos para realização dos amistosos teria começado logo depois da renúncia de Teixeira, no dia 8 de março de 2012.
Dias depois, o CEO da Kentaro, Phillip Grothe, enviou e-mail procurando entender o que estava ocorrendo, já que a empresa mantinha um contrato com a ISE desde 2006 e queria saber qual seria o futuro de seu acordo - que venceria em outubro daquele mesmo ano.
Naquele momento, Juan Figer e seus filhos André e Marcel decidiram que o fim da 'era Teixeira' poderia ser ocasião para passar a fazer parte dos intermediários que lucrariam com a seleção. O encarregado de falar com Del Nero foi Marcel Figer.
Ainda de acordo com os fatos relatados no processo, encontros se proliferaram na residência de Marin, na rua Padre João Manuel, esquina com Alameda Franca, num flat de Del Nero em São Paulo, em hotéis em Londres e Budapeste e até na Federação Paulista de Futebol.
Depois de uma série de discussões, a Kentaro, o Grupo Figer, Marin e Del Nero fixaram um encontro em Londres. No dia 25 de abril de 2012, no hotel Claridge. No dia 2 de maio, um e-mail enviado por Phillip Grothe resumia o encontro e traçava as soluções e estratégias para o sucesso da empreitada.
Para que pudessem montar uma proposta que derrubasse o acordo da ISE, um dos sócios do Grupo Figer, Marcel, pediu e obteve de Del Nero uma cópia traduzida do contrato sigiloso entre a entidade e os sauditas, justamente para servir de base para o novo contrato a ser fechado com a Kentaro.
O documento foi fornecido por Del Nero a Marcel num encontro na sede da FPF, no dia 3 de maio de 2012. Marcel aproveitou um momento em que Del Nero se ausentou para fotografar cada uma das páginas, no intuito de encaminhá-las à Kentaro. No dia seguinte, Marcel e Juan Figer foram ao apartamento de Marin e conseguiram dele sinal verde para tocar o acordo.
Contra-ataque
Mas Teixeira não estava disposto a ver a arquitetura que montara na CBF desabar. No dia 19 de maio de 2012, ele viajou até a Alemanha para um encontro com Marin e Del Nero.
Ambos estavam em Munique para a final da Liga dos Campeões, vencida pelo Chelsea. Teixeira, para não ser visto pela imprensa, ficou em uma cidade mais afastada.
Ainda assim, as negociações para mudar o parceiro da CBF teriam sido mantidas. No dia 21 de maio, o advogado do Grupo Figer, Alexandre Verri, elaborou a minuta do contrato entre Figer e Kentaro.
Dois dias depois, André e Marcel Figer teriam viajado para Londres e, dali, usaram um jato privado da Kentaro para ir a Budapeste, no Hotel Four Seasons, onde ocorria uma reunião da Uefa com Marin e Del Nero como convidados. A meta era fechar os últimos detalhes e impedir a contraofensiva de Teixeira.
Cinco dias depois, uma versão final do contrato foi acatada por e-mail tanto pela Plausus, por meio de seu representante legal Santiago Baraibar, como pela Kentaro, pelo seu CEO Philllip Grothe. Entre os itens do acordo estava a comissão de US$ 132 milhões que a Kentaro pagaria para o Grupo Figer. Os empresários das duas empresas chegaram a comemorar no lobby do luxuoso hotel The Dorchester, em Londres.
Mas a renovação pretendida pela Kentaro não vingou. No dia 16 de agosto de 2012, um acordo da CBF foi anunciado com a empresa Pitch International, depois de uma intermediação de Teixeira com os sauditas da ISE. A empresa com sede em Londres, que jamais havia organizado um jogo de futebol sequer, passaria a operar as partidas da seleção brasileira como subcontratada da ISE. O esquema montado por Teixeira estava preservado.
Dias depois, o CEO da Kentaro, Phillip Grothe, enviou e-mail em que dizia: "O acordo foi assinado no dia 15 de agosto. Vinte e quatro horas antes Marin e Marco Polo nunca tinham ouvido falar de Pitch. Nós todos sabemos que a Pitch é apenas a testa de ferro da Al Jazeera. Eu acho que eles pagaram 50 milhões de dólares à ISE e aos outros pela assinatura - totalmente loucos".
Teixeira acabou vencendo e, mesmo fora da CBF, continuou mandando na seleção ao lado de seus parceiros comerciais. E isso tudo até 2022.
DEL NERO NÃO ACHA 'TÃO RUIM' CONTRATO FEITO POR RICARDO TEIXEIRA
Presidente da CBF defende contrato feito na administração anterior
O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, defendeu o contrato feito na administração Ricardo Teixeira com a ISE para a realização dos amistosos da seleção. Ele disse que o acordo foi estabelecido numa época em que os jogos da equipe feitos no Brasil davam prejuízos e que, hoje, a entidade não corre o menor risco de ficar no vermelho quando o time entra em campo.
“O contrato, na medida do possível, a gente faz para cumprir. Nós chegamos já tinha esse contrato, temos de cumprir. Eu não chego a dizer que esse contrato é tão ruim. Porque quando a gente jogava aqui no Brasil não chegava a tirar esse valor (US$ 1,05 milhão). Hoje quanto é isso? R$ 3 milhões é pouco? Se analisar, hoje o contrato é bom", disse ao Estado.
O presidente garantiu que, em todos os amistosos, as cotas de transmissão são da CBF. “O direito da televisão é nosso, da CBF. Qualquer maneira é da CBF. Fora do Brasil também".
Ele rebate o argumento de que os intermediários ganham muito mais do que a CBF com os amistosos. “Há jogos que dão prejuízos. O amistoso em Porto Alegre (contra Honduras, em 10 de junho) não vai ter lucro. Vai dar o quê? R$ 4 milhões? Fora do Brasil os amistosos que rendem bem é o momento de lucro deles. Eles perdem dinheiro, ganham dinheiro. Perdem e ganham. Mas a CBF não corre risco nenhum.’’
Del Nero enfatizou que não estava na entidade quando os contratos com a ISE foram feitos e afirmou não conhecer seus integrantes. Disse ter sido apresentado a um executivo, mas que seu contato era com um funcionário, com quem tratava sobre “uma série de fatores’’. “Mas fui informado que esse funcionário está saindo da empresa.’’ A relação da diretoria da CBF é com a Pitch, empresa que desde 2012 faz a operação dos jogos da seleção.
O dirigente admitiu ter conversado, junto com o ex-presidente José Maria Marin, com o Grupo Figer, que tinha o objetivo de oferecer novo parceiro para a seleção. “Toda vez que vem uma proposta você tem de ouvir. Se for interessante, podemos romper o contrato (em vigência), desde que sejam pagas as multas. Então nós analisamos (a proposta da Kentaro, via Figer), mas não chegou àquilo que podia interessar.
ISE DEFINE VALOR DOS INGRESSOS E ATÉ QUEM FALA NA SELEÇÃO
- Tá tudo dominado e todo mundo solto!
- E enquanto dona CBF vai cafetizando os clubes falidos dirigidos por gente inescrupulosa a republiqueta patrimonialista cria MP pra anistiar as dívidas dos clubes e os pigmeus do bulevar vão pagando a conta!
- A propósito:
LEVY ENTRA EM CAMPO
A MP do Futebol está nas mãos do ministro Joaquim Levy. Ele precisa adotar uma posição flexível. Torcedor do Botafogo, o relator Otavio Leite diz que alguns clubes não têm condição de pagar toda a prestação nos primeiros dois anos. (coluna Panorama Político – O Globo – 19.05.2015)
- No popular, ainda nem em entrou em vigor a concessão de benesses e já começa o lobby do novo calote!

quarta-feira, maio 27, 2015






BETO RICHA, UM GOVERNADOR ACUADO
Ricardo Noblat
Beto Richa (PSDB), governador do Paraná, recebeu uma notícia boa e outra ruim na última semana.
A boa: o Tribunal de Contas rejeitou pedido do Ministério Público para suspender a lei que alterou o regime previdenciário dos servidores do Estado.
Bancada por Richa, a aprovação da lei resultou na violência policial contra professores que deixou mais de 200 feridos. Um massacre como Curitiba jamais viu.
A notícia ruim – e põe ruim nisso: o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, 49 anos, revelou em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Londrina, que a campanha de reeleição de Richa, no ano passado, recebeu R$ 2 milhões arrecadados com o esquema de corrupção na Receita Estadual investigado pela “Operação Publicano”.
