



A REPUBLIQUETA CONSTITUCIONALÍSSIMA E SEU FORO PRIVILEGIADOEm outubro de 2002, o nobre deputado Celso Russomanno, não sei qual partido atualmente é filiado, pois troca de agremiação como se toma um copo de água, armou um barraco no INCOR de São Paulo, segundo testemunhas andou chutando e quebrando porta, chamando funcionário público de filho da puta e a enfermeira de enfermeirazinha de merda, muito próprio do decoro dos nobres parlamentares brasileiros, por outro lado, segundo seu nobre advogado, tudo não passou de inverdades, incidente irrelevante, estava "defendendo o povo", como sempre, apenas a porta foi empenada e não houve agressão aos funcionários. Resultado, o barraco foi parar no respeitabilíssimo Egrégio STF, cujo julgamento da relevante demanda nacional durou, pasmem, exatamente de 14h30ms às 16h35ms em 04/11/2010, com dez ministros da mais alta Corte de Justiça discutindo se o nobre deputado teria quebrado a porta do hospital ou apenas empenado, devido ao foro privilegiado, carinhosamente chamado na republiqueta de “foro especial de prerrogativa de função”!
Bom, o desacato a servidor público, devido a celeridade da nossa maravilhosa Justiça, pra variar, prescreveu e o nobre deputado acabou inocentado pelo dano ao patrimônio público, por incrível que pareça, com justa razão já que o MP estadual falhou em não arrolar as testemunhas no processo para serem ouvidas em juízo, restando apenas seus depoimentos tomados na fase de inquérito policial, contrariando o devido processo legal.
O ponto alto do relevante barraco deputatal ficou por conta, pra variar, das intempestivas e incoerentes afirmações do nobre e eminente ministro Gilmar Mendes, senão vejamos: