segunda-feira, janeiro 12, 2015






JORVEM DE 23 ANOS COM UMA VIDA PROMISSORA PELA FRENTE ÉMAIS UM PARA AS ESTATÍSTICAS
- Depois de abatido com três tiros, segundo testemunha, uma escória disse para a outra: “Termina o serviço” (http://oglobo.globo.com/rio/policia-solicita-imagens-de-cameras-para-tentar-identificar-assassinos-de-estudante-em-botafogo-15004351) e o subproduto de excremento de hiena desferiu-lhe mais três tiros!
O PERIGO DE ESTUDAR NO RIO
Um grupo de alunas da Escola de Serviço Social foi assaltado em frente ao campus da UFRJ na Praia Vermelha, na Urca. Cinco ladrões encurralaram as estudantes e levaram o cordão de ouro de uma delas. Saíram de cena andando tranquilamente, como se nada tivesse acontecido. O crime, ocorrido em setembro do ano passado, é extremamente corriqueiro nos arredores de universidades e escolas do Rio, e, como não houve morto ou ferido, ninguém deu bola. Uma lástima. Houvesse devida atenção a essas ocorrências “banais”, desgraças como as de quinta-feira não precisariam ter acontecido. Depois que Alex Schomaker Bastos, de 24 anos, foi morto ao sair do mesmo campus da UFRJ, presume-se que haverá mais policiamento no entorno da faculdade. Por algumas semanas.
Assaltos perto de instituições de ensino deveriam ter uma estatística própria. Só assim as autoridades de segurança pública entenderiam a gravidade desse quadro. E aí, quem sabe, patrulhariam melhor essas áreas. Assim, os estudantes não precisariam criar suas próprias estratégias para chegar em casa sãos e salvos, como deixar o campus em grupo, andar com spray de pimenta no chaveiro do carro ou reduzir ao máximo a quantidade de gadgets, joias e qualquer outro objeto de valor no caminho de ida e volta para as aulas.
O problema é antigo. Os ladrões são atraídos pela movimentação de gente jovem carregando bolsas e mochilas, andando de tênis e smartphones para cima e para baixo. Quando eu pegava o 157 para ir embora do Colégio Andrews (na época ficava na Praia de Botafogo), havia dois pivetes conhecidos de todos os colegas desta e de outras escolas por onde o ônibus passava. Só os PMs não sacavam. Os caras subiam no coletivo em pontos aleatórios e faziam a limpa. Eu ficava sempre na porta de saída. Eles entravam por um lado, eu descia pelo outro. Fazia o resto do caminho andando, para não gastar mais dinheiro com passagem.
Os alunos de diferentes campus da UFF, em Niterói, são alvo costumeiro de bandidos, assim como quem estuda no perigoso campus da UFRJ na Ilha do Fundão, na Estácio de Sá do Rio Comprido, nas muitas escolas de Botafogo e por aí vai. Em outubro do ano passado, uma estudante quase foi estuprada ao sair da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica. No ano anterior, os alunos já haviam criado uma página no Facebook para denunciar os crimes por lá.
Toda essa situação prejudica, e muito, a vida acadêmica dessas pessoas. “Segurança é fator primário para estabelecer o equilíbrio do nosso cérebro; a falta de segurança social desestabiliza os processos emocionais. A preocupação promove déficit de atenção, o foco do estudante deixa de ser o conteúdo acadêmico. Ele fica em sala de aula se perguntando se vai chegar inteiro em casa”, explica a psicopedagoga Marta Relvas, autora do livro “Neurociência e educação” e professora das universidades Candido Mendes e Estácio de Sá. “Meus alunos do turno da noite, que acaba às 23h, volta e meia pedem para eu terminar a aula às 22h30. Ficam preocupados com a volta para casa. Eles se sentem vulneráveis”, conta a especialista.
Por volta das 21h de quinta-feira, Alex Schomaker Bastos, estudante de biologia, estava perto de um ponto de ônibus na Rua General Severiano, em frente ao campus local da UFRJ, quando foi abordado por dois ladrões, armados, numa moto. Levou cinco tiros. Foi atendido por uma equipe do Hospital Rocha Maia, a 200 metros dali, mas encaminhado ao Miguel Couto, na Gávea, onde morreu. Era ótimo aluno, ia se formar nesta segunda-feira, queria fazer mestrado...