Somente em Londrina, o esquema que envolveu 62 pessoas funcionaria há 30 anos e, nos últimos 10, teria apurado R$ 60 milhões com o pagamento de propinas em troca do perdão de impostos.
Tudo muito parecido com o que aconteceu no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda. Suspeita-se do perdão, ali, de impostos que somam R$ 19 bilhões.
Dono de uma fortuna estimada em R$ 40 milhões, Luiz Antonio está preso desde janeiro quando foi flagrado com uma moça de 15 anos em um motel.
Negociou com a Justiça a delação premiada para ter sua pena reduzida em caso de condenação. Ele e promotores já conversaram 30 horas.
Luiz Antonio conta o que sabe sobre dois esquemas: o da corrupção na Receita e o da prostituição de menores.
No que toca a Richa, Luiz Antonio disse que a ordem para levantar dinheiro destinado à campanha dele partiu de Márcio de Albuquerque Lima, inspetor-geral de fiscalização da Receita estadual.
Parceiro do governador em corridas de automobilismo, Márcio falava em nome de Luiz Abi Antoun, primo distante de Richa. Os R$ 2 milhões foram achacados de três empresas.
Luiz Abi é investigado por suposta fraude em licitação ganha pela oficina Providence Auto Center, que consertava a preços exorbitantes os carros do governo do Estado na região de Londrina.
Preso em fevereiro sob a acusação de explorar sexualmente adolescentes, Marcelo Caramori, fotógrafo do governo, afirmou que Luiz Abi era o “o grande caixa financeiro” das campanhas de Richa.
Enquanto Luiz Abi tinha o poder de indicar ocupantes de cargos comissionados “em pontos estratégicos do Estado”, como “chefes de fiscalização e das polícias”, Márcio de Albuquerque, segundo Caramori, “exerceria importante tarefa” no esquema de arrecadação, o que teria justificado sua nomeação em junho do ano passado para o cargo que ocupa hoje.
Naturalmente, Richa nega tudo. “Pegaram um criminoso, réu confesso, preso por abuso de menores para me acusar sem nenhuma prova. Coisa de bandido”, desabafou em sua página no Facebook.
O PSDB do Paraná culpa o PT pela tentativa de desmoralizar Richa. O PSDB nacional nada disse até aqui. Permanece em silêncio obsequioso desde o espancamento dos professores em abril passado.
(Para ser coerente, o PSDB poderia estudar se caberia pedir o impeachment de Richa.)
Se valesse desacreditar alguém pelo fato de ser réu confesso, os acusados de se beneficiarem do roubo da Petrobras e da extorsão de empreiteiras estariam a salvo dos incômodos que enfrentam há mais de seis meses.
Palavra de bandido costuma ser reveladora quando se trata de bandidagem.
Delator em busca de poucos anos de cadeia não pode mentir sob pena de ser duramente castigado.
Se é assim com o PT deve ser assim com qualquer partido, ora.
(O Globo – 18.05.2015)
- Diga lá Boechat:
- Morro de rir com esta malta de políticos que desqualificam as verdades ditas pelos  bandidos quando são da mesma quadrilha e dão a maior credibilidade as verdades ditas pelos bandidos da outra quadrilha! Ora, ninguém melhor do que os bandidos da mesma quadrilha sabem sobre as roubalheiras com riquezas de detalhes, porque delas participam. Eu, por exemplo, somente fico sabendo da podridão pela imprensa, já que não pertenço a nenhuma das facções criminosas!
- Quando o nobre jurista Fachin, muito, mas muito antes, mesmo, já teriam feito o que o Boechat sugeriu, porque não é possível que uma pessoa conceituada como é no mundo jurídico, com notório saber jurídico com dizem os entendidos, fique se submetendo a este constrangimento público, gravando vídeos para justificar suas opiniões, como se não bastassem as visitas a gabinetes de nobres senadores implorando votos, muitos deles clientes do Supremo Tribunal Federal, a menos que a sua vaidade e ambição para ocupar um cargo na Supre Corte sejam bem superiores a sua auto-estima!
- Então não seria eu!

CHARGES.COM.BR

PORTA DOS FUNDOS

AMENIDADES
A SUTILEZA E A INTELIGÊNCIA DA MULHER
Um homem telefona para a sua esposa e diz:
Querida, o meu chefe convidou a mim e a alguns dos seus amigos para
irmos pescar num lago distante. Vamos ficar fora uma semana.
Esta é uma excelente oportunidade para eu conseguir a promoção que
tenho esperado, por isso me prepare roupa suficiente para uma semana e
também a minha caixa de apetrechos de pesca.
Vamos partir diretamente daqui do escritório e vou passar aí pegar as
coisas. Ah... Por favor, coloque também o meu pijama novo, aquele de seda
azul.
A mulher acha que isso soa um bocado estranho, mas atendeu ao pedido
do marido.
No fim-de-semana seguinte, ele regressa da pescaria um bocado cansado,
mas fora isso, sem nada de anormal. A mulher recebe-o com um beijo e
pergunta-lhe se apanharam muitos peixes.
Ele responde: - Sim!
Muitos pargos, algumas garoupas e uns poucos carapaus.
Mas porque você não colocou o meu pijama de seda azul, tal como te
pedi?
A mulher responde: - Coloquei sim, querido! Coloquei-o na caixa de
apetrechos de pesca.
NUNCA DUVIDE DA CAPACIDADE DE RACIOCÍNIO DE UMA MULHER!

MORTE DE ARACELI FAZ 42 ANOS E CRIME CONTINUA IMPUNE NO ES
Araceli Cabrera Crespo tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada, no Espírito Santo, em 1973. Nesta segunda-feira (18), o desparecimento da menina completa 42 anos, mas o caso foi encerrado sem nenhuma punição. Após a prisão, julgamento e absolvição dos acusados, o processo foi arquivado pela Justiça.
Em memória à menina Araceli, uma das mais emblemáticas vítimas de violência contra a criança no país, o dia 18 de maio foi instituÍdo como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000.
Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil. O G1 fez um resgate histórico do crime a partir de reportagens dos últimos 42 anos, revisitou os locais citados no processo e conversou com o homem que encontrou o corpo da menina.
...
- A republiqueta não se cansa de bater seus próprios recordes negativos!

OAS SE RECUSA A ENTREGAR DOCUMENTOS À JUSTIÇA SOBRE NEGÓCIOS COM EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU
SÃO PAULO — A Construtora OAS se recusou a apresentar à Justiça Federal do Paraná documentos sobre seus negócios com a empresa de consultoria do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, a JD Consultoria. A empreiteira alega que o juiz Sérgio Moro poderia se utilizar das explicações para decretar a prisão de algum executivo da empresa. Os advogados da OAS dizem que foram "enganados" pelo juiz quando a empresa apresentou documentos sobre os contratos com a consultoria prestada pelo doleiro Alberto Youssef e esses dados foram usados pelo juiz para mandar prender Léo Pinheiro, o presidente da companhia, diante do argumento de que os comprovantes da prestação de serviços eram falsos.
Na petição encaminhada ao juiz Moro, a OAS diz que não apresentaria os documentos com a empresa de José Dirceu. Usa para isso até mesmo decisões da Justiça de Portugal e da Alemanha para tentar sustentar suas alegações. No Brasil, porém, elas não são válidas. "Tendo em vista a atitude pretérita desse juízo de determinar a apresentação delas e as utilizar para decretação injusta de prisão de particulares, conforme prevê o STJ Português e pelo Código de Processo Penal Alemão, que consideram as provas obtidas por meios enganosos como nulas, a empresa se reserva o direito de não as apresentar a esse juízo, resguardado, sempre, o respeito que se devota ao Poder Judiciário e eventual garantia de Vossa Excelência no sentido de que tais atitudes pretéritas em desfavor de terceiros não se repitam e a apresentação não acarrete medidas cautelares pessoais injustas", argumenta a defesa.
...
- Como é que é, tá certo que isto aqui está uma esculhambação de ponta a cabeça, onde o rabo anda abanando o cachorro, mas será mesmo que os nobres patronos da idônea empresa tiveram a coragem de se negar a atender uma determinação judicial e, pior, sob a alegação de que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, o que, até para este apedeuta jurídico se constitui numa confissão de culpa?!?!?!
- E ainda têm o cinismo de afirmar “resguardar, sempre, o respeito que se devota ao Poder Judiciário e eventual garantia de Vossa Excelência”!
- Imagine o sucesso desta notícia nos meios jurídicos internacionais, sem uma resposta a altura que por azar de seus nobres patronos e de sua não menos nobre empresa pegaram um magistrado a altura da magnitude que o cargo lhe confere!
