segunda-feira, novembro 25, 2013










TRÁFICO RETOMA PELA PRIMEIRA VEZ ÁREA EM FAVELA COM UPP EM COMUNIDADE DE COPACABANA
Traficantes retomaram, pela primeira vez, uma área dentro de uma favela pacificada desde 2009. Há duas semanas, policiais da UPP do Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul, tentaram entrar na quinta e última estação do plano inclinado. Não conseguiram. Foram surpreendidos por oito homens com fuzis. Após 40 minutos de tiroteio, Thomas Rodrigues Martins, de 32 anos, apontado como traficante pela polícia, acabou morto. Ali é a fronteira entre o território dominado pelo Estado e a localidade conhecida como Vietnã. Segundo seis policiais ouvidos pelo EXTRA, com média de cinco anos na corporação e passagens por outras favelas pacificadas, a área — que equivale a 6% do terreno — voltou às mãos do tráfico. “O morro é deles”, reconheceu um policial, exagerando o poderio dos bandidos.
Por outro lado, o EXTRA constatou que 94% da favela contam com patrulhamento da PM. A Ladeira Saint Roman, que já foi conhecida como uma das maiores bocas de fumo da favela, tem viaturas em todos os seus acessos. Se há policiamento na parte baixa da comunidade, a equipe de reportagem foi orientada a retornar por um adolescente quando chegou à terceira estação do plano inclinado, por volta das 15h da última quarta-feira. O coronel Frederico Caldas, comandante das UPPs, diz desconhecer que haja um território dominado por criminosos na área.
Em seis dias, o EXTRA percorreu 14 comunidades pacificadas em todas as regiões da cidade, ouvindo 85 histórias contadas por policiais militares e 50 moradores. Nessas favelas, há outras 37 áreas mapeadas com histórico de confrontos com moradores ou policiais feridos e mortos neste ano. Se no Vietnã não há tiroteios entre policiais e bandidos porque os PMs nem chegam lá, nas demais áreas conflagradas a polícia ainda tenta evitar que criminosos delimitem seu território.
No Parque Proletário e Vila Cruzeiro, na Penha, há pelo menos três semanas bandidos estão, segundo PMs e moradores, tentando tomar de volta parte do território perdido com a pacificação. Há dez dias, houve dois confrontos num intervalo de 48 horas. No primeiro tiroteio, no dia 31 de outubro, policiais disseram ter sido surpreendidos por mais de 15 homens armados com fuzis na localidade da Vacaria, no Parque Proletário. Dois PMs ficaram feridos e um traficante morreu. Com ele, os policiais apreenderam um fuzil AK-47.
Dois dias depois, um policial morreu ao ser baleado num ataque organizado pelo tráfico na mesma área. De acordo com o relato dado por 20 PMs que atuam na região, não foi um caso isolado.
— Eles dão tiro de fuzil direto. A última coisa que isso aqui está é pacificado — disse um policial.
Na Macega, na Rocinha, a situação é semelhante. Segundo policiais, dia e noite, pelo menos dois traficantes com fuzis fazem a segurança da localidade, uma das maiores bocas de fumo da favela.
No Morro do São Carlos, os policiais dizem se sentir vigiados. Próximo a um contêiner da UPP, três jovens observavam os PMs.
— Meu irmão ganha R$ 150 para avisar quando os policiais estão por perto — admitiu uma moradora.
 ‘Vai embora, volta direto, não para’
Tarde da última quinta-feira. Encostados num barraco na região do Caratê, na Cidade de Deus, 15 homens conversam tranquilamente. Basta uma viatura da UPP chegar ao beco para o grupo sair correndo. A região mais humilde da favela é também a mais problemática: o tráfico se concentra ali, segundo os relatos de policiais e moradores.
Do outro da favela, nos Apartamentos, porém, há apenas pontos isolados de venda de drogas. Na Rua 1, quatro homens portavam radiotransmissor. Lá, frases de ódio aos militares estão pichadas num muro. Uma motorista de van orienta a equipe do EXTRA: “Vai embora, volta direto, não para para ninguém.”
Nas favelas de Manguinhos e Jacarezinho, os PMs dizem evitar pelo menos duas áreas: Coreia e Vasco Talibã. Nesses locais, contam, os criminosos circulam livremente e, a qualquer abordagem, moradores revidam, chegando a jogar garrafas nos policiais e viaturas.