A tragédia chocou os internautas que formam no Facebook um grupo de estudantes da Escola de Comunicação da UFRJ. “Passei na hora que aconteceu! Ele ainda tava consciente, tentando andar pra sentar no meio fio. Meu Deus....”, escreveu uma aluna no site. “Uma boa hora pra gente se mobilizar e pedir policiamento no entrono do campus. Assalto e assédio sexual já eram frequentes, agora assalto seguido de morte? Um absurdo, cara! Absurdo! Que ele descanse! Muita luz pra essa família!”, publicou outro.
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Parece piada, mas é a triste realidade carioca. Nesta sexta-feira, por volta das 15h, perto de onde Alex foi alvejado, oito ladrões roubaram o celular de uma senhora, mas perderam o objeto do roubo depois de perseguidos por um grupo de moradores.
Depoimento testemunhas
NOSSA VIOLÊNCIA
“O Brasil (assim como o resto do mundo) chora pelos mortos no atentado terrorista ao jornal "Charlie Hebdo" na França. De janeiro a  setembro de 2013, foram 14 homicídios por dia no Estado do Rio de Janeiro. Em agosto-de 2013, houve 406 homicídios dolosos (quando existe a intenção de matar) no RJ, numa média de 13 homicídios por dia. "Eu sou Alex Schomaker Bastos:'
(FERNANDO DUARTE GOMES CANCELA – RIO – Carta dos Leitores – O Globo – 10.01.2014

“Mais outro jovem tem sua vida roubada. Seu crime era pertencer à classe dos que acreditam na força própria para vencer. Foi tirado de sua família, de seus amigos, pela força boçal e covarde de alguém que não merece o status de humano. A cada dia vivo mais aprisionado ao medo.
Matar virou brincadeira. Os bandidos matam e não podemos nos defender.
A sociedade precisa discutir prisão perpétua e regalias aos presos, cuja
alimentação é muito melhor do que as merendas oferecidas aos alunos das escolas públicas. Vamos parar de brincar com a vida e agir, para nosso futuro não ficar mais sombrio.”
(MARCELO SALDANHA – RIO – Carta dos Leitores – O Globo – 10.01.2014)
- E por falar na alimentação, meu caro leitor, veja esta e acredite se quiser:
- Ouvi dizer que a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos pediu providências urgentes ao direito do Sistema Penitenciário de lá no sentido de contratar o chef José Hugo Celidônio, mas os “injustiçados” recusaram, preferem o Alex Atala que é mais contemporâneo!
- E no dia em que o corpo do jovem, cuja família está condenada a prisão perpétua da dor da perda de seu ente estava sendo velado...
DIREITOS DAS VÍTIMAS E INDIFERENÇA DOS OUTROS
Por Frederico Vasconcelos
27/04/14 08:41
Sob o título “Apontamentos sobre direitos das vítimas no Brasil”, o texto a seguir é de autoria do juiz e poeta gaúcho Jorge Adelar Finatto. Foi publicado originalmente em seu blog “O Fazedor de Auroras”. (*)
A vítima, no Brasil, é aquela pessoa a quem coisas ruins acontecem ou por culpa dela ou por força do destino, ao contrário dos que ainda não caíram e que se julgam protegidos no interior de uma cápsula indevassável.
A vítima tem direito de saber que dificilmente será tratada como merece pelo Estado e pela sociedade, porque há poucos recursos disponíveis para dar-lhe a necessária atenção. O tempo é curto e a vida continua. No caso, a vida dos outros.
A vítima tem direito de ficar só com seu sofrimento.
A vítima tem o inalienável direito de respeitar, até o fim de seus dias, os direitos humanos de seu carrasco.
A vítima tem direito de ser informada que os presídios estão superlotados, não há mais vagas para quem comete crimes.
A vítima, real ou potencial, tem direito de viver aprisionada dentro de si e de sua casa, enquanto os criminosos andam soltos, sabendo que, agora ou num futuro próximo, farão outras vítimas.
A vítima tem direito de entender que aquilo que levou uma vida inteira para construir pode ser destruído em poucos segundos por alguém que não está nem aí para ela e sua família.
A vítima tem todo o direito de fazer um resumo do que lhe aconteceu, desde que evite detalhes desagradáveis  e, principalmente, controle sua emoção, porque as pessoas em geral, e autoridades em particular, têm um milhão de coisas para fazer e se chateiam com relatos emocionais. Às vezes, prefere-se acreditar que os fatos não aconteceram bem assim, ou são peças de ficção.