- A propósito:
MORO REJEITA ‘FALSAS POLÊMICAS’ COM EMPREITEIRA QUE SE RECUSA A ENTREGAR CONTRATOS COM DIRCEU
...
“Se armadilha houve, foi da empresa que não alertou o advogado para a natureza dos documentos ou do advogado que não alertou o cliente das consequências do ato”, escreveu Moro.
Diante da decisão da OAS de não entregar os contratos firmados com a empresa de Dirceu, o juiz da Lava Jato decidiu. “Não pretendendo apresentá-los, como exercício do direito ao silêncio, é o quanto basta, sem falsas polêmicas e sem prejuízo da continuidade das investigações por outros meios”, observou Moro.
O juiz assinalou. “Desconhece esse julgador que a apresentação de documentos aparentemente falsos em inquérito como se verdadeiros fossem seja comportamento processual regular ou aceitável. Mas armadilha não houve, como se depreende da expressa referência ao direito ao silêncio no despacho da intimação.”
Moro advertiu. “Não cabe à empresa ou aos advogados transferir ao juiz a responsabilidade por suas escolhas aparentemente fraudulentas. Não cabe, outrossim, ao Juízo imunizar a empresa, como ela pretende agora, da eventual prática de novas fraudes.”
Sobre a natureza dos documentos anteriores – relativos aos contratos com empresas do doleiro – o juiz destacou. “Se efetivamente falsos ou não, e à caracterização ou não de crime, decidirei no julgamento na ação penal.”
CADÊ AS PROVAS?
As empreiteiras mostraram as garras para a Justiça. Afinal, ninguém é obrigado a produzir provas contra si, diz a nossa sábia lei. Com esse argumento, as empreiteiras podem se recusar a apresentar documentos que possam ser usados contra elas.
Gostaria de ver alguém prosperar com um argumento desses nos EUA ou em qualquer outro país que tenha um sistema judiciário de verdade. (MÁRIO BARlLÁ FILHO - SÃO PAULO – Carta dos Leitores – O Globo – 15.05.2015)
- Eu também!

À LA ZÓZIMO
E o PP, hein? Com 32 citados na lista de Janot, o Partido Progressista, de Maluf (que ontem, veja só, se declarou indignado com a roubalheira dos colegas), deve mudar de nome.
Para não perder a sigla PP, que tal “Partido da Petrobras” ou “Partido da Propina”? Com todo o respeito. (coluna Ancelmo Góis – O Globo – 09.03.2015)
- Não sei não, mas acho que o nobre deputado está indignado é por seu nome ainda não ter aparecido, mas quem sabe, se aprofundarem as investigações!

segunda-feira, maio 25, 2015






E TOMBA MAIS UM PAI DE FAMÍLIA NAS MÃOS DA BANDIDAGEM NENÉM NO PAÍS DOS ILUMINADOS PROGRESSISTIAS, HUMANISTAS SENSÍVEIS E DE ESQUERDA QUE PEDE CLEMÊNCIA PRA TRAFICANTES CONDENADOS A MORTE NA INDONÉSIA
- 15 anotações porque na republiqueta não se pode mostrar os cornos do bandidão assassino, senão seriam muito mais as vítimas a reconhecer a escória que matou quem salvava vidas!
- Agora, pergunta se algum “humanista” dos “direitos dos manos” apareceu pra fazer aqueles discursinhos safados e asqueirosos em defesa da vida de um seu humano!
- Enquanto vamos tombando nas ruas por esta bandidagem, ainda temos que agüentar estas belezas de “iluminados politicamente corretos” muito humanistas e progressistas, por exemplo:
CULTURA DO ÓDIO
Ninguém se iluda com a redução para os 16 anos
Em nome de um país, que deveria ser mãe e não madrasta de seus próprios filhos, em nome de uma república moderna, que não rouba o futuro de meninos e meninas, sem escola e sem família, em nome dos avanços do Estatuto da Criança e do Adolescente, não podemos incorrer no erro de aprovar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, de acordo com a fatídica PEC 171/93.
Seria um retrocesso odioso, um acinte aos direitos da cidadania, uma completa falência moral da sociedade brasileira, através de medida populista, de sotaque radical e sectário, cujo ônus recairia, uma vez mais, sobre as camadas desassistidas da população, que pagam, com juros altos, as prestações de uma cidadania incompleta, onde o Estado não chega, não sabe, não busca, ou não quer chegar.
Ninguém se iluda com a redução para os 16 anos: a médio prazo faria aumentar, em absurda progressão, o nível de violência, ao matricularem-se os menores nos presídios, quando não passaram sequer pela escola de qualidade, em tempo integral, com frequência obrigatória, seguida, na prática, por uma rede social articulada. Visitem os presídios do país e façam ideia do que significaria a PEC 171. Defendê-la é tornar-se cúmplice do crime de lesa-futuro, que as próximas gerações deverão condenar de forma indignada e resoluta.
Como disse Betinho, ninguém é obrigado a amar o menor de cuja violência somos vítimas, embora sejamos, contudo, obrigados a pensar de modo civilizado, sem resíduos de barbárie, na adoção de programas de sucesso, em andamento no Brasil e no exterior, em vez de trilhar o labirinto do cárcere, que chega a ser, naquela idade, um passaporte sem volta, uma viagem a país nenhum, quase sem motivo de esperança.
Quem mais alimenta a ideia desses antídotos aparentes contra a violência é a própria ausência do Estado, uma compreensão canhestra das leis, por parte de seus operadores, fria, insensível, indiferente, sem ouvir educadores e psicólogos, sem falar da não aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Deixar as coisas como estão implica alimentar discursos violentos para tratar da violência, enfrentar a barbárie mediante a barbárie, num círculo vicioso redundante, brutal e vingativo, a desaguar numa pena de morte “tolerável”, que é bem o que se passa nas entranhas de certos presídios brasileiros, como sabemos todos e, por favor, e de uma vez por todas, sem hipocrisia.
Assisti a alguns debates da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, buscando compreender a lógica de certas decisões extremas, as posturas laxistas, e as propostas resolutamente democráticas, de qualidade, mas insuficientes no placar final, de 42 votos a favor da redução contra 17.
Pensemos na criação de escolas especiais, nos programas de inclusão nos municípios, na presença de educadores para o desafio de recriar as condições propícias da cidadania, dos que acreditam radicalmente na democracia e no futuro de nossos jovens.
(Marco Lucchesi é escritor - O Globo – 06.05.2015)
- Pergunta-se, quantas vezes há décadas você lê e ouve esta lenga-lenga demagógica, comungando com os mesmos “progressistas iguais a ele e de esquerda” que estão no poder há mais de 12 anos e o terror continua o mesmo, ou melhor, piorando a cada ano?
- Parece que estamos falando de nenéns que praticam  furtos e saem correndo, furtam um sorvete ou um pão doce na padaria, quando estamos falando de estupros, seqüestros, latrocínios, assassinatos de (ex-)namoradas, abusos sexuais de menores, incineração de vítimas de latrocínio e outras barbaridades e o cara vem falar em barbárie e ódio!
- Aguardo novo artigo do nobilíssimo articulista “progressista” que fale sobre ódio”!
- Me poupe!
REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL CRIMINALIZA A POBREZA
O Congresso Nacional, por iniciativa dos próprios parlamentares ou de pessoas de outra procedência, vem sendo o desaguadouro de projetos de lei e de propostas de emendas constitucionais da pior qualidade. Do ponto de vista jurídico, político e moral.
São alguns exemplos desse festival de insanidades: a PEC da Bengala, que permite a aposentadoria aos 75 anos dos ministros do STF;  as propostas dos procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato, que, entre outras barbaridades, admitem a prova ilícita como válida no processo penal; e o projeto do juiz Sérgio Moro, a celebridade do momento, que prevê a imediata prisão de acusados condenados em primeira instância.
Passou a fazer parte desse malsinado rol a PEC nº 171/93, que altera a Constituição e permite reduzir a maioridade penal para 16 anos. Ela já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça. O presidente da Câmara também já prometeu celeridade na sua tramitação.
Todas essas proposições têm em comum o traço oportunista e de serem produzidas em cenário de irracionalidade. Se aprovadas, formarão um legado legislativo que esse Congresso deixará para infelicitar as gerações vindouras de brasileiros e para macular a ordem jurídica constitucional com o que pode haver de pior em termos de normatividade.
