terça-feira, janeiro 13, 2015






OPINIÃO DO DIA
Meu filho não vai mais ser biólogo, não estudará na Finlândia. Eu vou fazer o quê com o diploma dele?
Não me escrevam pedindo que eu tenha perdão no coração. Eu não tenho. Meu filho morreu à toa. Era um menino amoroso, estudioso. Eu e o pai dele sempre trabalhamos muito para que tivesse uma boa educação, algo que falta nesse país. Nossa missão é honrar o nome dele. E sempre que eu estiver com saudade, o que acontecerá 24 horas por dia, virei a esse ponto de ônibus. Seja a hora que for. Precisamos ter o direito de ficar num ponto sem ser assaltado. Deus largou meu menino aqui.  (senhora Mausy Schomake, mãe do jovem de 23 anos Alex Shomaker Bastos, vítima de latrocínio covarde, executado com seis tiros em Botafogo/Rio de Janeiro, em que uma das escórias disse para o outro “TERMINA O SERVIÇO”)

PENSAMENTO DO DIA
Não acredito que as autoridades vão fazer algo, mas estamos aqui seguindo o script de quem perdeu uma pessoa muito querida para a violência no Rio. Meu irmão jamais brigou na vida e não venham me dizer que reagiu e mereceu. Isso não existe. Agora, eu e meus irmãos temos de cuidar dos nossos pais, tentar fazê-los aceitar o inexplicável.
(Irmã de Alex, Olívia Bastos)
- Como se reagindo ou não, os vermes não executariam o jovem, tanto foi assim que, após levar os três tiros e já caído ao chão uma das escórias disse para a outra “termina o serviço”, portanto, nasceram, sim, pra matar, não importa se nós, as caças, reajamos ou não!
- A propósito, ontem, no jornal da Band um destes tais “especialistas” de plantão disse que, mais uma vez, não devemos reagir e qualquer movimento é interpretado como reação e os monstros atiram. Seria bom que a “humanitária” Secretaria Nacional de Segurança Pública ministrasse um curso de estátua para os cidadãos de bem pra não provocar nervosismo nos vermes, possibilitando que, pelo menos, possamos sobreviver!

NOSSA VIOLÊNCIA
Eu sou Alex, quando, com terror, vejo nossos filhos saindo e não sabendo se voltarão para casa. Seja na favela, seja no asfalto. Eu sou Alex, quando, com terror, vejo que crianças não nascem com livros nas mãos, mas armas e drogas, numa inutilização da vida. Eu sou Alex,
quando, com terror, vejo mais uma família ser despedaça da e um jovem promissor ir-se embora pela banalização do mal. Eu sou Alex, e me solidarizo com sua família e amigos, e com todas as famílias e amigos de tantos conterrâneos que foram mortos por urna guerra da
qual não queremos fazer parte, que só nos deixa mais pobres corno ser humanos. Estamos desamparados. (MARIA CRISTINA DUARTE OE FARIA – RIO – Cartas dos Leitores – O Globo – 12.01.2014)

Quando uma execução covarde nos surpreende, o noticiário levanta a hipótese de reação da vítima. Que atitude alguém numericamente inferiorizado e impactado pela surpresa pode ter capaz de ser classificada corno reação? Reação é uma polícia equipada e treinada invadir o covil desses bandidos, não uma vítima indefesa. Essa teoria justifica o bandido e municia a sua defesa. Bandidos são cruéis, covardes e sanguinários. É assim que devem ser vistos. A "assinatura" da reação parece receio de classificá-Ios dessa forma e precisa ser apagada com urgência. Ternos que reagir a isso. (JOÂO CARLOS VIEGAS FERNANDES - NITERÓI, RJ – Cartas dos Leitores – O Globo – 12.01.2014)

Sobre o assassinato do estudante Alex Schomaker Bastos, para o caso de os marginais serem presos: pelo menos um deles é "dímenor" (in)devidamente protegido pelo ECA, é fugitivo de penitenciária, aguarda  julgamento em liberdade ou talvez tenha sido beneficiado por indulto de Natal. Mas ambos, certamente, "são vítimas do sistema': Enquanto a lei não mudar, com penas mais severas, o quadro vai permanecer o mesmo.
(LUCIO FERREIRA ALVES – RIO – Cartas dos Leitores – O Globo – 12.01.2014)

- E, enquanto os familiares do jovem cremavam seu corpo para, posteriormente, cumprirem a sentença de prisão perpétua da dor pela perda de seu ente querido decretado por uma republiqueta sem lei, sem ordem, sei autoridade, mas cheio de “iluminados humanitários”...

Os sobreviventes também padeciam, seja
No Corcorvado, quem abre os braços sou eu...
Nas praias e no Teatro Municipal, também!

E nas favelas, também!
- Resumo da ópera bufa, você, cidadão de bem, não pode ir à praia, ir ao teatro , nem ficar em casa porque a republiqueta está entregue à bandidagem, com suas regalias e prerrogativas garantidas pelo bizarro ordenamento jurídico e o inacreditável Poder Judiciário do país da Constituição “Cidadã”!

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