A vítima tem o indiscutível direito de carregar na alma o insuportável sentimento de invasão, impotência, fragilidade e tristeza pelo que passou.
A vítima tem direito de levar sozinha seu trauma pelo resto da vida, com poucos, raros seres humanos para dividir a angústia da violação sofrida.
A vítima tem também o direito de permanecer em silêncio para não importunar a indiferença dos outros.
A vítima tem direito de ouvir que seu caso não é o único e que, por isso, deve ter muita paciência. Dramas como o seu acontecem todos os dias. Seria até melhor poupar-se de falar contra a ineficiência dos públicos poderes.
A vítima tem o irrestrito direito de saber que o principal direito humano que lhe assiste é o recato na dor.
(Meu comentário quando da postagem deste magnífico artigo atualíssimo)
- A princípio pensei em grifar alguns tópicos, mas impossível destacar um em detrimento de outro e, acrescidos a mais três direitos que abaixo sugiro, estou pensando em colher assinaturas para ver se consigo incluí-los ao Art. 5° - DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAS da Constituição “Cidadã”:
A vítima tem o direito de levar um esporro das autoridades e “especialistas” caso reaja a algum roubo ou tentativa de latrocínio.
A vítima tem o direito de, em caso de reação bem sucedida, ao executar o seu algoz, responder por homicídio doloso, sendo condenado em regime fechando, sem direito a progressão de pena.
E, por fim, a vítima tem o direito de dar entrevista às TVs somente na penumbra, sem se identificar, para não constranger seu algoz, provocando-lhe um revide pelo qual o Estado brasileiro não se responsabilizará.

PÉROLA
Eu acho que isso (fixação de meta) só pode ser feito quando nós tivermos diagnósticos regionais e determinarmos a situação de políticas específicas. Neste momento, eu tenho que pactuar com os estados as políticas que vão ser feitas na área da Segurança Pública. (ministro da Justiça José Eduardo Cardozo - http://oglobo.globo.com/brasil/governo-descarta-debater-liberacao-das-drogas-diz-cardozo-15016285)
- Enquanto isso, também, os nobres guardiões da Constituição “Cidadã” do “humanitário” e venerando STF, em sua maioria, entenderam que o cumprimento integral em casos de crimes hediondos é “cruel e desumano” (HC 82959/SP que examinou a “constitucionalidade” do parágrafo 1°. do Art. 2°. Da Lei 8072/90); o não menos nobre e eminente desembargador do TJRJ Siro Darlan entende como “inútil e dispendioso” o encarceramento (Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/07/juiz-que-aceitou-habeas-corpus-de-manifestantes-critica-aprisionamento.html); o então sobre deputado Domingos Dutra (PT-MA), felizmente não reeleito, propôs projeto de lei para conceder aos presos “direito a banho quente em locais frios, cela com calefação, academia de ginástica, material de higiene pessoal como desodorante, xampu, condicionador, hidratante de pele e até camisinha, acesso a jornais, rádio, e TV a cabo e, não satisfeito, a criação do Dia do Encarcerado, a ser “comemorado” em 25 de junho (Fonte: http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/2012/12/20/deputado-quer-criar-a-cadeia-cinco-estrelas/): a nobre deputada deputada Rosane Ferreira (PV-PR), apresenta projeto de lei proibindo a exibição de imagens da bandidagem sendo presa, sob o argumento de que “essas cenas são exibidas pelas emissoras, embaladas em um manto de prestação de serviço público, explorando a imagem dos envolvidos atrás apenas de audiência, banalizando o crime.” (Fonte: http://outrocanal.blogfolha.uol.com.br/2014/10/18/exibir-imagem-de-camera-de-seguranca-pode-virar-crime/), impossibilitando que outras vítimas possam identificar seus algozes; e, pra fechar com chave de ouro, o Egrégio TJRJ baixa Resolução 33/2014, proibindo os juízes de plantões noturnas de decretar prisões preventivas e temporárias (Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/11/juizes-estao-impedidos-de-decretar-prisoes-depois-das-18h-no-rio.html)!
- Responda rápido, a quem estas respeitabilíssimas instituições com seus “sensíveis e humanitários” eminentes membros, custeadas pelos cidadãos de bem, representam?

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