A redução da maioridade penal para 16 anos, preconizada pela PEC, ilustra de forma candente esse trágico panorama legislativo. Apresentada como solução para resolver o problema da violência urbana, ela expressa, na verdade, um sentimento generalizado e raivoso de vingança.
A redução da idade penal não vai resolver nem vai amenizar o problema da criminalidade e da segurança pública no país. Nos últimos dez anos diversos diplomas legais de recrudescimento da legislação penal já foram editados e a criminalidade não diminuiu, só aumentou.
Trata-se, na verdade, de mais um expediente de criminalização da pobreza, de mais uma ilusão que vem se passando para a população brasileira.
Os adolescentes, é necessário se diga, já são responsabilizados por prática de atos infracionais a partir dos 12 anos de idade. Não precisamos de lei, ela já existe. É o Estatuto da Criança e do Adolescente. Só falta ser cumprida.
Parece bem mais fácil aprovar a redução da maioridade penal para jogar atrás das grades esses adolescentes, que às vezes chocam pela brutalidade e aparente gratuidade de seus crimes. Pelo menos por um tempo, não iremos vê-los pelas ruas e até poderemos fingir que não mais existem. Basta construir mais celas e deixá-los fora de nossas vistas.
Escolas do crime
Fixar a maioridade penal em 18 anos é uma tendência mundial. Mas, como adultos e corresponsáveis, por nossas atitudes e pela sociedade que temos, precisamos pensar no futuro e ponderar com sensatez. Todos sabemos das condições sub-humanas impostas aos presos.
Temos hoje a quarta população carcerária do mundo, quase meio milhão de pessoas, atrás apenas dos Estados Unidos (2,2 milhões), da China (1,6 milhão) e da Rússia (740 mil). O nosso regime penitenciário não dará conta de receber mais gente.
A prisão, em geral, não regenera. As nossas, muito menos. Elas são quase escolas do crime. A maioria dos apenados tende a sair mais afeita a delinquir. Cerca de 70% deles volta a cometer crimes depois de sair do sistema prisional. Por outro lado, muitos presos prefeririam deixar a vida de crimes, desde que tivessem oportunidades na vida.
Assim, ao lado da aplicação de penas alternativas para quem cometeu crimes não violentos, é preciso resgatar para a sociedade milhões que hoje padecem nas prisões, e tornam-se cada vez menos aptos para o convívio social.
Defendo, inclusive, a concessão de uma anistia aos presos mais jovens, que não praticaram crimes violentos, dando-lhes condições de recomeçar a vida.
Ao invés de cadeia, é preciso que haja um amplo investimento social. É preciso que se retome o projeto de escolas em tempo integral, principalmente para a juventude das periferias brasileiras, dos bairros pobres, das favelas e dos morros. Investimento no programa Primeiro Emprego, lazer, educação, cultura, trabalho, saúde, saneamento básico, entre outras medidas que exigem investimentos financeiros de larga monta pelos governos.
São investimentos que valem a pena, se queremos construir uma sociedade mais justa com os seus jovens. A PEC significa dizer às nossas crianças, sobretudo às pobres e negras, que a única perspectiva de vida que temos a lhes oferecer é a prisão.
Pensem nisso, senhores parlamentares.
Wadih Damous
Especial para o UOL
- Este aí não satisfeito com a cantilena enfadonha e nauseante ainda propõe anistia pra os vagabundos, como se eles não vivessem eternamente anistiados na republiqueta paraíso da impunidade e dos “iluminados humanistas, progressistas, sensíveis e politicamente corretos”!
PARA QUE SERVE ALTERAR A MAIORIDADE PENAL
Daniel Martins de Barros
31 março 2015 | 10:28
Antes de dizermos qual a idade penal mínima, deveríamos dizer para quê serve a pena. Infelizmente esse debate não está posto, inviabilizando um diálogo racional sobre o tema.
Já disse antes: não adianta nada – nada – discutir a redução da maioridade penal enquanto não se discutir para que serve colocar alguém na cadeia. Esse debate, que traria fundamentos para uma discussão racional sobre a questão, simplesmente não está posto. E antes que você comece a babar sangue escrevendo impropérios contra mim, dois avisos: 1) eu não tenho certeza se a maioridade penal deve ou não ser modificada. 2) Se você tem, não precisa continuar lendo esse texto – ele só serve para quem quer raciocinar sobre o tema (o que implica colocar as convicções em modo de espera).
Então, retomando a questão fundamental: o que queremos com a pena? Se a resposta for, como na Idade Média, apenas castigar as pessoas por seus maus feitos, não há limite inferior para penalizar os indivíduos. Em Filosofia do Direito isso é conhecido como a função retributiva da pena – o sujeito errou, tem que pagar. Não é por acaso que naqueles tempos crianças podiam ser condenadas por crimes. A pergunta é: a partir de quando o Estado entra no jogo? Se não há limites, corre-se o risco de chegar a extremos como no Paquistão, em que um bebê de 9 meses foi acusado de tentativa de homicídio e teve que comparecer perante as autoridades do país. No Brasil entende-se que a partir dos 12 anos a pessoa pode ser chamada a responder por seus atos por meio das medidas sócio-educativas. É uma forma de responsabilização, embora mais branda e mais focada nos aspectos pedagógicos do que criminais.
O que nos leva a outra função da pena – a prevenção dos crimes. Imagina-se que a pena poderia preveni-los de diversas maneiras: porque as pessoas ficam com medo de serem pegas e pagar pelo que fizeram; porque o indivíduo teme novos castigos; e também porque a pena teria a chance de reeducar o malfeitor, ensinando-o a viver em sociedade. Essas noções, que foram gradualmente substituindo o caráter retributivo, dependem de sujeitos racionais para ser efetivas. Sem o pleno entendimento das consequências dos seus atos e sem a capacidade de se controlar adequadamente, tais funções não têm sentido. Foi com o surgimento dessas ideias que uma idade penal mínima começou a ser mais formalmente definida mundo afora (até que a Convenção dos Direitos da Criança da Unicef obrigou os países membros a determinar uma idade mínima). Óbvio, pois as crianças não têm a razão e o autocontrole plenamente desenvolvidos. O problema começa quando se busca traçar essa linha divisória que separa os meninos dos homens. Se as crianças não são responsáveis e os adultos são, quando se dá essa passagem?
Atualmente a maioria dos países membros da ONU colocam tal transição nos criticados 18 anos. Não deve ser coincidência o fato de a maturação cerebral não se completar até perto dos vinte anos. Os avanços da neuroimagem comprovaram que o amadurecimento do cérebro segue uma ordem em que uma das últimas regiões a ficar “pronta” é justamente o córtex pré-frontal, a área responsável pelo auto-controle refinado, pelo planejamento de longo prazo e pela capacidade de adiar gratificações. Não é por acaso que adolescentes são impulsivos e imediatistas – não só os hormônios estão em ebulição como seus freios não estão calibrados ainda. A animação abaixo ilustra o processo – a cor roxa identifica as regiões em que o amadurecimento se completou.
Nesse sentido, as funções preventivas da pena não deveriam ser aplicadas antes do início da vida adulta, argumento poderoso por ser tanto intuitivo (como mostra a concordância da maioria dos países com), como biologicamente embasado. A despeito disso há quem entenda que os jovens a partir dos 16 anos “já sabem muito bem” o que estão fazendo, e portanto devem ser tratados como adultos. Respeito tal argumento – de fato o discernimento moral deles já alcança os níveis semelhantes ao dos adultos. É só por isso que tenho dúvidas: não seria justo considerar tais pessoas responsáveis por seus atos, tendo elas noção do certo e errado?
Mas confesso que são dúvidas teóricas. Na prática, tendo a ser contra a redução simplesmente porque ela não cumpre a maioria das funções da pena. Em primeiro lugar, o sistema carcerário não reeduca; além disso, como a porcentagem de crimes cometidas por menores de idade no Brasil é ínfima (99,5% dos crimes são cometidos por adultos), ela também não previne. No fundo, a sensação de que as pessoas com 16 ou 17 anos têm que “pagar como maiores” só serve à função retributiva da pena, ou seja, para saciar nosso desejo de vingança. Mas foi justamente para nos ajudar a conter impulsos como esses, afinal, que o seu e o meu córtex pré-frontal amadureceram.