No Morro dos Macacos, os policiais garantem que circulam por toda a favela. O risco maior é o ataque de traficantes na localidade da Rachadura.
— Não trocamos tiros. Recebemos — lamenta um soldado da UPP.
No vizinho São João, o Sampaio é apontado pela tropa como a pior área.
— Não é que a gente não possa entrar, mas não somos bem-vindos — ironiza o PM.
coronel Frederico Caldas, coordenador-geral das UPPs Foto: Bruno Gonzalez
‘Esses problemas são pontuais’
Entrevista com o coronel Frederico Caldas, coordenador-geral das UPPs
A política de proximidade fica comprometida com os últimos confrontos?
Isso é uma exceção. Não dá para generalizar e dizer que o processo de pacificação está sendo colocado à prova porque a gente está tendo problema no Alemão, Penha e Rocinha. Esses problemas são pontuais. Na maioria das UPPs, não temos um histórico de enfrentamento.
Os moradores do Parque Proletário contam que a UPP não foi mais à localidade da Vacaria após a morte de um policial. A pacificação está perdendo território lá?
A área passou a ser patrulhada pelo Bope. O policial foi morto porque ali havia policiais da UPP. Quanto maior a resistência (dos traficantes), maior a força (da ação policial). É o que está acontecendo na Vacaria, com a presença do Bope.
Há relatos de policiais dizendo que o fuzil engasgou nos confrontos no Parque Proletário.
Perguntei isso numa reunião com os comandantes das UPPs, na segunda-feira. Não temos qualquer relato assim. Mesmo assim, determinei que fosse feita vistoria nos fuzis.
QUADRILHA COM DEZ FUZIS NÃO DEIXA A PM ENTRAR NO VIETNÃ, PARTE ALTA DO PAVÃO-PAVÃOZINHO, PACIFICADO HÁ QUATRO ANOS
No último dia 6 de julho, Adauto do Nascimento Gonçalves, de 33 anos, o Pitbull, deixou o Instituto Penal Edgard Costa após receber o benefício de Visita Periódica ao Lar. Não voltou mais para a cadeia. Depois, foi visto na Favela do Dique, em São João de Meriti, onde se juntou a um grupo de dez bandidos armados de fuzis. Há cerca de um mês, a quadrilha chegou na Zona Sul e fez de seu quartel general o Vietnã, parte mais alta da favela do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, onde, há quatro anos, uma UPP foi instalada. PMs da unidade e moradores contaram ao EXTRA que não conseguem mais circular pelo local.
Pitbull nasceu no Pavão-Pavãozinho e chefiava o tráfico no morro até 2008, quando foi preso. Ele chegou à favela para reassumir o cargo após a prisão de Anderson Camilo Fortunato, de 29 anos, o Batoré, que ocupava o posto mais alto na hierarquia da quadrilha, no último dia 10 de outubro, numa casa de shows na Barra da Tijuca. O bandido é o principal alvo do inquérito da 13ª DP (Ipanema) que, há cinco meses, investiga o tráfico na favela e, agora busca identificar os outros integrantes do grupo.
Desde a chegada da quadrilha, dois tiroteios entre bandidos e PMs aconteceram na quinta e última estação do plano inclinado — local determinado pelos traficantes como fronteira do território do tráfico. No último confronto, dia 24, um morador identificado como Thomas Rodrigues Martins, de 32 anos, apontado como traficante por PMs, morreu. Oito bandidos com fuzis atiraram contra a polícia na ocasião.
Uma semana antes, quando quatro policiais chegavam à quinta estação para checar uma denúncia anônima de som alto dentro de um barraco, um grupo de seis bandidos abriu fogo. Os PMs fugiram e não houve feridos. Segundo informações da 13ª DP, Pitbull porta um fuzil, participou de ambos os tiroteios e saiu ferido do segundo confronto.
Por esse motivo, desde então, ele e seu bando não saíram mais do Vietnã, onde o bandido se recupera. Até o dia 24, entretanto, ele saía regularmente do Pavão para ir até a Baixada.
- Não adianta, com um inacreditável Poder Judiciário que temos, não há iniciativas de combate a violência ou política de Segurança Pública que sobreviva!
- E por falar em indulto concedido pelo inacreditável Poder Judiciário...


- Dá pra acreditar, o vagabundo, chefão do PCC, condenado e ainda respondendo por terror tocado em SP, o inacreditável Poder Judiciário lhe concede saidinha temporária, possivelmente no Dia da Criança!
- Ou melhor, dá pra acreditar, sim, num país onde a respeitabilíssima Suprema Corte de Justiça considera que:
“O CUMPRIMENTO DA PENA EM REGIME INTEGRAL, POR SER CRUEL E DESUMANO IMPORTA VIOLAÇÃO A ESSES PRECEITOS CONSTITUCIONAIS”
(brocardo lapidar e emblemático de autoria do nobre ministro “garantista” aposentado do STF EROS GRAU em seu voto vencedor no HC 82959/SP que examinou a “constitucionalidade” do parágrafo 1°. do Art. 2°. Da Lei 8072/90 que determinava o cumprimento da pena em regime fechado para crimes hediondos, JULGADO INCONSTITUCIONAL pela maioria dos nobres guardiões da Constituição “Cidadã”)
- Ah, já ia me esquecendo:
COMANDANTE DA UPP DA ROCINHA DIZ QUE TRÁFICO FATURA R$ 10 MILHÕES POR MÊS NA FAVELA
A presença de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) não foi capaz de diminuir os lucros do tráfico de drogas da Rocinha. Um ano e dois meses depois da implantação da UPP, traficantes movimentam R$ 10 milhões por mês na favela. A informação, levantada pelo setor de inteligência da unidade, foi revelada neste sábado pela comandante da UPP, major Pricilla Azevedo, em entrevista ao EXTRA. Em abril de 2011, antes da ocupação da favela pela polícia, um levantamento da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) apontou que a quadrilha movimentava R$ 8 milhões.
Segundo a major, uma ofensiva da polícia contra as bocas de fumo foi responsável pelos últimos tiroteios.
— A quadrilha fatura muito aqui e não quer perder esse montante. Informações do nosso setor de inteligência apontam para um faturamento de mais de R$ 10 milhões por mês, interno e externo — disse a oficial, que confirmou que bandidos armados de fuzis ainda circulam pela comunidade.
Pricilla também afirmou que a repercussão do caso Amarildo em meio aos moradores foi usada pelo tráfico para pôr em xeque a legitimidade da polícia. Segundo o Ministério Público, 25 PMs da UPP participaram da sessão de tortura seguida de morte de Amarildo.
— O marginal se aproveita de qualquer oportunidade para impor regras e mostrar para o morador que ainda tem poder. O que ampara as ações do tráfico é o medo que ele impõe e a consequência disso é o silêncio da comunidade. Isso pode ter diminuído o número de ações de repressão: a comunidade denunciou menos — afirmou.
Segundo o setor de inteligência da UPP, há bocas de fumo em todas as regiões da favela, inclusive no asfalto. A Via Ápia, rua mais movimentada da Rocinha, tem dois pontos de venda de droga em sua extensão.