- Reiterando, não entro em discussão estéril e acadêmica de redução de idade penal, de córtex pré-frontal, até porque vários e vários estudos científicos de ontem estão sendo desmentidos e desmoralizados pelos de hoje, se posições são de “direita ou de esquerda”, minha “jurisprudência firmada” reiteradas várias vezes é a seguinte: tenha a idade que tiver, cometeu crime de adulto, responde como tal e não estou nem aí se a pena retributiva é medieval ou vingança ou ressocializante ou educativa, pouco me importa e quero que alguém me prove que após 0,01 segundo depois que alguém atinja 17, 359 dias, 23 horas, 59 minutos, 0,59 segundos e 0,0001 petelhionésimos de segundo vire um adulto, por outro lado 99,5% dos crimes são cometidos por menores (0,5% deve ser o homicídio de um anão), diga-se de passagem, para o nobre articulista é ínfima, isto mesmo ínfima ou 1% dos crime são cometidos por menores, segundo a tal da UNICEF -  Fundo das Nações Unidas para a Infância (http://oglobo.globo.com/brasil/unicef-estima-em-1-os-homicidios-cometidos-por-menores-no-brasil-15761228), numa republiqueta que se diz em tempos de paz aonde ocorrem 54 mil homicídios por ano, 540 assassinatos cometidos pelos nenéns ou aproximada “ínfimos” 543,9 homicídios (o 0,9 deve ser um anão e um recém-nascido) não são números pra ficar se discutindo idade de amadurecimento, até porque estes números são uma farsa conforme se verificará adiante no artigo do jornalista Leandro Nalock, adiante postado, já que a republiqueta é incompetente e omissa até pra criar estatísticas e banco de dados;  se quem defende a redução da maioridade é de “direita” ou se quem é contra é de “esquerda”, o fato é que para mim, uma vida de anão, de um recém-nascido ou de um adulto é uma vida e. como tal. ninguém pode tirar este direito inalienável que não está prescrito em constituições, tratados ou pactos internacionais,  - e olha que não “tenho Deus no coração, hein”, a quem seus tementes, lhes reservaram a prerrogativa  do direito de tirá-la!
- Ainda me impressiona como se banaliza a vida do próximo no país dividido entre católicos e evangélicos tratando-a como índice de inflação ou da perda da produção de grãos no transporte de carga ou qualquer coisa do gênero!
- Dizer que no Brasil “entende-se que a partir dos 12 anos a pessoa pode ser chamada a responder por seus atos por meio das medidas sócio-educativas. É uma forma de responsabilização, embora mais branda e mais focada nos aspectos pedagógicos do que criminais.”, só pode estar ironizando!
ORLANDO SILVA: JUSTIÇA E DIREITOS PARA TODOS
A violência assusta a todos os brasileiros, independentemente de condição social, econômica ou faixa etária. Não importa onde moramos nem o que fazemos. A insegurança é parte do nosso cotidiano e todos nós buscamos o direito de viver sem medo.
A violência é um problema complexo, resultado de diversos fatores. Soluções simplistas são falsas e ineficientes. Pior ainda, podem agravar os problemas. É nesse contexto que está a proposta de redução da maioridade penal no país.
Os deputados constituintes, em 1988, incluíram a maioridade penal na Carta Magna como cláusula pétrea, parte do conceito de proteção à infância e à juventude.
A inscrição na Constituição pretendeu preservar direitos aos jovens, independentemente de eventuais maiorias na opinião pública, como a que se vê diante do atual debate sobre o tema. É um compromisso que só pode ser desfeito pelo poder constituinte originário.
A Câmara dos Deputados, por isso, erra ao admitir a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição com esse conteúdo.
Reduzir a maioridade penal é colocar o Brasil na contramão do mundo. Fará com que o país rompa tratados internacionais, como a Convenção sobre Direitos da Criança da ONU (Organização das Nações Unidas), ratificada em 1990.
Cerca de 70% dos países têm 18 anos como idade penal mínima. E essa é a realidade, sobretudo, nos países que têm democracias maduras e tradição na defesa dos direitos humanos. Países como a Alemanha e a Espanha, que reduziram a maioridade penal, diante da não diminuição da violência, recuaram de suas decisões.
O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) determina sanções para jovens em conflito com a lei, inclusive a restrição de liberdade. É um regime próprio porque é peculiar a condição da juventude. Admito ajustes nessa lei sem deixar de reconhecer que a condição juvenil merece tratamento diferenciado.
A sociedade tem o desafio de reinserir quem comete atos infracionais, a partir de sanções que tenham eficácia e impeçam o infrator de voltar a delinquir. Enquanto os jovens em conflito com a lei que passam por unidades socioeducativas têm reincidência de 20%, no sistema penitenciário esse índice é de 70%.
Os presídios brasileiros se converteram em verdadeiras universidades do crime. A população carcerária já é composta, em sua maioria, por jovens. Reduzir a idade penal vai ajudar aumentar o encarceramento da juventude e fazê-la engrossar o contingente que está a serviço do crime organizado.
O debate sobre a maioridade penal sempre ressurge quando a sociedade entra em estado de choque diante de alguma barbaridade. Vejo com tristeza a manipulação da dor de famílias que sofrem com a perda de entes queridos brutalmente. Fico indignado com oportunistas que fazem da cultura do ódio bandeira política.
A sociedade e o Congresso Nacional –em especial– devem agir com racionalidade, sob pena de aprofundar essa barbárie.
Acredito que o Estado deva garantir políticas públicas e permitir à juventude brasileira ser plena no exercício dos seus direitos. Acredito que as famílias devam afirmar valores e produzir jovens sadios, conscientes, solidários e aptos a uma boa convivência social. Acredito que o Brasil deva superar tantas desigualdades, que é fator de tensão permanente na nossa sociedade.
Sou contra reduzir a maioridade penal porque sou a favor da vida. Quero justiça e direitos para todos.
ORLANDO SILVA, 43, deputado federal pelo PCdoB-SP, é vice-líder do governo e membro da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara
- Este aí nem vale a pena argumentar, vem com a mesma conversa fiada de dogmas esquerdoides, principalmente sabendo-se que já vai pra 15 anos de seu governo e a situação continua a mesma, pra não dizer pior dos governos anteriores e ele ainda fala em “justiça e direito para todos”, sem a menor cerimônia!
CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
Menores de 18 anos raramente são autores de atos de violência. Ao contrário, são as principais vítimas. Tratar adolescentes como adultos é sujeitá-los a um sistema de punição menos eficaz
MARIA DO ROSÁRIO
A redução da maioridade penal mexe com dores profundas em um país com índices apavorantes de violações e mortes. A questão não deve ser tratada com ligeirezas. Devemos reconhecer que muitos que se engajam nessa causa podem ter sofrido as dores insuportáveis da violência ou ainda, sinceramente, pensam ter encontrado uma solução simples para um problema complexo. A estes, minha total consideração. Muito diferente é o caso dos que usam o sofrimento alheio para transformar a violência e sua divulgação numa escada para a promoção pessoal.
A criança e o adolescente só passaram a ser considerados sujeitos de direitos com o advento da Constituição Federal de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990. Desde 1993, várias propostas de emendas constitucionais procuram revisar essa condição e devolvê-los ao “menorismo” vigente até então. A essas demandas, o Parlamento parece agora inclinar-se a dar uma resposta populista. Admitiu o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171, que quer reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. É uma falsa solução.
Não há parâmetros sociológicos ou científicos que comprovem que mudar a legislação penal pode solucionar rupturas sociais e reduzir a cultura da violência. Impõe-se observar que a PEC 171 compromete direitos e garantias individuais. São aqueles que o constituinte quis proteger de maiorias eventuais e de arroubos autoritários, ao instituí-los como cláusulas pétreas, que não podem ser modificadas.
O Artigo 60 da Constituição desautoriza aos congressistas abolir princípios como o regime democrático e os direitos humanos. É o que faz  a proposta de emenda constitucional que reduz a maioridade penal. Além do Artigo 60, ela contraria os Artigos 227 e 228, onde estão estabelecidos os direitos a serem garantidos às crianças e aos adolescentes até os 18 anos de idade. A PEC 171 também desrespeita a Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas de 1989, da qual o Brasil é signatário, que considera  integrantes da infância os indivíduos até os 18 anos. Assim, a PEC 171 propõe uma violação do princípio constitucional que diz que o menor de 18 anos deve ser considerado uma pessoa em condição peculiar de desenvolvimento. A família, a sociedade e o Estado são responsáveis por assegurar as condições mais adequadas para que esse desenvolvimento ocorra. Os mesmos dispositivos constitucionais expressam a obrigação absoluta e prioritária de manter as crianças e os adolescentes a salvo de todas as formas de violência, negligência e crueldade.
A redução da maioridade penal poderá, na prática, ampliar a violência. O sistema de privação de liberdade em unidades específicas para adolescentes tem um índice de reincidência da ordem de 20%. Um número muito expressivo se observarmos que a Lei 12.594/2012, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), nem sequer está sendo cumprida em sua plenitude porque o país não conta com unidades adequadas ao atendimento integral juvenil. Em contrapartida, o sistema carcerário para maiores de idade, que viu sua população de internos crescer 511% entre 1990 e 2012, tem taxas de reincidência no crime de mais de 70%. Portanto, colocar esses adolescentes nas delegacias e penitenciárias brasileiras  é oferecê-los ao comando dos agentes do crime para o cometimento de atos mais violentos. Significa colocar à mercê de violências e crueldades quem está mais desprotegido.
A defesa da redução da maioridade penal parte da premissa de que os adolescentes são os maiores responsáveis pela violência no Brasil. A realidade indica exatamente o contrário: são os adolescentes e jovens as principais vítimas da violência. A maioria dos que cometem os crimes mais violentos já ultrapassou essa faixa etária. Conforme o pesquisador Julio Jacobo afirma no Mapa da Violência 2012, as causas externas de mortalidade de crianças e adolescentes no Brasil cresceram de forma assustadora nas últimas décadas. Representavam 6,7% do total de óbitos em 1980. Passaram a 26,5%, em 2010. Os homicídios representam 22,5% do total de mortes por causas externas nessa faixa etária.
Criminalizar os adolescentes, portanto, mascara a realidade de uma nação que não tem sido capaz de salvar suas crianças e jovens da morte. A PEC 171 é uma tentativa de responsabilizar uma parcela deles por essa realidade. Não é verdade. Menos de 1% dos atentados contra a vida no Brasil são cometidos por adolescentes – apenas 0,013% dessa parcela da população. Isso significa que não são eles os principais responsáveis pelo absurdo número de mortes violentas. Significa que nossa prioridade deveria ser analisar mais profundamente as questões de segurança pública e cultura para transformar essa realidade.
Não me parece razoável que os parlamentares de hoje ainda acreditem que a legislação penal por si só resolva todos os problemas da criminalidade no Brasil, muito menos que essa seja uma abordagem correta da nossa juventude. É preciso implementar plenamente a Lei 12.594/2012, que constitui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, e traçar estratégias para a redução da violência, observando um conjunto de medidas necessárias no âmbito da segurança pública, educação e cultura. Devemos assegurar aos adolescentes brasileiros a possibilidade de se engajar em projetos de vida baseados nos valores da solidariedade e do respeito mútuo, em que eles possam contribuir com a sociedade e estejam livres da violência.
Se é moralmente inaceitável um pai abandonar seus filhos, é antiético uma nação desistir de sua infância e juventude.
- Não se deve levar a sério o mesmo blá-blá-blá que usa dados que não são dignos da menor credibilidade, principalmente partindo de alguém que já fez parte de um governo que é filiada a um partido que está há mais de uma década governando a republiqueta, paraíso da impunidade, e nada fez para melhorar o que ela acusa de mazelas responsáveis pela violência e pelas péssimas condições do sistema carcerário e, agora, defende os “direitos” da bandidagem menor que diz estar contido na Constituição “Cidadã”, diga-se de passagem, outra falácia, em detrimento dos direitos do cidadão de bem, especialmente, o de ir e vir, de viver no país em que as instituições garantam a paz social através de mecanismos punitivos e o direito maior, o da VIDA que pelo visto, a distinta “humanista” não preza!
AGORA, VEJAMOS A OPINIÃO DOS “FASCISTAS”, “COXINHAS”,  “CONSERVADORES”, “INSENSÍVEIS”, “REACIONÁRIOS”, “CRUÉIS”, “DESALMADOS” E “INCONSEQUENTES” E TODAS AS BABOSEIS COM QUE OS “ILUMINADOS” ADJETIVAM OS QUE NÃO VIVEM NO MUNDO DA FANTASIA E NÃO  BANCAM VACA DE PRESÉPIO NEM POSAM DE “POLITICAMENTE CORRETOS”:
MENORES DE 18 ANOS NÃO SABEM O QUE FAZEM?
Sou a favor da redução da maioridade penal. Não considero adolescentes os jovens de 16 a 18 anos
E por não saberem o que fazem, não podem ser presos, mesmo quando matam a tiros por motivo torpe, por um celular, um par de tênis, uma bicicleta, uma bolsa ou um carro. Eles sabem manejar uma arma, sabem dirigir, podem votar, transam, fazem filhos, não se sentem mais na obrigação de obedecer aos pais. Mas não sabem que tirar uma vida deixa crianças órfãs e pais destruídos. Você acredita nisso?
Pela lei brasileira, eles são inimputáveis. Mesmo após um crime hediondo, os menores não podem ser responsabilizados pela Justiça. Sua ficha policial continua em branco. Alguns irão para um reformatório e logo serão soltos. Podem aterrorizar famílias nas praias, ônibus, metrôs, podem estuprar, matar a namorada por ciúme. E continuam com ficha limpa. Por isso assumem a culpa por crimes cometidos por maiores. Os menores são os cúmplices ideais. São os “laranjas” dos chefões.
Pela primeira vez, o debate sobre a redução da maioridade penal se torna legítimo no Congresso. O ministro do STF Marco Aurélio Mello acha que o limite mínimo de 18 anos para a responsabilidade criminal não é cláusula pétrea da Constituição. A idade pode ser reduzida pelo Congresso por emenda. Essa é uma boa notícia porque o debate passa a ser às claras.
Questões comportamentais – como a adoção de crianças por homossexuais, a descriminalização da maconha, o ensino da religião nas escolas, o desarmamento, o direito ao aborto – se beneficiam da discussão no Congresso e na sociedade. Os hábitos mudam. Com o debate e exemplos de fora, é possível até mudar uma convicção. Na Grã-Bretanha, a maioridade penal é de 10 anos, na Alemanha é 14. Menores assassinos não são “apreendidos”, e sim julgados.
Sou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos. Por uma razão de senso comum, nada a ver com ideologia ou “vingança”: não enxergo os de 16 a 18 anos como adolescentes. Não vem ao caso se são pobres ou ricos, se foram à escola ou não, eles são jovens adultos e devem pagar por seus atos como os maiores. Se os pais são criticados quando os infantilizam, a lei também não deveria. Passar a mão na cabeça, tratá-los como incapazes de discernir o certo do errado nem faz jus às “competências” da rapaziada de 16 anos. Eles detestam ser tratados como criancinhas. Quando convém.
Mas discordo da “bancada da bala” e da “bancada evangélica”. O principal argumento deles é: com a redução para 16 anos, cairá a criminalidade. Não dá para acreditar nisso. Estima-se que 1% dos homicídios são cometidos por menores no Brasil. Sei lá se é verdade, porque nossas estatísticas são muito falhas. Mas os 53 mil assassinatos anuais não mudarão quase nada por causa dessa lei.
Os deputados pró-redução afirmam que os traficantes de drogas deixarão de aliciar os menores de 18 anos. Há resposta pronta para isso: os bandidos passarão a mirar nos de 15 anos, e não de 16. É verdade. Mudará algo no fim? Talvez. Os que já têm 16 anos, sem perspectivas e fora da alçada da família, são as maiores vítimas. A vida não tem valor para eles. Não é assim em países mais pobres – e mais rigorosos – que o nosso.
Quem prefere deixar a lei intacta diz que “a direita” quer encarcerar todos os menores que, sem ensino fundamental, saem matando. E que as prisões brasileiras não melhoram ninguém, são depósitos de indignidade e escolas do crime. Certo. Nossos presídios são medievais e a superlotação é a mais branda das violações de direitos humanos. Mas por que nenhum deputado grita a favor dos jovens de 18 anos? No dia em que faz 18, ele pode então entrar no inferno? Já é “de maior”, deixa de ser “jovem”?
Os presídios deveriam se transformar em centros de ressocialização para qualquer idade. Deveriam mostrar que o crime não compensa e que o conhecimento e o trabalho enobrecem. Os reformatórios juvenis brasileiros talvez sejam, em muitos aspectos, piores que as prisões.
Dizer, como o advogado Marcos Fuchs, de 51 anos, da ONG Conectas, ***que a redução da maioridade penal colocaria adolescentes num ambiente prisional controlado por criminosos é ignorar nossa realidade. Eles já nascem e crescem em ambientes controlados por criminosos. Fuchs afirmou que, com essa lei, o Brasil iria contra a resolução da ONU que protege os adolescentes. Em que lugar – dentro ou fora de cadeia – o Brasil protege os adolescentes? Ou os bebês, as crianças e suas mães? Trabalho escravo, prostituição infantil, a lista é extensa e vergonhosa.