- Agora, eu no lugar deste corajoso que exerce sua função com dignidade ligaria para o nobre juiz da Vara de Execuções Penais e propunha uma permuta, para que ele passasse a julgar a bandidagem do crime organizado!
- E não sobraria só pra o juiz, não:



- Pra facilitar a expansão, o Estado brasileiro bandido ainda permite que a bandidagem do PCC cumpra pena em outros os estados, num presídio carinhosamente chamado de “segurança máxima” onde entra de tudo como se viu na reportagem! Dá pra acreditar?!?!?!
TRAFICANTE QUE SERIA RESGATADO DO FÓRUM DE BANGU DISSE QUE BASTARAM TRÊS VISITAS AO LOCAL PARA ORGANIZAR PLANO DE FUGA
Três visitas ao Fórum de Bangu e o traficante Alexandre Bandeira de Melo, o Piolho, elaborou o plano: aproveitando-se da segurança, segundo ele, “fraca” do local no final do dia, ele seria resgatado da carceragem por seus comparsas que estão soltos. O bandido confirmou o planejamento para a fuga nessa sexta-feira, em depoimento no Complexo de Gericinó. A tentativa de resgate frustrada de Piolho, que terminou num tiroteio entre bandidos e policiais, está sendo apurada numa sindicância pela Secretaria de Administração Penitenciária. No episódio, uma criança de 8 anos e um PM morreram.
O traficante contou ainda que o combinado com os comparsas era retirá-lo da carceragem pela garagem do Fórum entre as 19h e 19h30m, momento em que, de acordo com o bandido, há menos policiais no prédio. Ele relatou que pretendia libertar todos os presos que estavam no local para que não ficasse caracterizado que era o alvo do resgate. Piolho não soube explicar porque os três bandidos entraram pela porta principal do fórum e antes do horário previsto.
A Divisão de Homicídios (DH) investiga ainda se o traficante Vanderlan Ramos da Silva, o Chocolate, que também estava na carceragem no momento da invasão, participou do plano. Em depoimento em Bangu, o traficante negou envolvimento. no episódio.
Piolho e Chocolate foram até o fórum após serem chamados pela advogada Adriana Godoy dos Santos Prado para serem testemunhas num processo de tráfico de drogas na Vila Vintém. Na hora em que eles seriam ouvidos, no entanto, Adriana desistiu de seus depoimentos. A DH investiga a informação de que uma advogada participou do plano para resgatar os traficantes. Adriana será chamada pela especializada para prestar depoimento. Procurada pelo EXTRA, a advogada não foi localizada.
A segurança do Fórum de Bangu não foi reforçada na quinta-feira. O Tribunal de Justiça do Rio disse que o patrulhamento foi montado de acordo com o que foi informado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio , que, de acordo com o tribunal, deve informar sobre a periculosidade dos réus e depoentes que são chamados. Já a Seap informou que quem conhece e a “periculosidade e particularidade” de cada inquérito são os juízes.
Quadrilha
Por volta das 17h45m da última quinta-feira, três bandidos armados entraram no Fórum de Bangu para resgatar Piolho e Chocolate. PMs e integrantes da segurança dos magistrados, no entanto, perceberam a ação e entraram em confronto com os bandidos dentro do prédio. O tiroteio se estendeu pela rua do fórum, a Doze de Dezembro, no momento em que os criminosos tentaram fugir do local. Em depoimento, Piolho disse que havia de dez a 15 homens de sua quadrilha participando da ação de resgate.O traficante Leandro Botelho, o Scooby, já foi identificado como um dos três homens que invadiram o Fórum. De acordo com o delegado Rivaldo Barbosa, da DH, o criminoso que coordenou a ação. Piolho era chefe do tráfico do Morro do Deizoito, em Água Santa, Zona Norte do Rio.
A Secretaria de Segurança do Rio já pediu a transferência de Piolho e Chocolate para presídios federais. O mesmo será feito com Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, um dos líderes da facção criminosa à qual pertencem os traficantes que tentaram fugir. Os três estão, por enquanto, na unidade de segurança máxima Bangu 1, em Gericinó. Também ouvido nessa sexta-feira na sindicância, Celsinho negou que tenha participado do plano de resgate dos traficantes.
O terceiro sargento Alexandre Rodrigues de Oliveira, um dos responsáveis pela segurança do fórum, acabou baleado no tórax e não resistiu. Já o primeiro-sargento Eduardo Gonçalves dos Santos, atingido no abdômen, está em estado grave. O menino Kayo da Silva Costa, de 8 anos, foi baleado na cabeça quando ia para o treino de futebol e também morreu.
Os bandidos usaram pelo menos dois carros na tentativa de fuga: um Honda i30 e um Citroen C4. O primeiro foi usado pelos três bandidos que entraram no fórum, e foi abandonado em Padre Miguel, num dos acessos à Vila Vintém, para onde os criminosos fugiram. O veículo foi roubado no último dia 26, no Méier. O outro carro foi encontrado ontem dentro do Morro do Guache, em Belford Roxo, e foi roubado na própria quinta-feira, em Bangu. A comunidade é um dos redutos de Chocolate.



- E eles brincando de Segurança Pública, com blábláblá pra lá e blábláblá, enquanto o crime organizado vai se unindo e se fortalecendo, até o dia, e não está longe com este inacreditável Poder Judiciário, isto aqui virar um narcoestado!

AGORA, SIM, ESTÃO CHEGANDO POR ONDE DEVERIAM TER COMEÇADO.


- Tem que ser muito ingênuo ou cínico pra ignorar o conluio de bandidos travestidos em advogados com o crime organizado.
- Data vênia, nobre presidente, que tolerância zero é esta em que o vagabundo travestido de advogado é expulso da Ordem e reconduzido???


ENQUANTO ISSO...




- Vai, mas não vai muito!

MAIS RESPEITO, CATIVEIRO, NÃO, NO PLENÁRIO DO EGRÉGIO JÚRI!
- Diga-se de passagem, presídios de “segurança máxima” que o governo de São Paulo não se cansa de encher a boca dizer garbosamente!

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