Só a educação universal e de qualidade pode transformar a vida dos brasileiros de todas as idades. Só assim reduziremos a apavorante criminalidade. Junto com saneamento, postos de saúde, crédito para microempreendedores, ginásios esportivos.
Essa lei mudaria tudo? Claro que não. Manter a maioridade penal de 18 anos protegeria os menores carentes? Claro que não. Talvez fiquem mais protegidos em “presídios educativos” do que abandonados pelos pais, pelos deputados e pelo Estado nas ruas. Nossa pátria não é mãe gentil.
RUTH DE AQUINO
MENOR INFRATOR NÃO É COITADINHO, É BANDIDO QUE NÃO DÁ VALOR A VIDA
Marisa Rita Riello Deppman
Especial para o UOL
Antes que me crucifiquem pelo meu posicionamento, quero deixar bem claro o que penso. Sou a favor da redução da maioridade penal em certas circunstâncias. Como sempre digo quando sou questionada sobre o tema, há crimes e crimes.
Crimes hediondos (Lei 8.072/1990) praticados por menores devem sim ter a maioridade penal reduzida sem limite de idade. Já os crimes de menor potencial ofensivo, como furto simples, dirigir sem habilitação, pichar muros ou casas, porte de drogas etc. devem ser apenados pelo disposto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Sou a favor de que o menor que comete o crime hediondo cumpra sua pena em uma unidade de maior segurança dentro da Fundação Casa até os 18 anos de idade - para que continue a ter acompanhamento de todo aparato que ela oferece - e só então seja transferido para o sistema prisional comum.
O que não posso concordar é com a postura daqueles que são contra a redução alegando, em suma, que os menores são "coitadinhos", vítimas sociais de um sistema que não lhes permite se conduzir de outra forma.
Eu gostaria de saber desde quando pobreza, desajustes familiares e falta de assiduidade escolar são justificativas para alguém sair na rua e matar, com requintes de crueldade, um ser humano.
Já ficou comprovado, em brilhante artigo do jornalista Leandro Narloch, que 12,5% dos homicídios praticados no Brasil são cometidos
por menores infratores. Conforme o mapa da violência de 2012, tivemos 56.337 homicídios no Brasil, o que nos leva ao número estarrecedor de 7.042 mortes praticadas por menores bandidos.
Será que eles são tão "coitadinhos" assim, ou os pobres coitados somos nós, a sociedade que está a mercê dessa bandidagem mirim que nos aterroriza e inferniza, nos fazendo viver entre grades e com muito medo.
Outra falácia repetida como verdadeira é o índice de reincidência do bandido menor. Em pesquisa divulgada no site do CNJ (10/04/2012), temos no Brasil uma taxa de 43,3%, ressaltando a pesquisa que: "além da recorrência dos atos infracionais contra o patrimônio cometidos pelos reincidentes, constata-se que a ocorrência de homicídio na reiteração da prática infracional foi aproximadamente três vezes superior à primeira internação, aumentando de 3% para 10% dos casos em âmbito nacional.
Desta forma, não resta a menor dúvida que o jovem infrator ao se deparar com o impune ECA, vai se aprimorando na prática criminal, e entre entradas e saídas das internações, torna-se um bandido cada vez mais cruel e perigoso.
O partido que está no poder se diz radicalmente contra a redução da maioridade penal. Nosso ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, já disse em diversas ocasiões que "se tivesse que cumprir pena nas nossas prisões preferia morrer$escape.getQuote().Ou ainda: "As condições do sistema prisional brasileiro são péssimas.$escape.getQuote().E também: "Colocar um adolescente preso com adulto só vai agravar o problema."
Mas, ao mesmo tempo, a Fupen (Fundo Penitenciário), órgão subordinado ao Ministério da Justiça, em 2011, de um total de verbas de R$ 269 milhões, contingenciou 65,4% para fazer superavit primário – isto é, para colaborar com os descalabros econômicos do governo federal. Então, se o ministério não faz sua lição de casa de investir nas melhorias dos presídios, porque nós sociedade temos que pagar o preço de conviver diariamente com o banditismo juvenil?
Eles não podem ser mandados para as cadeias, mas nós, cidadãos de bem, temos que entregar nossos bens, nossos filhos, nossas vidas a eles. Quem fez essa justiça?
Isso, sem falar no nosso ministro da Defesa, Jacques Wagner, que não combate de forma efetiva a entrada de drogas e armas no nosso país. Drogas que abastecem as "biqueiras" do tráfico e armas que vão parar nas mãos desses menores assassinos, que nos tiram a vida como quem compra pão na padaria. Um verdadeiro descalabro social. Até quando?
"DIREITO DOS MANOS"
Não posso deixar de falar da cereja do bolo, os direitos humanos – ou melhor, "direito dos manos". Direitos para quem? Posso garantir, pois vivo o problema, que não é para as vítimas e seus familiares.
A parcialidade de atuação dos direitos (dito) humanos é tão descarada que enoja. Passar a mão na cabeça desses bandidinhos em nada contribui para diminuir a criminalidade mirim –pelo contrário, só aumenta.
Já passou da hora dos direitos humanos verem os menores infratores como eles verdadeiramente são: bandidos que não dão o menor valor a vida das pessoas de bem. Eles matam pelo simples prazer de matar, sem um pingo de dó ou piedade de quem quer que seja. Fazem atos atos abjetos e desprezíveis, como queimar uma pessoa viva e executar com um tiro na cabeça. São verdadeiros canalhas.
O leniente ECA, com suas medidas punitivas frouxas e ignóbeis, está transformando os menores em bandidos tão ou mais cruéis que os maiores, que sabem o que fazem, e o fazem pela plena certeza da impunidade.
Os bandidos juvenis têm discernimento para entender o ato que praticam e coragem suficiente para matar o infeliz que se opuser contra eles. Já que as medidas socioeducativas do ECA já não atendem mais os anseios da sociedade, só nos resta pedir a redução da maioridade penal já.
- Também sou da mesma teoria da articulista, estou me lixando se a maioridade penal será de 8 ou 80 anos, já cansei de dizer neste blog fuleiro “facista, reacionário, conservador, coxinha”, vagabundo ainda feto rompeu a placenta na barriga mãe, do cordão umbilical fez uma tereza, fugiu e praticou crime hediondo responde como adulto, simples assim!
- A propósito, outro papo enfadonho que me enoja vindo dos “iluminados” é que “a sociedade é culpada que criou estes monstros”. Ora, me incluam fora desta, pois não sonego imposto, nunca governei isto aqui que chamam de país, nunca legislei, de há muito anulo meu voto por não encontrar ninguém a altura de me representar junto a republiqueta, nunca participei de Mensalão nem de Petrolão, nunca fui magistrado, consequentemente jamais passei a mão pela cabeça de bandidos aplicando penas frouxas, não sou culpado nem por ter nascido brasileiro, já que foi minha mãe que pariu, portanto não criei porra de monstro nenhum e o máximo que poderei ser é a próxima caça desta escória acobertada pelos três podres Poderes!
MITO: “OS ADOLESCENTES COMETEM MENOS DE 1% DOS DOMICÍDIOS DO BRASIL E SÃO 36% DAS VÍTIMAS”.
Ainda não sei qual é a minha posição sobre a redução da maioridade penal. Concordo que há um problema de impunidade de adolescentes violentos, mas o projeto parece mais uma manifestação do mesmo populismo penal que motivou a lei do feminicídio. O que eu sei é que os dois lados da discussão precisam ter mais cuidado com os números e argumentos que apresentam.
Nas últimas semanas, o Globo, a Folha de S. Paulo, o Diário de S. Paulo, a revista Exame, o portal Terra, a edição impressa de Veja e quase todas as ONGs e políticos contrários à redução disseram que menos de 1% dos homicídios no Brasil são cometidos por adolescentes. A Folha reproduziu o dado num editorial e em pelo menos dois artigos, de Vladimir Safatle e Ricardo Melo.
Havia razão para publicar a porcentagem, pois ela parecia vir de órgãos de peso – o Ministério da Justiça e o Unicef. Acontece que a estatística do 1% de crimes cometidos por adolescentes simplesmente não existe. Todas as instituições que jornais e revistas citam como fonte negam tê-la produzido.
O MITO DO 1%
Numa nota contra a redução da maioridade, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) reproduziu a estimativa e deu a Secretaria de Direitos Humanos como referência. Mas a Secretaria de Direitos Humanos diz que nunca produziu uma pesquisa com aqueles dados.
O Congresso em Foco, hospedado pelo UOL, afirma que “segundo o Ministério da Justiça, menores cometem menos de 1% dos crimes no país”. Um punhado de deputados e sites do PT diz a mesma coisa. Mas basta um telefonema para descobrir que o Ministério da Justiça tampouco registra dados de faixa etária de assassinos. “Devem ter se baseado na pesquisa do Unicef”, me disse um assessor de imprensa do ministério.
Seria então o Unicef a fonte da estimativa? Uma reportagem do Globo de semana passada parece resolver o mistério: “Unicef estima em 1% os homicídios cometidos por menores no Brasil”. Mas o Unicef também nega a autoria dos dados. Fiquei dois dias insistindo com o órgão para saber como chegaram ao valor, até a assessora de imprensa admitir que “esse número de 1% não é nosso, é do Globo”. Na reportagem, o próprio técnico do Unicef, Mário Volpi, admite que a informação não existe. “Hoje ninguém sabe quantos homicídios são praticados por esse jovem de 16 ou 17 anos que é alvo da PEC.” Sabe-se lá o motivo, o Globo preferiu ignorar a falta de dados e repetir a ladainha do 1%. O estranho é que o Unicef não emitiu notas à imprensa desmentindo a informação.
Também fui atrás da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, mas nada: o governo paulista não produz estimativas de faixa etária de assassinos, somente de vítimas. Governos estaduais são geralmente a fonte primária de relatórios sobre violência publicados por ONGs e instituições federais. Se o estado com maior número absoluto de assassinatos no Brasil não tem o número, é difícil acreditar que ele exista. Resumindo: está todo mundo citando uma pesquisa fantasma.
Na verdade, uma estatística parecida até existiu há mais de uma década. Em 2004, um pesquisador da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo lançou um estudo afirmando que menores de idade eram responsáveis por 0,97% dos homicídios e 1,5% dos roubos. Foi assim que nasceu a lenda do 1% de crimes cometidos por adolescentes.
Mas a pesquisa de 2004 tropeçou num erro graúdo. Os técnicos calcularam a porcentagem de crimes de menores em relação ao total de homicídios, e não ao total de homicídios esclarecidos. Sem ligar para o fato de que em 90% dos assassinatos a identidade dos agressores não é revelada, pois a polícia não consegue esclarecer os crimes.
Imagine que, de cada 100 homicídios no Brasil, apenas oito são esclarecidos, e que desses oito um foi cometido por adolescentes. Seria um absurdo concluir que apenas um em cada cem homicídios foi praticado por adolescentes. Um estatístico cuidadoso diria que menores foram culpados por um em cada oito crimes esclarecidos (ou 12,5%).
Adotando esse método, os números brasileiros se aproximariam dos de outros países. Nos Estados Unidos, menores praticaram 7% dos homicídios de 2012. No Canadá, 11%. Na Inglaterra, 18% dos crimes violentos (homicídio, tentativa de homicídio, assalto e estupro)
vieram de pessoas entre 10 e 17 anos. Tem algo errado ou os adolescentes brasileiros são os mais pacatos do mundo?
Sim, tem algo errado: a estatística.
O MITO DOS 36%
Há ainda outro malabarismo. Pesquisas sobre causas de morte de adolescentes mostram que, dos jovens que não morreram de causas naturais, 36% foram assassinados. Muita gente está usando essa porcentagem para uma afirmação bem diferente: a de que os adolescentes são 36% das vítimas de homicídio no país. Tiraram a porcentagem de uma frase e a colocaram em outra. O número real é bem menor. Em São Paulo, jovens entre 15 e 19 anos são 9% das vítimas. Se dividirmos em partes iguais, os mortos com 15 a 17 anos são 5,4% do total.
Até mesmo o Unicef concorda com o número mais modesto. A entidade diz que 33 mil brasileiros entre 12 e 18 anos foram assassinados entre 2006 e 2012. O total de homicídios nesse período foi de 350 mil, segundo o Mapa da Violência. Dá 9% de menores de idade no total de vítimas. É estranho ver o Unodc, também da ONU, repetir o mito de que 36% das vítimas de homicídio são adolescentes. É a ONU contradizendo a própria ONU.
A FALHA DO ARGUMENTO
Alguém pode dizer que o número de jovens homicidas continua baixo. Mesmo se for 1% ou 10%, a redução da maioridade não resolveria muita coisa. Acontece que os brasileiros entre 15 e 18 anos são, segundo o IBGE, 8% da população. Afirmar que adolescentes respondem por uma pequena parte dos crimes faz parecer que eles não são culpados pela violência do país, quando provavelmente são tão ou um pouco mais violentos que a média dos cidadãos.
Não há aí nenhuma novidade. Quem já passou pela adolescência sabe que essa é a época da vida em que mais nos sujeitamos a brigas, perigos e transgressões. Não é preciso ser um grande estudioso do comportamento humano para concluir que a juventude é a época de fazer tolice.
Além disso, a estatística compara uma faixa etária muito estreita – jovens entre 15 e 17 anos – com uma muito ampla – qualquer adulto com mais de 18 anos. É claro que o segundo grupo vai ficar com o maior pedaço. Mas se confrontarmos faixas etárias equivalentes, a violência é similar. Brasileiros entre 35 e 37 anos também são responsáveis por uma pequena porcentagem de assassinatos. Deveríamos deixar de condená-los, já que a prisão deles não resolveria o problema de violência no Brasil? Não, claro que não.
Os opositores da redução da maioridade penal ainda têm uma boa lista de razões para lutar contra o projeto de lei. Argumentos não faltam. O que falta é cuidado com os números.
@lnarloch
Atualização: depois da publicação deste post, fui procurado por Tulio Kahn, autor da pesquisa de 2004 da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Ele me esclareceu que foi a reportagem da Folha que chegou ao número de menos de 1% de crimes, cometendo o erro que descrevi acima. Segundo Kahn, em seus dados originais, os homicídios cometidos por adolescentes seriam 3,3% do total de homicídios esclarecidos. 
Jornalista Leandro Nalock
- São nestes dados “confiabilíssimos” que os iluminados se basseiam!
- Com a palavra o “sensacionalista” repórter Marcelo Rezende:

OUTRAS PARA OS ILUMINADOS DEFENSORES DA BANDIDAGEM MENOR
- E qual foi a punição “drástica” para a escória estupradora, a transferência para outro colégio, onde irão encontrar outra presa fácil!
- E cadê os “direitos humanos” da criança de 13 anos, heins, seus hipócritas?!
JOVEM MATA NAMORADA DE 12 ANOS POR CIÚMES, DIZ POLÍCIA NO AMAZONAS
Adolescente de 14 anos deu tiro na cabeça de menina, segundo polícia.
Após crime, populares chegaram a agredir jovem suspeito.
JOVEM SUSPEITO DE ESFAQUEAR 2 NO DF AMEAÇOU COLEGA: 'NÃO PASSA DE HOJE'
O jovem de 15 anos que esfaqueou duas pessoas para tentar roubar celulares nesta sexta-feira (22) no Distrito Federal ameaçou uma adolescente de 14 anos, dentro da própria escola e com uma faca ainda maior. Segundo a titular da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA I), Alessandra Lacerda, o jovem disse que a colega "não passaria de hoje".
"Ele disse que ia arrancar a cabeça dela porque ela teria intermediado, junto com a ex-namorada dele com um menino, para que essa ex-namorada começasse outro relacionamento", diz Alessandra (veja vídeo acima). A faca de cozinha tem 25 centímetros de comprimento e estava na mochila do jovem, que estuda em um colégio na Asa Sul.
...
- Quero ver estes “progressistas” fazerem seus discursinhos “humanistas”, tete-à-tete, olho no olho, pra as famílias destas vítimas ou para as próprias vítimas!

POR FIM, COMO SE NÃO BASTASSEM AS PESQUISAS FALSAS USADAS PELOS “ILUMINADOS PROGRESSISTAS” AÍ VAI OUTRO FATO QUE DESMORALIZADA OUTRO ARGUMENTO DE QUE AS PRISÕES SÃO PIORES DO QUE OS EDUCANDÁRIOS E, PORTANTO, A BANDIDAGEM MENOR SAÍRIA PIOR DO QUE ENTROU, COMO SE FOSSE POSSÍVEL!
MENORES USAM REGRAS DO PCC PARA DOMINAR 'CADEIAS’ DA FUNDAÇÃO CASA
Adolescentes reproduzem hierarquia da facção criminosa e tomam controle das atividades diárias nas unidades